quinta-feira, dezembro 11, 2008

Meu 15º Aniversário

Anne, é uma garota simples, não tem nada de diferente de suas amigas, uma garota normal até então, mas nesta manhã, ela acordou diferente, não é para menos, afinal, é seu 15º aniversário, ela estava animada com sua festa e com os presentes que iria receber, depois de ter arrumado seu quarto e ter tomado seu café da manhã com sua família, ela decidi checar seus e-mail's, que não tem nada de novo, a não ser por uma mensagem que ela recebe por MSN, de um usuário que se autodenomina: Gihad, que nem ao menos estava em sua lista de amigos, e ela não lembra de ter adicionado ele.

“Gihad – Elämä on vasta alussa diz:”
Anne Travis... é você?

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Sim... mas quem é você?

“Gihad – Elämä on vasta alussa diz:”
Chegou a hora!!! Precisamos de você aqui, Agora!

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Mas nem sei quem é você? Como conseguiu meu MSN seu maluco?

“Gihad - Elämä on vasta alussa diz:”
Não temos tempo, fique em posição, vamos te trazer aqui, depois te contamos tudo.

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Peraí... eu não vou a canto nenhum, nem tenho idéia de quem seja você!!!!

De repente, Anne é sugada para dentro de sua web cam, começa a se sentir meia zonza, tudo ao seu redor girando, como se tivesse sido teletransportada ela sai ao lado de Gihad, que não é um ser humano comum, ele é um pouco maior do que o normal, e tem três olhos, o terceiro fica na testa, mas não é um olho comum, é um olho todo branco.

- O que eu estou fazendo aqui? - diz Anne um pouco atordoada com a “viagem” que teve – Eu estou dentro do meu computador?
- Você é Filha da Rainha Neghas, e não, você não está dentro daquela máquina. - disse Gihad decidido.
- Não estou entendendo nada, minha mãe não é rainha coisíssima nenhuma, e onde eu estou afinal? - olhando ao redor e se sentindo confusa.
- Vou explicar para você tudo o que aconteceu no caminho para o Retiro.
Retiro? - em tom de dúvida.
- Sim, onde estão todos aqueles que desistiram da coisa mais preciosa que já se ouviu falar.
- E o queria seria isso? - em tom de dúvida.
- A Vida!

Gihad, com a sabedoria em seu ser, começou a explicar desde o começo para a Anne, que 15 anos atrás, a Rainha Neghas deu a luz a uma bela menina, mas devido a inveja da irmã da Rainha, decidiram dar como morta a pequena Anne, para que futuramente não viesse a sofrer nas mãos da tia, e assim sendo para cumprir a Profecia de qual os Bysaos (uma éspecie de vidente, só que não humanos, e com caracteristicas próprias) reveleram, de que uma menina membro da família real iria nascer, e que iria despertar a ira e a inveja em muitas pessoas que desejavam o trono da Rainha, e dominar os Universos, mas que só a pequena menina poderia deter, a escolhida dos Deuses iria renascer nela, e que só uma das duas iria sobreviver.
13 anos depois, finalmente a Hirma, irmã da Rainha e tia da Anne, consegue destrona-la, e assim tomar o poder debilitando quase por completo sua irmã, e então começou a tentar conquistar os universos que nos rodeava, mas ela teve muitas dificuldades pois muitos dos portais foram escondidos por pessoas de confiança da ex-Rainha, eles não podem ser destruídos, e também ela não contava com uma coisa, o Retiro, muitos dos Habitantes de Vyllah abriram mão de seu bem mais precioso, suas vidas, para manter a Rainha Neghas viva, entregando-lhe suas almas, e assim tornando os habitantes apenas vivos fisicamente, espiritualmente falando, eles não existem mais, e assim, fazendo parte do Exército, que ainda é pequeno comparado com o Exército Real, para enfrentar a atual Rainha, Hirma.
Em uma tentativa desesperada para conseguir retomar o poder, a ex-Rainha Neghas, manda localizar sua filha, e traze-la de volta, mesmo não sabendo de nada e nem estando pronta para seu destino, Gihad consegue a localização de uma menina chamada Anne Travis no Universo Mahnnus, onde vivem todos os seres mortais, os próprios Humanos.
A Pequena menina foi enviada anos atrás por um dos fiéis Bysaos da Rainha Neghas, mas ele está morto atualmente, e a pequena passa a viver com seus pais do coração, ela foi parar em um orfanato, e assim meses mais tarde, adotada e amada por sua nova família, que não sabia de onde realmente ela tinha vindo.

- Eu acho que entendi toda essa história que você explicou, menos uma coisa, por que ela quer dominar todos os universos? Não faz o menor sentido.
- Quanto mais uma pessoa tem poder, mais ela quer ter, fica insaciável em busca sempre de um Universo novo.
- E onde está a Rainha antiga?
- No último quarto no fim do corredor, pode ir até lá, ela está esperando por você.

Anne, foi até lá, pensativa com tudo que descobriu, todas estas novidades e desgraças, coisas inimagináveis, quem diria que ela era uma princesa de um Universo paralelo inteirinho, mas, mal sabe a pequena Anne, que a vida está apenas começando, e que para muitos, vai acabar ali, e para poucos, terão uma jornada inteirinha pela frente, finalmente Anne chega a última porta, e decide entrar, e vê uma bela dama deitada em uma grande cama com belos detalhes em ouro e com um mosquiteiro cobrindo a ex-Rainha, ela decide se aproximar e olhar mais de perto.

- Estava esperando por você querida. - disse Neghas com uma voz fraca, mas doce.
- É Verdade que você é.... minha Mãe? - dizendo sem acreditar muito.
- Sim querida... se aproxime.
- Por que a senhora me abandonou? Por que simplesmente não me deixou aqui e tomou conta de mim! - triste e indignada com que aconteceu no passado.
- Por muitas razões, a principal é que eu não queria que você se machucasse, minha linda bonequinha de porcelana.
- É muito fácil pra você, não é? Me trazem do nada para cá, e dizem que eu moro aqui, que minha mãe é uma Rainha, e que tudo o que eu vivi antes de chegar aqui era uma mentira.
- Não é bem assim querida, você é uma peça muito importante para o Universo.
- Sei... “uma peça”...
- Não seja má com as pessoas que te querem o bem, meu amor.
- E por que precisam tanto de mim?
- A profecia diz...
- Isso é tão clichê, todas as histórias que eu li nos livros tinha que ter uma profecia.
- Mas é a verdade, nós estamos a três anos tentando destronar a atual Rainha, mas ela fica mais forte a cada dia, e ganha muitos aliados a cada segundo que se passa, e não conseguiremos fazer isso sozinhos.
- E como vocês acham que uma simples criança pode derrotar uma Rainha tão poderosa?
- Existe duas maneiras possíveis.
- Quais são elas?
- A Primeira, seria você me entregar a sua alma de bom grado, já que você é a escolhida dos Deuses que renasceu em você.
- Claro que não vou dar nada, nem te conheço direito, nem cuidou de mim quando eu mais precisei.
- A Segunda possibilidade é você ir em busca de um abridor...
- Você não pode estar falando sério!
- Não se engane, este não é um abridor comum.
- Então... o que ele faz?
- Ele literalmente abre a porta para outros mundos.
- E como você espera que com apenas isso eu vença a Rainha?
- Além do abridor existe também, o Garfo e a Colher, que já estão em nosso poder.
- Não tem a faca também? Para completar o conjunto de talheres. - debochando da situação
- Não seja tola, você não está no universo onde cresceu, se ainda não percebeu, você está no Universo Sahtreon. - ela estava começando a ficar sem paciência.
- Tá, o que a Colher e o Garfo faz?
- A Colher invoca espíritos, e pode guiar você para qualquer caminho que desejar, o caminho que ele apontar é o certo, agora, o Garfo, pára o tempo.
- Entendi. E onde está o Abridor agora?
- Está nas mãos da Rainha.
- E como ela não conquistou todos os universos ainda se o abridor está em posse dela? - Anne estava intrigada com tudo, ainda não acreditando em tais fatos.
- Por que só a pessoa certa poderá usa-lo, por ser o objeto-mestre, ou com a união de todo o conjunto.
- Todo o conjunto? - Em tom de dúvida.
- Sim, a Faca, como você mencionou, ela existe, ninguém sabe ao certo o que ela faz, mas ela está sumida agora, uns dizem que foi destruída, outros não acreditam nessa teoria.
- E como se destrói algo que é tão poderoso?
- Exatamente por isso que os outros não acreditam nessa teoria, pois estes objetos são indestrutiveis, dizem que só podem ser destruidos por aqueles que vieram do mesmo universo.
- E Quais são os outros objetos?
- Além do Abridor, Faca, Colher e Garfo, existe a Colher de sobremesa, o Garfo de três dentes, o saca-rolhas, a Concha, a Espumadeira, uma Panela e uma Frigideira.
- Nossa, uma cozinha inteira. E o que eles fazem? - rindo.
- A Colher de sobremesa transforma as coisas em pó, o Garfo de três dentes perfura qualquer coisa, o Saca-rolhas pode multiplicar as pessoas por tempo limitado, a Concha cria um escudo protetor em volta da pessoa que o obtém, assim evitando todo e qualquer tipo de feitiço que possa ferir quem o obtém, já a Espumadeira, ela cura, a Panela comum não precisa de fogo pra cozinhar, e a Frigideira manda recados para o passado.
- Nossa, e onde estão todas essas coisas? - curiosa sobre os artefatos.
- Ninguém sabe, afinal, os Universos são muitos e muito grande, o que dificulta sua localização.
- E qual a origem deles?
- Vou te explicar tudo fazendo um resumo, não temos muito tempo, você precisa seguir viagem o quanto antes.

Neghas começou a explicar como tudo começou para a pequena e curiosa Anne, que mal sabe o que esperar de toda essa jornada que a aguarda.
No começo dos tempos, haviam 11 Mesgeirs, que é uma espécie de Mensageiro dos Deuses, eles informavam tudo o que acontecia nos universos, e por isso alguns sabios acreditam que existem apenas 11 universos paralelos, pois 11 são também a quantidade de objetos, mas não foi nada comprovado, e os Mesgeirs trabalharam durante milhões de anos fielmente, até que um deles traiu seus companheiros e os Deuses, informando o que se passava para terceiros, só que não foi descoberto qual deles foi o responsável por tal ato, então os Deuses decidiram aniquila-los, mas como os Mensageiros não podem ser destruídos tão facilmente, os Deuses tomaram a decisão de aprisiona-los em alguns artefatos, foram então escolhido 11 objetos para cada um, todos objetos de cozinha, por parecer insignificante aos olhos de todos os seres, e então os Deuses decidiram espalha-los entre os universos existentes tornando a tarefa mais difícil para eles não serem encontrados, até que depois de muitos anos, um caçador descobriu um objeto, e a noticia correu entre os reinos e Universos, dando esperança e morte aos povos.

Anne, agora está a caminho do castelo da Rainha Hirma, acompanhada do seu guia Coamac (uma espécie de uma mistura de chipanzé com um menino de 8 anos), eles estão andando pela Floresta da Morte, esta floresta é úmida, escura, e com uma mata densa, e é o único caminho que não está sendo vigiado pelos seguidores da atual Rainha, por acreditar que a floresta se encarregaria de quem quer que passasse por ali.
Depois de uma cansativa viagem, que durou dois dias, Anne e seu guia não tiveram problemas com a floresta, parecia apenas que ela foi abandonada há muito tempo, deixando um ar sinistro com aquela névoa e silêncio completo, mas ambos conversaram bastante, e Anne ficou intrigada com algumas coisas que ele disse mas ficou quieta, e quando chegaram nas bordas da Floresta da Morte, seu guia, se despediu dela, e disse que não pode prosseguir mais, e que o restante é com ela.
Nos arredores do Castelo da Rainha, Anne é presa e levada como prisioneira, e é levada para as celas onde estão os outros prisioneiros, antes de ser jogada em uma cela qualquer, Anne decide usar um dos seus talheres mágicos, o Garfo, mas não sabe como faze-lo funcionar, depois de muitas tentativas sem sucesso, ela consegue, ela pára o tempo e sai correndo dali, e usa o segundo artefato, que é a Colher, ela pede para ser guiada até o Abridor, e assim o faz.
Os guardas notaram que a prisioneira fugiu, e começaram uma caçada atrás dela, a Rainha ficou sabendo de tal feito, e ordenou que quer a fugitiva viva.
Anne descobre que na realidade, o Garfo só pára o tempo durante um determinado período, que é curto, dessa vez ela toma cuidado, e é bem mais ágil da segunda vez, ela chega em frente a uma porta de madeira, ela abre a porta, e entra, é uma imensa sala, com muitos quadros ao redor, é uma mulher segurando um bebê, e no fundo dela, está uma caxa de vidro com algo dentro, se aproximando cada vez mais, percebemos se tratar do Abridor, que ela está procurando, ouvimos passos atrás dela, ela estava tirando o Abridor da caixa de vidro e pára por um instante, pois sentiu outra presença na sala.

- Filha? É você? - disse a Rainha Hirma com uma voz angelical.
- Você não é minha mãe! - decidida, ela retirou o artefato da caixa de vidro.
- Como assim Querida? Você não está me reconhecendo?
- Não, não estou... você destronou minha mãe, debilitando-a, que é a verdadeira Rainha deste lugar, e não você...
- Não acredite nela minha filha...
- Pare de me chamar de filha!
- Tudo bem, você quer uma prova de que você é minha filha? Quem você acha que eu estou segurando nestes retratos desta sala?
- Não faço a mínima idéia.
- É você!

A Ex-Rainha Neghas, que está no Retiro, estava olhando pelo poço das visões perdidas que estava começando a perder terreno e decide fazer algo, um último esforço, ela se materializa na sala, como uma nuvem de fumaça, e pára ao lado da suposta filha, que imediatamente se afasta dela também, e fica entre as duas, sem saber em quem acreditar.

- Não dê ouvidos a ela meu anjo. - dizendo com a mesma voz fraca e doce de antes.
- Vocês acham que eu sou boba, não é? - ela estava revoltada com tudo o que estava acontecendo.
- Não querida, só quero que você saiba a verdade, e não escute o que ela diz – olhando fixamente para a Neghas.
- Eu não quero saber! Vocês são duas loucas...
- Não fale assim meu amor. - Neghas estava tentando acalma-la.
- Quer saber? Eu vou embora daqui...
- Não vá pequena, se for, antes devolva os artefatos para a mamãe, para que eu possa protege-los do mal que nos cerca. -disse Neghas, preocupada.
- Não sou sua filha, e nem de ninguém!
- Ela está certa, não é minha filha. - Hirma estava triste.
- Mas do que é você está falando? - A ex-rainha estava confusa.
- Ela não tem a marca de nascença... - anda rapidamente até a garota, levanta um pouco sua blusa. - a mesma que a minha. - e mostrou a própria barriga, onde tinha uma manchinha marrom.
- Agora que você descobriu isso? Coamac tinha me contado tudo sobre minha tal mãe, até a respeito dessa mancha. - Anne estava satisfeita com a verdade esclarecida.
- Então, me devolva meus artefatos, sua menina insolente. - com uma voz brava, a ex-rainha não estava contente com o que estava acontecendo.
- Você! - apontou para Neghas – Fique onde está, não dê nenhum passo a mais, ou eu fujo daqui com eles.

As rainhas ficaram imóveis diante da Anne, afinal, elas pensavam que Anne era filha de uma delas, mas agora sabiam que estavam completamente enganadas.

- Sabe... eu tenho uma teoria, Coamac me disse que vocês tiveram que matar todas as crianças envolvidas de certa forma com a familia real, para que não viessa a sofrer mais tarde, mas...
- O que você quer dizer? - Hirma estava aos prantos, pois sua suposta filha estava sumida.
- Eu quero dizer que, realmente a sua filha existiu, mas ela morreu, meus pais me disseram que adotaram uma menina antes de mim, mas ela morreu pouco tempo depois, de uma causa até então desconhecida na época pelos médicos, e colocaram o mesmo nome em mim, para homenagea-la.

Hirma, não acreditando muito, mas no fundo sabia que era verdade sobre o que ocorreu, pois quando sua filha saiu para viver em outro universo, era só um bebê, e ela sabia o quão arriscado era isso, pois estas viagens entre universos deixam as pessoas abaladas, se é assim para um adulto, imagine para um bebê.

- Então, agora que está tudo esclarecido, eu vou embora...
- Não sem antes me devolver meus artefatos.
- Não senhora, isso vai ficar comigo, você é deve ser a má da história, não vou devolver nada.
- Tchau Hirma! Meus pêsames sobre sua filha...

Anne, com o Abridor em mãos, ela abriu uma passagem deste Universo para o seu quarto, e se jogou lá dentro, que se fechou em seguida, e deixou a Neghas com muita raiva.

- Eu vou voltar... - Neghas gritou para a Hirma.
- Perái... você não vai fugir assim não.

Ela tirou um pequeno frasco do bolso e jogou algumas gotas na Neghas, que não pode se transformar em uma nuvem para sair dali.

- GUARDAS! - apareceram vários guardas – Prendam ela!
- Antes de me levarem, me responda uma coisa...
- O que?
- Se ela não é sua filha, e sua filha está morta, então, não há profecia, então, como ela conseguiu usar o Abridor?
- Talvez por que o Abridor tenha vindo do Universo dela.

Ela foi levada para o calabouço, onde nunca mais iria atormentar sua irmã. Por outro lado, Anne, que tinha acabado de chegar do outro universo com os artefatos, alguém de repente entra no quarto dela.

- Vamos filha, temos que arrumar algums dos preparativos para seu aniversário!
- Que horas são mãe?
- Como assim querida? Faz apenas alguns minutos que você subiu para o seu quarto.
- Ah ta... já vou descendo então.

Sua mãe fechou a porta do quarto, e ela olhou para o computador que estava ligado ainda, e o Gihad estava off line.

- Esse vai ser o melhor aniversário da minha vida! - olhando para os artefatos, e abrindo um sorriso de quem vai aprontar muito.

FIM.

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