quarta-feira, agosto 11, 2010

Resenha: A Metamorfose (Franz Kafka)

 Acho que todo leitor já ouviu falar do livro "A Metamorfose" (na verdade, pelo seu tamanho, eu chamaria de conto) ou ao menos do seu autor "Franz Kafka" que, com certeza, é um dos maiores escritores do século XX e que sua obra é um grande clássico da literatura alemã, que foi publicado pela primeira vez em 1915.

Capa do livro da edição que eu li, publicada em 2010

 Sinopse:
 O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.    

 Interessante ressaltar a maneira como o conto foi escrito, digamos, bem simplista mas com uma enorme profundidade e cheio de significados, sem sombra de dúvida, este é um dos clássicos mais fáceis de se ler que eu já vi, se você tem repulsa por clássicos, experimente esse livro e sua opnião mudará.







Estranhamente, o livro se inicia assim:

"Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de inseto."

 Ou seja, o escritor já nos leva ao climax logo no inicio do livro, mas quem espera que o metamorfo faça um drama vai se enganar, pois em nenhum momento, o Gregor, percebe que se transformou em um inseto gigante, ele apenas nota que seu corpo está diferente e tenta conviver com a nova aparência, ou seja, apenas uma metamorfose física. É pertubador a frieza como é mostrada no livro.

 O Título, A Metamorfose, além de se referir ao metamorfo, em minha opnião, se refere também a maneira com que a sociedade, representada pela Familia e Colegas de Trabalho, tem que lidar com o novo ser, antes o rapaz era quem cuidava das despesas da casa e era motivo de orgulho por seus pais, depois da transformação, a única que lhe da atenção é sua irmã, entretanto, aos poucos ela demonstra repulsa em fazer a única coisa que fazia, alimentar seu irmão. Os pais da criatura tinham nojo, a mãe não podia ver ele que desmaiava apesar de mesmo assim ela queria sempre estar perto dele. A Parte mais chocante do livro, que eu achei, é essa:
"Ele tem que ir embora [...] É o único jeito pai. O Senhor precisa se desfazer da idéia de que aquilo é Gregor, acreditou nisso durante tanto tempo, tem sido a nossa desgraça. Como pode ser Gregor?! Se fosse, há muito teria percebido que seres humanos não podem viver com um bicho como aquele e teria partido por conta própria. Perderíamos o irmão, mas poderíamos viver com o verdadeiro Gregor em nossa memória para sempre."

 No fundo, bem lá no fundo, acho que o escritor quis mesmo é fazer uma dura critica a sociedade e ao seu padrão de vida, onde se importam com uma única coisa (dinheiro e derivados) e esquecem aquilo que é de fato, mais importante, o seio da familia, lendo este último trecho que citei, é a irmã quem fala isso para o pai. Depois disso, Gregor que tinha escapulido de sua prisão imunda e presenciado tal cena (eles achavam que Gregor não entendia, pois ele não conseguia falar), volta para dentro dela, e acaba morrendo de desgosto, pois ele tinha um único pensamento de sua familia e depois que se tranformou ele percebe a metamorfose pela qual passa sua familia e entende que não tem mais nada que possa fazer para ficar junto de sua familia, que deveria ajuda-lo e não julga-lo. Não que eu seja um crente fervoroso, mas Ele disse uma vez "Não julgues para não ser julgado", enfim, é isso.

 Se você se interessou pela obra, você pode fazer o download do livro clicando aqui, fique tranquilo, não estamos violando nenhuma lei, uma vez que o livro está em dominio público e no próprio site do governo. Se você quer conhecer outras obras do autor, clique aqui (a maioria está em espanhol).

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