quinta-feira, janeiro 21, 2010

Joaquim Nabuco de Araújo

 Em 15 de Junho de 2009 foi promulgada a Lei Federal nº 11.946, que instituiu o ano de 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco, tendo como referência o centenário da morte do pensador, escritor, diplomata, político e abolicionista pernambucano.
 Diversas atividades estão sendo programadas na rede estadual de ensino de Recife, envolvendo a divulgação da vida e obra de Joaquim Nabuco.


Um pouco sobre a vida de Joaquim Nabuco




 Há 100 anos, morreu um dos homens mais lutadores da nossa história, Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo, sem ele, o mundo da ética, da luta pelos direitos humanos e da diplomacia ficou mais pobre. A indignação contra a escravidão havia encontrado uma voz, que ecoaria pelo País e até no Exterior.
  Abolicionista, membro fundador da Academia Brasileira de Letras e primeiro embaixador brasileiro nos EUA, Joaquim Nabuco mostrou, desde cedo que sua carreira profissional envolveria uma postura libertária em prol dos menos favorecidos.
  Pernambucano de recife, nasceu em 19 de agosto de 1849 e já trazia na origem a distinção. Filho do senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, irmã do Marquês do Recife, Francisco Pais Barreto.
 Estudou no Colégio Pedro II bacharelando-se em Letras. Em 1865 seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito, retornando então a terra natal, para formar-se em 1870.
 Atraído pela política, foi eleito deputado geral por sua província, vindo então a residir no Rio. Sua entrada para a Câmara marcou o inicio da campanha do Abolicionismo, que logo se tornou causa nacional.
 De 1881 a 1884, Nabuco viajou pela Europa e em 1883, em Londres, publicou o livro, O Abolicionismo, onde procurava difundir os ideais contrários a escravidão.
 De regresso ao país foi novamente eleito deputado por Pernambuco, retomando posição de destaque da campanha abolicionista, que cinco anos depois seria coroada de êxito.
 Ao ser proclamada a República, em 1889, permaneceu com suas convicções monarquistas. Retirou-se da vida pública para se dedicar à sua obra e ao estudo.

 Nessa fase de afastamento voluntário, vivendo no Rio de Janeiro, que Nabuco estreitou relações de amizade com altas figuras da vida literária brasileira como Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça. Desse convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897.
 Em 1900, o então presidente Campos Sales conseguiu convencê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da guiana Inglesa. Em 1901 atuou em missão ordinária como Embaixador do Brasil em Londres, e a partir de 1905, em Washington, nos EUA.
 Em 1906, veio ao Rio para presidir a 3º Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental.
 Em 1909, fez uma viagem oficial a Havanna, para assistir à restauração do governo nacional de Cuba. O seu prestígio perante o povo e o governo norte-americano era manisfetado em expressões de admiração de diversas personalidades famosas da época.
 Quando faleceu, em Washington, no dia 17 de janeiro de 1910, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o cemitério da capital norte-americana. E depois foi transladado para o Brasil, no cruzador North Caroline.
 Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, seu berço. Em 28 de setembro de 1915, Recife reverenciou seu filho ilustre inaugurando uma estátua em uma de suas praças públicas.

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