quarta-feira, janeiro 06, 2010

Resenha: Os Contos de Beedle, o Bardo (J. K. Rowling)


Eu acho que todos já ouviram falar desse pequeno livro, da mesma autora de Harry Potter, os contos se passam no mesmo universo e são contos de fada de bruxos. Quem espera algo mais elaborado, tipo a saga HP, vai se decepcionar, porém vai se surpreender pois além dos contos, no final de cada um, encontramos breves anotações do A. Dumbledore, explicando o reboliço que tal conto causou e falando da época dele citando ano, pessoas, lugares e fazendo referências a coisas acontecidas no passado e obras escritas por Bruxos de gabarito, se por algum acaso tal observação contiver algum termo que por ventura você não venha a entender, no rodapé de cada página o Dumbledore explica o seu significado e no mesmo espaço a Rowling faz referência a outra obras como "Animais fantásticos & Onde habitam" o que me deixou curioso para ler tal obra.
Sem esquecer de mencionar, quando alguém compra esse livro o valor é revertido para uma instituição criada pela própria Rowling, então, acho válido adquirir esse livro, pois você estará ajudando crianças e fica sabendo um pouco mais do universo de HP.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Livros ou Filmes? Qual sua preferência?

Bom, como bom leitor e telespectador, não poderia deixar de fazer um artigo contando um pouco sobre o que eu acho e sobre o mundo das adaptações cinematográficas por trás dos livros mais vendidos da atualidade.
Será que é benéfico para um livro ter uma adaptação para o cinema? A resposta é: Sim! Desde que as adaptações sejam no minimo aceitável. No Cinema, hoje em dia, virou moda buscar nos livros histórias para fazer filmes, não sei se é falta de inspiração dos roteiristas para criar algo inédito ou não muito batido ou se é preguiça mesmo, mas creio que as respostas não são essas, e sim, por que o livro virou um best-seller e seria (muito) mais lucrativo fazer um filme já que nem todo mundo gosta de ler (apesar de ter interesse mas nunca pegam um livro na mão para tal) e também á aquelas pessoas que gostariam de ver em imagens aquilo que leu, e assim, resumindo um livro de quase (ou mais de) 400 páginas em no máximo 2 horas (com raras exceções, ex.: Senhor dos Anéis [1, 2 e 3]) e que no fim, para leitores assíduos e fãnaticos dos livros acabam sempre deixando a desejar, mas para quem não conhece a obra a fundo, acham bom. Claro que também sempre tem a questão do dinheiro que conta muito, se investir bem, o filme se sai bem e terá um bom retorno financeiro, caso contrario não vai sair aquelas coisas toda e será fadado ao fracasso.
Mas, convenhamos, tem adaptações que não da para engolir, vou citar algumas que eu li o livro e vi o filme, segue:

Marley & Eu - Vida e amor ao lado do pior cão do mundo
O Menino do Pijama Listrado
O Caçador de Pipas
Eragon
Harry Potter
Saga Crepusculo
A Bussola de Ouro
O Guia do Mochileiro das Galáxias

Não necessariamente nessa ordem, mas ficaram bem ruins as adaptações, não passou a emoção do livro, mas tem alguns que se saíram bem, entre elas estão:

O Senhor dos Anéis (Todos)
As Crônicas de Nárnia (Só o primeiro ficou bom, o "Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa")
A Cidade das Sombras (Uma pena que só tenha o primeiro livro em BR lançado aqui)
Morto até o Anoitecer (Virou série, se chama "True Blood", ficou ótima por sinal)

E Estou no aguardo das futuras adaptações, para saber se foram boas ou ruins de algumas outras obras, como:

O Ladrão de Raios
Irmão lobo - Crônicas das Trevas Antigas
Eclipse
Harry Potter
Túneis
Coração de Pedra
Avatar - A Lenda de Aang (Super ansioso, adoro e achei incrivel o desenho!)
Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
Os Smurfs (Na década de 80, eram famosos por desenhos e quadrinhos)

Enfim, é isso, não quis comentar muito sobre os quadrinhos pois pouco vi sobre eles, prefiro comentar sobre o que eu li e vi, então é isso, e você o que acha? qual foi a melhor adaptação na sua opnião? e a pior? e o que você mais aguarda das próximas que certamente virão?

Até breve!

Resenha: A Montanha e o Rio (Da Chen)


Livro que faz inveja a muitos escritores, por se tratar de uma obra grande e detalhada que durou 8 anos para ser concluída. O Autor "Da Chen" nos brinda com um ótimo livro que se passa no auge da Revolução Cultural na China onde o comunismo impera. Cenas fortes e emocionantes, somos convidados a viajar no tempo e mergulhar fundo nesse mundo até então desconhecido por muitos.
Com diálogos decentes, descrições na medida certa e o enredo envolvente o livro se supera a cada página que lemos, mas, nem tudo são flores, gostaria de destacar uma parte do livro que não gostei muito, quando um dos irmãos descobre que o outro é seu meio-irmão, achei MUITO forçada essa parte, me fez lembrar uma novela mexicana de tão fraco que ficou, acho que o autor poderia ter trabalhado mais nesse pedaço, mas fora isso, impossível não embarcar nessa incrível jornada e com final surpreendente (ou nem tanto; dependendo do ponto de vista).
Como sempre digo, na dúvida, leia o livro, se gostar... ótimo, se não gostar, paciência... ao menos você conhece um pouco mais da China (costumes, politica, regiões, etc...).

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Resenha: A Cabana (William P. Young)


Livro de sucesso boca-a-boca e que fala do amor de Deus por seus filhos. Com uma história forte e que poderia ser envolvente mas que deixou a desejar em muitos aspectos, primeiro na escrita, livro muito fraco e com dialogos e descrições simples, quem espera um classico nem leia, vai se arrepender, segundo que no começo o livro é um pouco confuso, não sei ao certo se foi a intenção do autor deixar o livro soar apenas como mais um relato ou como uma fraca história de amor entre Pai e filho, terceiro por que acho que o livro ficou faltando alguma coisa, um "quê" a mais.
Enfim, tirando os prós e contras, o livro nos surpreende na forma como o autor descreve Deus e seu amor pelos seus filhos, creio eu que muitos O vê da mesma maneira ou ao menos bem parecido, por isso que muitas pessoas se identificam com ele e encontram algum conforto imaginando Ele dessa maneira, pois na pratica nenhuma religião é assim.
Bom, se tiver na dúvida, leia o livro, se não gostar, paciência, ao menos você descobre mais uma visão de Deus (fora da Biblia), não sei se é a melhor mas é uma boa visão, mas se gostar, bom pra você e mantenha as palavras perto do seu coração.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Natal Macabro

Em frente a uma casa, uma mulher de cabelos longos e negros, pele branca como a neve, olhos pretos, profundos e reveladores, sobrancelha fina e lábios delicados, parece que veio diretamente do inferno, literalmente o diabo de saia, a tentação em pessoa, ela vestia um longo vestido azul escuro, bem decotado e aberto nas costas, estava olhando a decoração do lado de fora da casa. Uma casa simples, de dois andares, com um papai noel de tamanho real pendendo de uma das janelas, como se estivesse tentando entrar na casa, em volta das portas, janelas e na beira do telhado os pisca-piscas tomavam conta do ambiente, de frente para a casa tinha um falso pinheiro, coberto com pequenas lâmpadas e bolas decorativas coloridas e um leve toque de raspas de isopor em uma falsa tentativa de imitar a neve cobrindo o tal pinheiro. Do outro lado havia um boneco de neve inflável e próximo a ele, mas fora de alcance, um cachorro preso comia sua comida na casinha dele que ficava olhando de soslaio e rangendo os dentes para a dona que entrava na casa, que retribuia com um sorriso carinhoso.
A Noite já tinha caído, fogos de artificios eram ouvidos ao longe, pessoas felizes em todo o mundo brindavam a data, sempre transmitindo paz aos seus próximos, as pessoas trocavam presentes e davam votos de felicidades aos seus entes queridos e amigos. A mulher que agora organizava a zona que tinha ficado em sua cozinha, estava contagiada com o espirito de natal. Um homem de pele morena escura, cabelos raspados e vestido com uma roupa esporte abraça a mulher por trás e sussura algo em seu ouvido.

- Vamos deitar querida, e vamos comemorar á moda. - abrindo um sorriso malicioso só de imaginar a comemoração.
- Claro, eu adoraria, vamos sim! Só deixa eu terminar de organizar isso aqui e botar as crianças na cama, aí eu serei todinha sua - retribuindo o sorriso.
- Não demore, estarei lhe esperando pelado embaixo das cobertas. - dando nela um longo beijo.

Depois do trabalho árduo de uma boa dona de casa que trabalha fora e tem os deveres do lar, ela coloca as crianças na cama e se despede dando um beijo na testa em cada um de seus filhos, um casal de gêmeos de aproximadamente 6 anos.

- Boa noite meus anjos! Mamãe ama vocês! nunca se esqueçam disso.
- Boa noite mamãe! - ambos disseram juntos.

Depois de algumas horas de prazer e luxuria com seu marido, a mulher está dormindo na beirada da cama, coberta apenas com um lençol que dava mais beleza as suas formas. Ao lado de fora, apesar da época, o silêncio era amedrontador, o vento corria levemente numa noite fresca e fazia com que a cortina do quarto da tal mulher balançasse em resposta ao toque suave do ar, e então a mulher abre os olhos e levanta da cama num salto.
De pé, nua, com seu longo cabelo caindo pelas costas e chegando na cintura e com duas partes dos cabelos cobrindo parte dos seios, ela vira e observa seu marido dormindo tranquilamente, depois de alguns instantes ela dá a volta na cama e se aproxima do seu adorável e amado marido e pega o travesseiro e coloca na cabeça dele impedindo que o coitado respire, ele acorda e mexe seus braços em vão, fazendo força para se livrar da pessoa que o sufocava, sem saber que essa pessoa era sua própria mulher.
Depois de que o marido para de se debater, e o corpo fica inerte na cama, ela se levanta, olha um instante para a janela, e segue em direção a porta, para sair do quarto. A escuridão dominava o corredor, ela ia caminhando confiante como se já soubesse para onde ia, ela parou em frente a uma porta do correrdor e iria tocar a maçaneta para abrir a porta mas algo a impediu no meio do caminho, um barulho, alguém apertando a descarga do vaso sanitário, ela apenas vira a cabeça um pouco e percebe uma brecha de luz saindo por debaixo de uma porta, ela segue até lá e abre a porta, sua filha estava lavando as mãos, a criança a olhou e sorriu, a mulher pegou a menina pelos cabelos com força e arrastou para o vaso sanitário e mergulhou a cabeça de sua filha lá dentro. Ela se debatia debilmente, a água agitada espirrava ora no chão ora na mulher.
Quando a criança desistiu de lutar e cedeu seu lugar a morte, a mulher, mãe da menina, ainda a segurava pelos cabelos se certificando de que o trabalho estava feito, por fim, apertou a descarga e se levantou, quando se virou para sair, o seu outro filho, o menino, a olhava de olhos arregalados e saiu correndo, a mulher seguiu atras dele.
Desesperado, o menino gritava e tentava sair do andar de cima da casa e ir para a rua para pedir ajuda e por isso ao invés de seguir para seu quarto e trancar a porta, ele seguiu para a escada quando uma mão o empurra e ele desce a escada rolando, durante a descida são ouvidos vários estalidos, quando chegou ao chão o corpo ficou imóvel, a mulher desceu lentamente as escadas, se aproximou do garoto e checou os pulsos do garoto, não encontrou nenhum sinal de vida nele.
Subindo as escadas, ela para pois um outro barulho é ouvido escada abaixo, ela desce de mansinho, para no hall de entrada tentando ouvir mais barulhos para segui-los e saber de onde estavam vindo. Ela escuta mais um barulho e segue para a sala, para passar ela pisa no filho caído no chão. A Sala estava escura, apenas uma pequena árvore de natal com seus pisca-piscas mal iluminava o ambiente, então, ela acende a luz.
Com um barque surdo, alguém que tentava entrar pela janela, cai no chão do lado de dentro da casa. Era um homem baixo, gordo, pele branca e com barba da mesma cor, vestido de vermelho com detalhes em branco, usando uma toca das mesmas tonalidades e segurava um grande saco vermelho cheio de coisas, assustado, rapidamente o senhor se levanta.

- Ho! Ho! Ho! - dando um risinho sem graça - Que susto filha, ainda bem que é você! Que tal?! Como estou? Deixa eu por os presentes das crianças aqui...

Ele se abaixa, abre o saco e coloca os pacotes de presentes em volta da árvore sem esperar alguma resposta de sua filha. A mulher o olha sem expressão no rosto, e o fita por uns instantes até que decide ir na direção dele.
Ela tira sutilmente da árvore de natal algumas bolas decorativas e olha para elas fixamente, que emitia seu reflexo de volta.

- Você poderia tirar umas fotos, - falando sem olhar para ela - para as crianças achar que o papai noel passou por aqui de verdade, não acha? - como não tem resposta, ele procura a filha com o olhar.

Ele a olha e se levanta devagar. Ela levanta a mão como se fosse lançar uma das bolas natalinas.

- Filha, o que você vai...

Um barulho de vidro se espatifando contra algo é ouvido, um barulho atras do outro. A mulher estava lançando as bolas decorativas de vidro em seu pai, na cabeça dele. Um cachorro começa a latir ao fundo. O velho imitando papai noel cai no chão um pouco aturdido e resmungando alguma coisa. Ela se aproxima da árvore de natal e arranca alguns anjinhos e a estrela que fica na ponta da árvore.
Sem pressa, ela enfia um anjinho de cada vez na boca dele, que sem força, é obrigado a engolir cada um, por último, ela pega a estrela, que era um pouco maior que os anjinhos, e enfia também na boca dele, com muita vontade, uma lágrima escorre dos olhos do senhor, o nariz sangra e a garganta rasga, depois de tanto gemido de dor, veio o silêncio, que logo em seguida é interrompido pelos latidos do cachorro ao lado de fora da casa.
Decidida, ela levanta-se e segue em direção a cozinha deixando para trás o corpo do seu pai ali mesmo. A Cozinha é clara, eletrodomésticos de última geração. A Porta da geladeira além de vários imãs tinham diversos recadinhos de familia, o balcão do armario era de mármore, poucas coisas haviam em cima dele. A Mulher abre a primeira gaveta do balcão, e tira de dentro uma faca de cortar peixe de cabo branco, ela passa a lâmina entre os dedos abrindo um superficial e simples corte neles, ela coloca os dedos na boca, um por um, e chupa o pouco sangue que saiu dali.
Seguindo em direção a porta de saída carregando a faca, ela vai para o quintal da frente, o cachorro encara a mulher nua e rosna, ela deu um primeiro passo na direção dele que começa a latir raivosamente e forçando-se na direção dela, tentando arrebentar a corrente.
Com um só golpe, firme, forte e fatal, a mulher nua degola o cachorro que solta um grunhido de dor e cai no chão que se afoga no próprio sangue e cala-se para sempre, e a mulher observa a cena deixando a faca cair no chão.
Um leve sopro do vento deixa os cabelos da mulher esvoaçando, ela olha na direção do vento e vê o boneco de neve inflável olhando fixamente para ela, a mulher se aproxima dele, derruba-o no chão com um só golpe, que cai com o rosto virado para cima, ela o observa atentamente, se abaixa e passa a mão no boneco sentindo sua consistência, o boneco estava cheio com gás hélio, subindo a mão para o rosto do boneco e tateando ele, ela se levanta e se senta no rosto dele, deixando o nariz do boneco penetrar-lhe no seu íntimo, começou com movimentos lentos de cima para baixo até aumentar a velocidade, gostando do que ta fazendo ela solta gemidos prazerosos, suas mãos ficam no corpo no boneco e ela estava fazendo movimentos frenéticos, duas coisas acontece ao mesmo tempo, ela tem um orgasmo com o boneco de neve inflável no meio da rua e numa noite de natal e a outra é que a força liberada por ela foi tanta que ela acabou furando o boneco com as unhas, assim, terminando a brincadeira.
A Noite fria, céu sem estrelas cobertos por nuvens escuras que começa a derramar uma fina chuva sobre a cidade, lavando o corpo da mulher e lhe tirando as manchas de sangue, suor e terra. Ela entra na sua casa, sobe as escadas lentamente, deixando portas e janelas do jeito em que se encontravam, abertas. Passando pelos corpos sem se importar em olha-los, mas sempre, pisando em quem estivesse em seu caminho. Seguiu em direção ao seu quarto, deita em sua cama macia e volta a dormir como se nada tivesse acontecido, depois de segundos deitada em silêncio, ela começa a resmungar.

- Feliz Natal meus amores, amo todos vocês! - dormindo, sorri.

FIM.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Festa do Pijama

Todos os humanos tem medo de alguma coisa, todos, sem exceção, alguns medos podem ser insignificantes para algumas pessoas mas que para certas pessoas podem parecer o fim do mundo, literalmente, o encontro com o diabo, onde sua coragem já foi testada e perdeu dezenas de vezes, o medo, nada mais é que, uma forte emoção onde algo nos supera, onde algo é indescritivelmente muito mais forte e maior do que nós em tudo, algo que nos impressiona e nos deixa sem chão, isso, é o medo.

Nas crianças, esse medo pode se tornar pânico, a maioria delas não tem medo algum do Bicho Papão, porém, há aquelas que morrem de medo só de ouvirem essas palavras, e tem outros que se borram todinho quando acontece alguma coisa parecida.

Davi, é uma criança calma e muito dependente dos seus pais, mimado até demais, com seus 6 anos de idade ele tinha muitos amigos da escola, certa noite, ele deu uma “festa do pijama” e convidou diversos amiguinhos para sua festa, o problema é que justo essa noite, era uma sexta-feira 13, ele não sabia ao certo o que isso significava até por que nessa idade, poucas (ou quase nenhuma) criança sabe realmente o significado desta data.

Depois da chegada dos convidados, todos de pijamas, o céu desabou lá fora, choveu como nunca havia chovido antes, como a chuva estava forte, a TV a Cabo estava com problema na recepção do sinal assim como a internet e o telefone residencial e diversas operadores de celulares enfrentavam dificuldades, o que dificultava para as crianças que iriam assistir desenhos a noite inteira até pegarem no sono.

Então, como era relativamente cedo, Davi, entrou no quarto de seus pais e pegou um DVD escondido e colocou para ele e as outras crianças assistirem, só que mal sabiam elas que o filme era de terror, quando perceberam, algumas crianças protestaram pedindo para retirar o filme enquanto as outras, a maioria, pediram pra deixar rolar.

Em certa parte do filme, as pessoas se encontravam na mesma situação que as crianças, em casa, ilhados, devido a tempestade, e estavam sem TV, celular e internet, a diferença é que os atores do filme estavam se preparando para dormir quando o telefone no filme começou a tocar, e as crianças deram saltinhos assustadas, e de repente o telefone na casa do Davi tocou em alto e bom som ecoando pela casa inteira deixando as crianças histéricas, no filme e na casa de Davi, o telefone, depois de atendido ficava mudo, deixando a noite mais sinistra ainda.

O Filme estava pausado, uma das crianças quebrou o silêncio que dominava o ambiente.

  • Davi, cadê sua mãe?! - morrendo de medo, mas disfarçando a voz.

  • Não sei, eu vou lá em cima dar uma olhada no quarto dela, alguém que ir comigo? - olhando ao redor tentando encontrar apoio.

  • Por que você não vai sozinho, está com medo? - disse um menino com pijama branco de bolinhas pretas.

  • Vocês que sabem... mas tomem cuidado com o bicho papão. - subindo as escadas decidido.

  • Espere aí, que bicho papão? - perguntou um outro menino que usava óculos.

  • Vocês não sabem?

Todos fizeram sinal de negativo com a cabeça, mas ainda esperando uma resposta.

  • Diz a lenda que um bicho papão saí em noite chuvosa pra caçar criancinhas pra comer... mas é só uma lenda. - voltando sua atenção para a escada.

  • Mas como ele é? - perguntou uma menina loira usando um pijama cor-de-rosa

  • Ah, varia muito... uns dizem que ele é alto, dentes afiados e cabeludos e um pouco corcunda, mas outros dizem que ele tem três olhos, e com o olho a mais ele enxerga o medo das crianças indefesas de longe, e quando ele vai entrar em alguma casa, ele dá uma arranhada na porta.

As crianças pareciam apavoradas ainda mais quando o Davi terminou de falar, pois em seguida eles ouviram um barulho estranho de alguém arranhando alguma coisa em algum canto da casa, assim que ouviram, todos, deram gritinhos abafados.

  • Vocês ouviram isso? - perguntou o mais medroso de todos, o menino que usa um óculos.

  • Não foi nada, deve ter sido um gato, ou mesmo um rato fugindo da tempestade. - Tranquilizou Davi.

  • Tem ratos aqui? Que nojo! - disse a loira de cor-de-rosa.

  • Bom, eu vou lá em cima, alguém quer vir ou não?

Todos se colocaram prontamente ao lado de Davi, e juntos, subiram a escada devagar como se estivessem com medo de fazer algum barulho e não queriam chamar atenção, a casa foi iluminada e um barulho ensurdecedor veio em seguida, um trovão, acabando ainda com a energia que restava, e deixou tudo escuro, eles ouviram um grito, de uma mulher.

  • O que foi isso? É sua mãe? Será que ela foi atacada por um bicho papão? - deduziu uma das crianças.

  • Eu to com medo. - disse a loura de cor-de-rosa.

  • Calma gente, não é nada demais. - retrucou Davi. - Vamos continuar a subir e vocês vão ver.

  • Mas e o... - o de óculos iria falar, mas foi impedido pelo menino de pijama branco com bolinhas pretas.

  • Fique quieto e vamos em frente seu medroso

  • Vocês ficam nesse lenga lenga... - abrindo espaço entre os meninos, uma menina morena tomou a frente de todos. - ...eu espero por vocês lá em cima.

Davi logo seguiu atrás dela, e os outros sem ter uma opção ou por não saber o que fazer, seguiram atrás dos dois, conforme subiam os degraus a tensão aumentava cada vez mais, a casa estava ainda mergulhada no breu, o vento sibilando do lado de fora, a escada rangendo e o som ao longe de algo batendo contra alguma coisa, tudo isso deixava as garotas e os garotos apreensivos e com muita expectativa.

  • Falta muito? - perguntando a loira de cor-de-rosa.

  • Não, o quarto da minha mãe é no fim do corredor. - respondeu Davi sem paciência.

Assim continuaram a percorrer o enorme corredor, devagar, apesar de escuro, eles, ou apenas alguns deles pois os outros estavam preocupado demais com o que poderia acontecer a seguir para perceber que o corredor era todo coberto por um carpete, mais um deles percebeu algo a mais e disse:

  • É impressão minha ou o carpete está molhado? - sussurrou o menino de pijama branco e bolinhas pretas.

Todos pararam imediatamente para olhar e tentar entender o por quê disso, mas não puderam encontrar uma razão lógica para tal e continuaram a seguir em frente, agora, estavam próximos o quarto da mãe e finalmente iriam saber o que tinha acontecido, com sorte, nada demais e estariam bem e a salvo com ela de todo e qualquer intruso.

Enfim, chegaram a porta do quarto da Mãe do Davi, ele, colocou a mão na maçaneta e girou, a porta se abriu e o quarto se apesentou imerso na escuridão, nenhum som veio de lá de dentro, eles adentraram o recinto receosos, se encostaram na parede enquanto o Davi fechava a porta sem fazer um ruído.

  • E agora, o que faremos? - se sentindo sem saída, o de óculos questionou.

  • Fica quieto seu medrosos. - rebateu o menino de pijama branco com bolinhas pretas.

Davi se virou e rodeou o quarto em busca de alguma coisa, mexeu no interruptor para ver se a luz tinha voltado e nada aconteceu.

  • O que é aquilo? - perguntou a loira de cor-de-rosa aos prantos.

Todos olharam na direção em que ela apontava, era um sombra de alguma coisa se mexendo, houve um reboliço entre eles, pois não sabiam do que se tratava aquilo.

  • Calma gente... - andando até aquilo, e desmitificando o que parecia ser um monstro. - ...isso é apenas a sombra de um casaco... deste aqui. - apontando.

Ouviu-se um suspiro de alivio por parte dos meninos, e o Davi, volta para o lugar onde estão seus amigos.

  • Davi... se aquilo ali é um casaco, o que é aquilo que está atrás da cortina? - perguntou o menino de óculos, falando sobre um par de sapatos embaixo da cortina que fazia um leve e gracioso movimento.

  • Deve ser o vento que está dando este efeito... não seja bobo.

Novamente, o silêncio se instaurou entre a criançada, para quebrar o gelo e reassumir o comando, Davi disse:

  • Vamos esperar na cama, venham...

Não foi preciso dizer mais nada, todos se enfiaram embaixo do lençol.

  • Sua mãe sumiu!

  • Não sumiu não, ela deve estar aí pela casa...

Passos surdo são ouvidos que pareciam estar se aproximando cada vez mais do quarto onde eles estavam.

  • Quem será dessa vez? - perguntou curioso o menino de pijama de bolinhas pretas.

Quando todos estavam apreensivos sobre quem seria que estava se aproximando do quarto, uma outra pessoa surge de um canto do quarto, todas as crianças gritam apavoradas, com a visão daquele ser cabeçudo de corpo fino e com garras afiadas, tudo isso deduzido no escuro, quando a porta do quarto se abriu as crianças gritaram mais ainda, com uma outra visão, de um assassino encapuzado que parecia que iria ataca-los a qualquer momento, aos gritos e choradeira da criançada, a luz voltou e um dos seres diz:

  • O que aconteceu crianças? - o ser cabeçudo, na verdade era uma mulher, a mãe do Davi, que estava com a toalha na cabeça e uma outra enrolada no corpo, o que deixava seu corpo fino.

  • Isso, por que essa gritaria toda? - perguntou um homem tirando o capuz da cabeça.

  • Papai, papai! - Davi correu até ele e lhe deu um abraço apertado.

A criançada explicou em detalhes o ocorrido, talvez dando uma exagerada aqui e ali para os pais do Davi, que riram muito do que aconteceu, fizeram pipoca e terminaram a noite assistindo um desenho na televisão, e na hora de dormir, foram colocados colchões no quarto dos pais do Davi, para que nenhuma das crianças sentisse medo durante a noite, e assim, terminou mais uma noite da festa do pijama de Davi.

segunda-feira, junho 08, 2009

Sem Título

*Quando a esperança é insuficiente
*Quando o amor não é o bastante
*Quando deixa de existir a confiança
*Quando o medo toma conta
*Quando o respeito dá lugar ao desrespeito
*Quando não mais me deito
*Quando falta convicção
*Quando o não deixa de ser uma opção
*Quando todos te julgam, mas ninguém lhe entende
*Quando surge a loucura demente
*Quando as lágrimas descem como um rio
*Quando só nos resta o frio
*Quando dois é apenas um
*Quando o coração não faz mais "tum-tum"
*Quando não se tem mais um compromisso
*Quando resolvemos tomar um chá de sumiço
*Quando o trabalho e o esforço desaparece
*Quando nossa alma enlouquece
*Quando deixamos de viver
*Quando só nos falta morrer
*Quando nada mais vale a pena...

Eis que surge a solidão plena, o vazio e o seu lado sombrio, o desejo de se estar junto quando na verdade estamos só, um grande buraco na nossa vida é aberto que nos deixa sem teto, lágrimas são constantes e o sorriso não é mais radiante, falta animo até para mudar de canal da televisão, não esperamos mais nada... nem da solidão até que morre o coração, a angustia é forte, o desejo é fraco, queremos pular, não de alegria, mais pular do alto de um prédio, depressão? nops, é insatisfação de quando esperávamos tudo e de todos e não recebemos nada, nem de ninguém, completamente sozinhos, abandonados por aquele que não-o-nomei-o-mais que nunca existiu... pra nós também o que já foi extinta antes mesmo de nascermos é a sorte, talvez só em roleta russa.. aí... ganharemos a morte, momentos em que faltava tudo, mas não importava pois tinha o necessário pra continuar, e quando o necessário deixou de existir a vida passou a ser vivida por obrigação, sem animação, com muita dor... sem amor, mas ainda estamos aqui, por que? O Medo tomou conta, medos aqueles que não tinhamos, aqueles que não existiam, e junto com ele, a vergonha, os dois juntos é uma coisa fatal, acaba com a auto estima de qualquer um, é aí que percebemos ser um rélis mortal, tentamos em frente seguir, mas tem algo que não nos deixa prosseguir, não sei ao certo o que, mas nossas vidas não são mais as mesmas, nunca foram, mas só agora... que demos conta.


Texto criado por mim mesmo

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Meu 15º Aniversário

Anne, é uma garota simples, não tem nada de diferente de suas amigas, uma garota normal até então, mas nesta manhã, ela acordou diferente, não é para menos, afinal, é seu 15º aniversário, ela estava animada com sua festa e com os presentes que iria receber, depois de ter arrumado seu quarto e ter tomado seu café da manhã com sua família, ela decidi checar seus e-mail's, que não tem nada de novo, a não ser por uma mensagem que ela recebe por MSN, de um usuário que se autodenomina: Gihad, que nem ao menos estava em sua lista de amigos, e ela não lembra de ter adicionado ele.

“Gihad – Elämä on vasta alussa diz:”
Anne Travis... é você?

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Sim... mas quem é você?

“Gihad – Elämä on vasta alussa diz:”
Chegou a hora!!! Precisamos de você aqui, Agora!

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Mas nem sei quem é você? Como conseguiu meu MSN seu maluco?

“Gihad - Elämä on vasta alussa diz:”
Não temos tempo, fique em posição, vamos te trazer aqui, depois te contamos tudo.

“Anne – Vou para o Show do The Fhezys!!! diz:”
Peraí... eu não vou a canto nenhum, nem tenho idéia de quem seja você!!!!

De repente, Anne é sugada para dentro de sua web cam, começa a se sentir meia zonza, tudo ao seu redor girando, como se tivesse sido teletransportada ela sai ao lado de Gihad, que não é um ser humano comum, ele é um pouco maior do que o normal, e tem três olhos, o terceiro fica na testa, mas não é um olho comum, é um olho todo branco.

- O que eu estou fazendo aqui? - diz Anne um pouco atordoada com a “viagem” que teve – Eu estou dentro do meu computador?
- Você é Filha da Rainha Neghas, e não, você não está dentro daquela máquina. - disse Gihad decidido.
- Não estou entendendo nada, minha mãe não é rainha coisíssima nenhuma, e onde eu estou afinal? - olhando ao redor e se sentindo confusa.
- Vou explicar para você tudo o que aconteceu no caminho para o Retiro.
Retiro? - em tom de dúvida.
- Sim, onde estão todos aqueles que desistiram da coisa mais preciosa que já se ouviu falar.
- E o queria seria isso? - em tom de dúvida.
- A Vida!

Gihad, com a sabedoria em seu ser, começou a explicar desde o começo para a Anne, que 15 anos atrás, a Rainha Neghas deu a luz a uma bela menina, mas devido a inveja da irmã da Rainha, decidiram dar como morta a pequena Anne, para que futuramente não viesse a sofrer nas mãos da tia, e assim sendo para cumprir a Profecia de qual os Bysaos (uma éspecie de vidente, só que não humanos, e com caracteristicas próprias) reveleram, de que uma menina membro da família real iria nascer, e que iria despertar a ira e a inveja em muitas pessoas que desejavam o trono da Rainha, e dominar os Universos, mas que só a pequena menina poderia deter, a escolhida dos Deuses iria renascer nela, e que só uma das duas iria sobreviver.
13 anos depois, finalmente a Hirma, irmã da Rainha e tia da Anne, consegue destrona-la, e assim tomar o poder debilitando quase por completo sua irmã, e então começou a tentar conquistar os universos que nos rodeava, mas ela teve muitas dificuldades pois muitos dos portais foram escondidos por pessoas de confiança da ex-Rainha, eles não podem ser destruídos, e também ela não contava com uma coisa, o Retiro, muitos dos Habitantes de Vyllah abriram mão de seu bem mais precioso, suas vidas, para manter a Rainha Neghas viva, entregando-lhe suas almas, e assim tornando os habitantes apenas vivos fisicamente, espiritualmente falando, eles não existem mais, e assim, fazendo parte do Exército, que ainda é pequeno comparado com o Exército Real, para enfrentar a atual Rainha, Hirma.
Em uma tentativa desesperada para conseguir retomar o poder, a ex-Rainha Neghas, manda localizar sua filha, e traze-la de volta, mesmo não sabendo de nada e nem estando pronta para seu destino, Gihad consegue a localização de uma menina chamada Anne Travis no Universo Mahnnus, onde vivem todos os seres mortais, os próprios Humanos.
A Pequena menina foi enviada anos atrás por um dos fiéis Bysaos da Rainha Neghas, mas ele está morto atualmente, e a pequena passa a viver com seus pais do coração, ela foi parar em um orfanato, e assim meses mais tarde, adotada e amada por sua nova família, que não sabia de onde realmente ela tinha vindo.

- Eu acho que entendi toda essa história que você explicou, menos uma coisa, por que ela quer dominar todos os universos? Não faz o menor sentido.
- Quanto mais uma pessoa tem poder, mais ela quer ter, fica insaciável em busca sempre de um Universo novo.
- E onde está a Rainha antiga?
- No último quarto no fim do corredor, pode ir até lá, ela está esperando por você.

Anne, foi até lá, pensativa com tudo que descobriu, todas estas novidades e desgraças, coisas inimagináveis, quem diria que ela era uma princesa de um Universo paralelo inteirinho, mas, mal sabe a pequena Anne, que a vida está apenas começando, e que para muitos, vai acabar ali, e para poucos, terão uma jornada inteirinha pela frente, finalmente Anne chega a última porta, e decide entrar, e vê uma bela dama deitada em uma grande cama com belos detalhes em ouro e com um mosquiteiro cobrindo a ex-Rainha, ela decide se aproximar e olhar mais de perto.

- Estava esperando por você querida. - disse Neghas com uma voz fraca, mas doce.
- É Verdade que você é.... minha Mãe? - dizendo sem acreditar muito.
- Sim querida... se aproxime.
- Por que a senhora me abandonou? Por que simplesmente não me deixou aqui e tomou conta de mim! - triste e indignada com que aconteceu no passado.
- Por muitas razões, a principal é que eu não queria que você se machucasse, minha linda bonequinha de porcelana.
- É muito fácil pra você, não é? Me trazem do nada para cá, e dizem que eu moro aqui, que minha mãe é uma Rainha, e que tudo o que eu vivi antes de chegar aqui era uma mentira.
- Não é bem assim querida, você é uma peça muito importante para o Universo.
- Sei... “uma peça”...
- Não seja má com as pessoas que te querem o bem, meu amor.
- E por que precisam tanto de mim?
- A profecia diz...
- Isso é tão clichê, todas as histórias que eu li nos livros tinha que ter uma profecia.
- Mas é a verdade, nós estamos a três anos tentando destronar a atual Rainha, mas ela fica mais forte a cada dia, e ganha muitos aliados a cada segundo que se passa, e não conseguiremos fazer isso sozinhos.
- E como vocês acham que uma simples criança pode derrotar uma Rainha tão poderosa?
- Existe duas maneiras possíveis.
- Quais são elas?
- A Primeira, seria você me entregar a sua alma de bom grado, já que você é a escolhida dos Deuses que renasceu em você.
- Claro que não vou dar nada, nem te conheço direito, nem cuidou de mim quando eu mais precisei.
- A Segunda possibilidade é você ir em busca de um abridor...
- Você não pode estar falando sério!
- Não se engane, este não é um abridor comum.
- Então... o que ele faz?
- Ele literalmente abre a porta para outros mundos.
- E como você espera que com apenas isso eu vença a Rainha?
- Além do abridor existe também, o Garfo e a Colher, que já estão em nosso poder.
- Não tem a faca também? Para completar o conjunto de talheres. - debochando da situação
- Não seja tola, você não está no universo onde cresceu, se ainda não percebeu, você está no Universo Sahtreon. - ela estava começando a ficar sem paciência.
- Tá, o que a Colher e o Garfo faz?
- A Colher invoca espíritos, e pode guiar você para qualquer caminho que desejar, o caminho que ele apontar é o certo, agora, o Garfo, pára o tempo.
- Entendi. E onde está o Abridor agora?
- Está nas mãos da Rainha.
- E como ela não conquistou todos os universos ainda se o abridor está em posse dela? - Anne estava intrigada com tudo, ainda não acreditando em tais fatos.
- Por que só a pessoa certa poderá usa-lo, por ser o objeto-mestre, ou com a união de todo o conjunto.
- Todo o conjunto? - Em tom de dúvida.
- Sim, a Faca, como você mencionou, ela existe, ninguém sabe ao certo o que ela faz, mas ela está sumida agora, uns dizem que foi destruída, outros não acreditam nessa teoria.
- E como se destrói algo que é tão poderoso?
- Exatamente por isso que os outros não acreditam nessa teoria, pois estes objetos são indestrutiveis, dizem que só podem ser destruidos por aqueles que vieram do mesmo universo.
- E Quais são os outros objetos?
- Além do Abridor, Faca, Colher e Garfo, existe a Colher de sobremesa, o Garfo de três dentes, o saca-rolhas, a Concha, a Espumadeira, uma Panela e uma Frigideira.
- Nossa, uma cozinha inteira. E o que eles fazem? - rindo.
- A Colher de sobremesa transforma as coisas em pó, o Garfo de três dentes perfura qualquer coisa, o Saca-rolhas pode multiplicar as pessoas por tempo limitado, a Concha cria um escudo protetor em volta da pessoa que o obtém, assim evitando todo e qualquer tipo de feitiço que possa ferir quem o obtém, já a Espumadeira, ela cura, a Panela comum não precisa de fogo pra cozinhar, e a Frigideira manda recados para o passado.
- Nossa, e onde estão todas essas coisas? - curiosa sobre os artefatos.
- Ninguém sabe, afinal, os Universos são muitos e muito grande, o que dificulta sua localização.
- E qual a origem deles?
- Vou te explicar tudo fazendo um resumo, não temos muito tempo, você precisa seguir viagem o quanto antes.

Neghas começou a explicar como tudo começou para a pequena e curiosa Anne, que mal sabe o que esperar de toda essa jornada que a aguarda.
No começo dos tempos, haviam 11 Mesgeirs, que é uma espécie de Mensageiro dos Deuses, eles informavam tudo o que acontecia nos universos, e por isso alguns sabios acreditam que existem apenas 11 universos paralelos, pois 11 são também a quantidade de objetos, mas não foi nada comprovado, e os Mesgeirs trabalharam durante milhões de anos fielmente, até que um deles traiu seus companheiros e os Deuses, informando o que se passava para terceiros, só que não foi descoberto qual deles foi o responsável por tal ato, então os Deuses decidiram aniquila-los, mas como os Mensageiros não podem ser destruídos tão facilmente, os Deuses tomaram a decisão de aprisiona-los em alguns artefatos, foram então escolhido 11 objetos para cada um, todos objetos de cozinha, por parecer insignificante aos olhos de todos os seres, e então os Deuses decidiram espalha-los entre os universos existentes tornando a tarefa mais difícil para eles não serem encontrados, até que depois de muitos anos, um caçador descobriu um objeto, e a noticia correu entre os reinos e Universos, dando esperança e morte aos povos.

Anne, agora está a caminho do castelo da Rainha Hirma, acompanhada do seu guia Coamac (uma espécie de uma mistura de chipanzé com um menino de 8 anos), eles estão andando pela Floresta da Morte, esta floresta é úmida, escura, e com uma mata densa, e é o único caminho que não está sendo vigiado pelos seguidores da atual Rainha, por acreditar que a floresta se encarregaria de quem quer que passasse por ali.
Depois de uma cansativa viagem, que durou dois dias, Anne e seu guia não tiveram problemas com a floresta, parecia apenas que ela foi abandonada há muito tempo, deixando um ar sinistro com aquela névoa e silêncio completo, mas ambos conversaram bastante, e Anne ficou intrigada com algumas coisas que ele disse mas ficou quieta, e quando chegaram nas bordas da Floresta da Morte, seu guia, se despediu dela, e disse que não pode prosseguir mais, e que o restante é com ela.
Nos arredores do Castelo da Rainha, Anne é presa e levada como prisioneira, e é levada para as celas onde estão os outros prisioneiros, antes de ser jogada em uma cela qualquer, Anne decide usar um dos seus talheres mágicos, o Garfo, mas não sabe como faze-lo funcionar, depois de muitas tentativas sem sucesso, ela consegue, ela pára o tempo e sai correndo dali, e usa o segundo artefato, que é a Colher, ela pede para ser guiada até o Abridor, e assim o faz.
Os guardas notaram que a prisioneira fugiu, e começaram uma caçada atrás dela, a Rainha ficou sabendo de tal feito, e ordenou que quer a fugitiva viva.
Anne descobre que na realidade, o Garfo só pára o tempo durante um determinado período, que é curto, dessa vez ela toma cuidado, e é bem mais ágil da segunda vez, ela chega em frente a uma porta de madeira, ela abre a porta, e entra, é uma imensa sala, com muitos quadros ao redor, é uma mulher segurando um bebê, e no fundo dela, está uma caxa de vidro com algo dentro, se aproximando cada vez mais, percebemos se tratar do Abridor, que ela está procurando, ouvimos passos atrás dela, ela estava tirando o Abridor da caixa de vidro e pára por um instante, pois sentiu outra presença na sala.

- Filha? É você? - disse a Rainha Hirma com uma voz angelical.
- Você não é minha mãe! - decidida, ela retirou o artefato da caixa de vidro.
- Como assim Querida? Você não está me reconhecendo?
- Não, não estou... você destronou minha mãe, debilitando-a, que é a verdadeira Rainha deste lugar, e não você...
- Não acredite nela minha filha...
- Pare de me chamar de filha!
- Tudo bem, você quer uma prova de que você é minha filha? Quem você acha que eu estou segurando nestes retratos desta sala?
- Não faço a mínima idéia.
- É você!

A Ex-Rainha Neghas, que está no Retiro, estava olhando pelo poço das visões perdidas que estava começando a perder terreno e decide fazer algo, um último esforço, ela se materializa na sala, como uma nuvem de fumaça, e pára ao lado da suposta filha, que imediatamente se afasta dela também, e fica entre as duas, sem saber em quem acreditar.

- Não dê ouvidos a ela meu anjo. - dizendo com a mesma voz fraca e doce de antes.
- Vocês acham que eu sou boba, não é? - ela estava revoltada com tudo o que estava acontecendo.
- Não querida, só quero que você saiba a verdade, e não escute o que ela diz – olhando fixamente para a Neghas.
- Eu não quero saber! Vocês são duas loucas...
- Não fale assim meu amor. - Neghas estava tentando acalma-la.
- Quer saber? Eu vou embora daqui...
- Não vá pequena, se for, antes devolva os artefatos para a mamãe, para que eu possa protege-los do mal que nos cerca. -disse Neghas, preocupada.
- Não sou sua filha, e nem de ninguém!
- Ela está certa, não é minha filha. - Hirma estava triste.
- Mas do que é você está falando? - A ex-rainha estava confusa.
- Ela não tem a marca de nascença... - anda rapidamente até a garota, levanta um pouco sua blusa. - a mesma que a minha. - e mostrou a própria barriga, onde tinha uma manchinha marrom.
- Agora que você descobriu isso? Coamac tinha me contado tudo sobre minha tal mãe, até a respeito dessa mancha. - Anne estava satisfeita com a verdade esclarecida.
- Então, me devolva meus artefatos, sua menina insolente. - com uma voz brava, a ex-rainha não estava contente com o que estava acontecendo.
- Você! - apontou para Neghas – Fique onde está, não dê nenhum passo a mais, ou eu fujo daqui com eles.

As rainhas ficaram imóveis diante da Anne, afinal, elas pensavam que Anne era filha de uma delas, mas agora sabiam que estavam completamente enganadas.

- Sabe... eu tenho uma teoria, Coamac me disse que vocês tiveram que matar todas as crianças envolvidas de certa forma com a familia real, para que não viessa a sofrer mais tarde, mas...
- O que você quer dizer? - Hirma estava aos prantos, pois sua suposta filha estava sumida.
- Eu quero dizer que, realmente a sua filha existiu, mas ela morreu, meus pais me disseram que adotaram uma menina antes de mim, mas ela morreu pouco tempo depois, de uma causa até então desconhecida na época pelos médicos, e colocaram o mesmo nome em mim, para homenagea-la.

Hirma, não acreditando muito, mas no fundo sabia que era verdade sobre o que ocorreu, pois quando sua filha saiu para viver em outro universo, era só um bebê, e ela sabia o quão arriscado era isso, pois estas viagens entre universos deixam as pessoas abaladas, se é assim para um adulto, imagine para um bebê.

- Então, agora que está tudo esclarecido, eu vou embora...
- Não sem antes me devolver meus artefatos.
- Não senhora, isso vai ficar comigo, você é deve ser a má da história, não vou devolver nada.
- Tchau Hirma! Meus pêsames sobre sua filha...

Anne, com o Abridor em mãos, ela abriu uma passagem deste Universo para o seu quarto, e se jogou lá dentro, que se fechou em seguida, e deixou a Neghas com muita raiva.

- Eu vou voltar... - Neghas gritou para a Hirma.
- Perái... você não vai fugir assim não.

Ela tirou um pequeno frasco do bolso e jogou algumas gotas na Neghas, que não pode se transformar em uma nuvem para sair dali.

- GUARDAS! - apareceram vários guardas – Prendam ela!
- Antes de me levarem, me responda uma coisa...
- O que?
- Se ela não é sua filha, e sua filha está morta, então, não há profecia, então, como ela conseguiu usar o Abridor?
- Talvez por que o Abridor tenha vindo do Universo dela.

Ela foi levada para o calabouço, onde nunca mais iria atormentar sua irmã. Por outro lado, Anne, que tinha acabado de chegar do outro universo com os artefatos, alguém de repente entra no quarto dela.

- Vamos filha, temos que arrumar algums dos preparativos para seu aniversário!
- Que horas são mãe?
- Como assim querida? Faz apenas alguns minutos que você subiu para o seu quarto.
- Ah ta... já vou descendo então.

Sua mãe fechou a porta do quarto, e ela olhou para o computador que estava ligado ainda, e o Gihad estava off line.

- Esse vai ser o melhor aniversário da minha vida! - olhando para os artefatos, e abrindo um sorriso de quem vai aprontar muito.

FIM.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Apresentação

Olá, caros leitores, muito em breve postarei aqui os meus contos, a maioria de Fantasia, outros nem tanto, mas todos são Contos, espero que todos gostem, para os que não me conhecem eu me chamo "Raphael Swan" sou um aprendiz de escritor, e quero compartilhar com vocês meus trabalhos mais recentes, e se quiserem participar da comunidade no orkut da "Toca Sombria", lá vocês terão acesso mais rápido aos meus trabalhos e ficar por dentro das novidades deles, e também eu tenho um site que se chama "Web Séries by RS", onde eu posto as minhas Séries.

Bom, até a próxima, que será meu primeiro conto postado neste Blog.

Abraços,
Raphael Swan
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