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domingo, junho 27, 2010

Dica: Como escrever um bom livro

 Algum tempo atrás encontrei um site onde nos ensina como escrever um bom livro, as dicas foram escritas pelo Julio Rocha que é o autor do livro Teia Negra e também do Técnicas para Escrever Ficção. E agora que redescobri este site, compartilho estas dicas valiosas que ele deu e que muitas vezes já sabemos, porém, não sabemos como colocar em prática, elas servem tanto para quem não entende muito de escrita como para aqueles que já entendem e possuí certo dominio mas que está sempre em busca de conhecimento para se aprimorar.

 Ao todo, são 27 dicas que abordam os mais diversos assuntos, então, para ler, só escolher abaixo o tema que lhe interessar e clique, se preferir, você pode entrar no próprio site, acessando aqui. Veja a lista e escolha:


Como Escrever um Bom Início

Como Descrever Personagens, Locais e Objetos

Como Estabelecer o Ponto de Vista - Parte I




terça-feira, junho 15, 2010

Dica: Download de Livros

 Você não leu errado, a dica para essa semana é "Download de Livros", mas claro, não com o propósito de que você (talvez) pensou, ou seja, baixar ebooks de livros por aí, não, não é essa minha intenção, e sim, compartilhar com vocês alguns sites que eu conheço com vocês, para ler, pesquisar, estudar, enfim, para o uso geral da massa, tudo dentro da legalidade. Bom, vamos ao que interessa.


>> Google Livros
 Para quem não conhece, o Google Livros oferece uma grande variedade de livros, revistas, coleções literárias para seus usuários usufruir gratuitamente sem peso na consciência.

>> Projeto Gutemberg
 Site ora em inglês ora em português, mas que oferece também uma boa quantidade de livros para seus usuários.

>> Fundação Biblioteca Nacional
Com um bom acervo a disposição paa aqueles que se interessarem.

>> Ebook Cult
Ebooks gratis dos mais variados tipos para downloads.

>> Dominio público
Projeto do governo federal onde vocês encontram diversas obras em vários idiomas diferentes.

>> Biblio
Biblioteca digital com diversos escritores brasileiros que caíram em dominio público para você baixar e ler.


 Obs.: Para acessar o site, clique sobre o nome dele.

 Bom, em breve posto aqui os arquivos mais interessantes que podemos encontrar nestes sites, então fiquem de olho, pois a qualquer momento eu posto por aqui novamente.

domingo, junho 06, 2010

Dica da Semana: Séries de TV

 Ao longo dos anos, as Séries de TV vem ganhando um espaço cada vez maior em nossas vidas, e a partir de agora, estou concedendo um pequeno espaço para elas aqui no blog, inclusive, certas séries podem nos inspirar a escrever nossos contos e livros, pois nos fornece uma grande quantidade de informações sobre determinados assuntos e o que podemos ou não fazer com uma história (em qualquer livro), já para os amantes de televisão elas podem nos entreter a tal ponto que deixamos de fazer alguma coisa só para assisti-la e se emocionar com ela, e para abrir com chave de ouro o post sobre séries, eu escolhi como tema os "Vampiros", vocês podem me perguntar, por que? , bom, atualmente é um tema bem discutido nas redes sociais, entretanto, indicarei apenas as que eu assisti ou ainda assisto, e por isso resolvi dividir por temas, assim não acabo com o meu estoque de séries e posso falar bastante sobre elas, hoje, indicarei três, são elas:

True Blood:



 Para quem não conhece, a série True Blood, é baseada na série de livros Southern Vampires da americana Charlaine Harris. No Brasil, essa série de livros não é muito conhecida, entretanto, não desanime, pois os dois primeiros livros da série já estão traduzidos e estão á venda nas melhores livrarias, o primeiro se chama: Morto Até o Anoitecer e o segundo: Vampiros em Dallas, no total, a série é composta por 10 livros.

Sangue sintético da série

 True Blood fala sobre a co-existência de vampiros e humanos em "Bon Temps", uma pequena cidade fictícia localizada no Louisiana. A série é focada em Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete telepata que se apaixona pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer). Além disso, os japoneses inventaram "sangue sintético" pois existem vampiros que não querem se alimentar de humanos, fora que alguns deles lutam no congresso para ter seus direitos como cidadão reconhecidos, ás vezes eu me pergunto se "seria isso uma paródia da vida real?" Enfim...

 Diferentemente de Crepúsculo e Diários de Vampiros, a série True Blood, não fala sobre uma adolescente virgem que namora um vampiro, ela vai muito além disso, vale destacar que, até o momento, a série mostra TUDO que tem nos livros (cada temporada é um livro) e acrescenta outros personagens também para dar "liga", pois na série de livros é focada apenas na Sookie Stackhouse, ou seja, em primeira pessoa (sim, eu já li o primeiro volume da saga, em breve faço uma resenha).

 Essa série tem uma abertura bem interessante, composta por cenas fortes e uma música sinistra, Bad Things, mostra bem como é o clima da série e o que se pode esperar dela.

Pontos Fortes:
  • Personagens muito bem escritos
  • Tramas bem amarradas
  • Série Dramatica, porém, na medida certa.

Pontos Fracos:
  • Cenas de Sexo e Nudez em excesso
  • Há um persongaem especifico que não foi muito bem explorado.
  • O clichê de sempre, além do mocinho apaixonado pela personagem principal, temos um aprendiz de vilão e um coadjuvante apaixonados pela linda mocinha.

 Claro, que estes Pontos anteriores que citei, são apenas meus pontos de vista, você pode achar diferente, entretanto, é uma boa pedida para quem gosta de vampiros, mas, para os amantes de vampiros que andam de dia, sinto muito, aqui eles não caminham de dia, apenas no período da noite.


The Vampire Diaries



 The Vampire Diaries é uma série de livros da autora Lisa Jane Smith sobre a vida de uma garota chamada Elena Gilbert que se vê no meio de dois irmãos vampiros.

 A trilogia original foi inicialmente publicada em 1991. Com a pressão dos leitores, Lisa Jane Smith lançou em 1992 mais um volume, Dark Reunion. Depois de um hiato de quase 16 anos de escrita, Lisa anunciou que novos livros de The Vampire Diaries estavam em obras. A primeira parte dos novos livros de The Vampire Diaries, intitulado The Vampire Diaries - The Return: Nightfall, foi publicada em 10 de fevereiro de 2009.

No Brasil o primeiro volume da série foi publicado em agosto de 2009, em novembro foi lançado o segundo volume, sob o nome de O Confronto.E por fim em março de 2010 foi lançado o terceiro volume intitulado "A Fúria".


 A Série de TV atualmente está com sua primeira temporada concluída. O Diferença entre essa série de TV e a série True Blood, é que aqui, os vampiros caminham de dia tranquilamente, eu só não entendi ainda o motivo de todo mundo falar mal de crepúsculo e não falarem mal dessa série, enfim, aqui eles caminham por que tem um artefato que os permite fazerem isso, e outros artefatos para os humanos mortais usarem para não serem mortos.

 Para quem gosta de uma série melodramática, esta série é sua cara, ao meu ver, não há tanto terror e sim mais romance e uma trama bem fraca mas que mostra suas garras depois de uns 7/8 episódios assistidos.

Pontos Fortes:
  • Personagens carismáticos e belos
  • Boa dose de suspense
  • Apesar de caminharem de dia, certos detalhes sobre o mundo vampiresco são mantidos, como por exemplo, eles só podem entrar em determinados locais se forem convidados pelo morador.
Pontos Fracos:
  • História bem confusa e fraca no começo
  • O Romance vem em primeiro plano, algumas vezes chega a dar sono
  • E o clichê de vários personagens amar a mocinha, entre outros.
 Bom, acho que estes pontos, dá para ter uma idéia de como a série é e funciona, vale destacar que apesar de seu começo confuso, a série começa a engrenar depois da metade dos episódios (22 no total) e começamos a entender melhor o que se passa na série, pois parecia que todo mundo (ou quase) sabia o que se passava menos nós, humildes telespectadores, sobre a resenha dos livros, vou ficar devendo mas prometo que correrei atrás dos livros e vamos ver o que nos aguarda.


Sanctuary


 Só para esclarecer uma coisa, essa série não é sobre vampiros, é uma série de Ficção Cientifica, porém, um dos personagens é vampiro, o último de sua espécie, entretando a personagem principal é a Dra. Helen Magnus, que é dona do santuário, onde se encontram diversos "anormais" que não podem viver em sociedade.

 Diferentemente das séries mencionadas neste post, Sanctuary é uma série Canadense e por isso carece de algumas coisa como por exemplo, bons efeitos, já que trata de "anormais", logo terá muitas modificações nas feições deles e o uso de tecnolgia para fazer isso é constante.

 Uma das coisas que me chamou a atenção nessa série, além da história, foi o fato de apresentar "anormais" dos mais variados tipos e que faz nossa imaginação voar longe e criarmos nossos próprios bichinhos.


 A Série não tem um alto grau de drama, são poucos os episódios, e são aqueles que envolvem diretamente a filha da Dra. Helen Magnus. A maioria dos episódios são soltos, porém, se formos pensar, alguns deles não são tons soltos assim, tem algum tipo de ligação com o futuro da série, mas que fazem alguns telespectadores mais impacientes achar que a série está só enchendo linguiça.

 A Abertura dessa série, é bem interessante, para os mais atentos, pois vemos a Dra. Helen Magnus com o Einsten e fotos de criaturas misticas, e no decorrer dos episódios sabemos "quem" é o verdadeiro Jack Estripador.

Pontos Fortes:
  • Imaginação fértil dos criadores.
  • Boa dose de ação.
  • Boa atuação dos atores junto com cenas bem escritas e a irônia aparecer nos momentos oportunos.
Pontos Fracos:
  • Efeitos especiais são fracos, tendo em vista que a maior parte do cenário e dos "anormais" são feitos por computação gráfica.
  • O Lado pessoal dos personagens é pouco explorado.
  • Alguns episódios que comentei, são soltos, e a minoria poderia estar ligado com a série, mas não estão.
 Só para não passar batido, o vampiro dessa série, ele não é o personagem principal, mas quando aparece, sempre nos da um show de interpretação, fora que esse vampiro tem uma maneira peculiar de ser, e em dois momentos, na primeira e segunda temporada ele é o foco das atenções, inclusive em alguns desses momentos o vampirismo dele é completamente curado (não que ele realmente quisesse isso).

Enfim, estas são as três séries que lhes indico, em breve posto mais indicações de outras, aguardem!

segunda-feira, maio 17, 2010

Dica da Semana: Ilusões de Ótica - Pt. 3 (Final)

Boa Tarde! Volto a postar aqui com a ultima parte sobre "Ilusões de Ótica" que fiquei de postar mas acabava adiando, por tanto, vejam e revejam e se inspirem (quem sabe?) a escrever seu conto/livro.






Bom, é isso! O Que acharam? Agora, vou ficando por aqui, mais tarde (se eu conseguir tempo e um pc disponível) eu posto outras coisas e/ou uma nova resenha. Até Breve!

quarta-feira, março 03, 2010

Dica: Como Aprender Inglês Sozinho

 

 Bom, o titulo já diz tudo "Como Aprender Inglês Sozinho" ou mesmo para aqueles que querem dar continuidade no estudo do idioma, porém, a grana ta curta, ou também, para aqueles que tão começando ou já fazem um curso de inglês há algum tempo mas querem dar uma incrementada no vocabulário, aqui vou postar os sites que costumo frequentar para ficar com o idioma afiado.

  Estes primeiros sites, são para usuários de nivel básico ou superior (mas que estejam ainda com muitas dúvidas). O Primeiro site é o do Denilso, ele é professor de inglês e um estudioso do idioma e tem um blog em que da várias dicas e onde faz sorteios e promoções de seus livros e e-books, vale a pena dar uma conferida. O Segundo site é bem "didádico", é o Livemocha, uma rede de ensimo pela internet de graça, até um certo ponto (ao menos com inglês e espanhol) mas da pra aprender alguma coisa com ele, e além de inglês e espanhol é possivel aprender por exemplo: Mandarin, Coreano, Japones, Alemão, entre muitos outros idiomas diferentes, fica a dica.  Já o Terceiro é o Tecla SAP, outro blog famoso do meio, com diversas dicas e dúvidas e outras dezenas de coisas. Quarto, outro bom concorrente dos dois primeiros blogs. O Quinto site abaixo, é um outro blog meu, onde posto dicas de inglês e pretendo dar aulas pela internet.

Inglês na Ponta da Lingua:
http://denilsodelima.blogspot.com/

Livemocha: 
http://www.livemocha.com%20/

Tecla SAP:
http://www.teclasap.com.br/blog/

English Experts:
http://www.englishexperts.com.br/

Dicas Fast 'n' Fun:
http://dicasfastnfun.blogspot.com/


 Agora, para aqueles que sabem inglês, vou passar alguns sites onde podemos praticar o listening com entrevistas ou cenas do dia a dia, apenas com audio, ou a gramatica através de jogos, entre outros, todos os sites abaixo estão em inglês.


English as Second Language Podcast:
http://www.eslpod.com/website/

ESL Links - Learning English: 
 http://www.esldesk.com/esl-links/

Activities for ESL Students: 
 http://a4esl.org/

Randall's ESL Vocabulary Quizzes for Listening Activities:
http://www.esl-lab.com/

Elllo: (um dos meus favoritos)
http://www.elllo.org/


Gostou? =]
Mas não acabou tem mais... rs


 Estes sites que vou passar não são para aprender, mas sim, práticar a leitura, o primeiro é um dicionário diferente, é através de figuras, mas em inglês, e tem audio também, então várias pessoas pode dar uma olhada sem problema. O Segundo é "Como as coisas funcionam" mas em inglês. O Terceiro é a Rádio CBC do Canáda. O Quarto site é um site onde você se subscreve para receber uma palavra de inglês por dia, no e-mail contém: significado; uso; etimologia e também um pensanmento do dia, tudo em inglês e as palavras não são tão conhecidas assim, por isso, os e-mails são para usuarios de nivel médio.

Visual Dictionary: http://visual.merriam-webster.com/index.php
How Stuff Works: http://www.howstuffworks.com/
CBC: http://www.cbc.ca/
Word.a.Day: http://wordsmith.org/awad/index.html


Legal não é? =]
Não acabou ainda, tenho mais três sites aqui... rs


Fonéticas: como prununciar corretamente as palavras em inglês
http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/#

Alfabeto em inglês: Para quem não sabe, é obrigatório aprender.
http://www.ngfl-cymru.org.uk/vtc/ngfl/ngfl-flash/alphabet-eng/alphabet.htm

SharedTalk: uma espécie de SKIP/MSN só que com outros paises, tipo EUA, só da pra conversar em Inglês, ou Russia, só em russo, e coisas do tipo, o site está em português.
http://www.sharedtalk.com/


Gostou? =]
Calma, agora acabou os meus sites... vocês já poderão ficar craques neste idioma.



Espero que tenham gostado.


P.S.: Talvez venham me perguntar o por que de eu postar estes links aqui, bom além de ajudar pessoas que gostariam de aprender o idioma porém não tem recursos suficientes, eu quero que as pessoas tomem ciência pois (quase) todo bom conteúdo você só vai encontrar neste idioma, assim como livros que são lançados no Brasil e não tem sequência, mas lá fora tem, enfim, é isso, espero ter ajudado. Fora que também, vou postar aqui pra download um livro, em dominio público, do autor H. P. Lovercraft, assim, antes vocês podem dar uma treinada no idioma.


P.S. 2: Em breve vou postar aqui também um download de um dicionário da Longman, onde contém conteúdo britânico e americano, com lições, audio e tudo o mais, para ajudar um pouco mais vocês.

Abraços,
Raphael

domingo, janeiro 17, 2010

Dica da Semana: "Ponte para Terabítia"


 O Filme foi lançado aqui no Brasil dia 16 de março de 2007. Ponte para Terabítia é um livro infantil escrito por Katherine Paterson, publicado em 1977, e vencedor do Newbery Medal em  1978.


A partir daqui tem Spoilers!!!! Se não gosta, não leia!



 Ponte para Terabítia conta a história de Jesse Aarons, um garoto do interior dos Estados Unidos muito tímido e solitário, rejeitado pelo pai e o único garoto de uma família pobre de cinco filhos. May Belle, sua segunda irmã mais nova, parece ser a única pessoa que gosta dele.
 Leslie Burke era uma garota bem moderna e filha única de escritores, aos quais era muito ligada. Ela antes morava na cidade grande, mas mudou-se para o campo e acabou vizinha de Jess. Leslie nunca assistira televisão na vida, pois seus pais achavam que fazia mal para o cérebro.
 Jess e Leslie se tornam amigos muito próximos, embora Jess não tenha gostado muito dela no começo (principalmente porque ela o vencera numa corrida). Essa amizade se formou devido do fato de viverem bem próximos, e também por eles serem perseguidos pelos valentões da escola, Janice Avery e Gary Fulcher, por serem considerados 'esquisitos'.
 Leslie tinha uma imaginação muito fértil, e Jess uma grande paixão secreta por desenho. Com essa duas coisas, acabam criando Terabítia, uma terra num bosque próximo da casa deles apenas para eles dois, em que se nomearam rei e rainha. Para chegar lá, eles atravessam um pequeno riacho numa corda bem grossa, pendurada numa árvore às margens do riacho. No Natal, Jess dá para Leslie um cãozinho, a que ela dá o nome de Príncipe Terrian (ou P.T.), para ajudá-los a lutar contra os "monstros" que querem roubar Terabítia deles.
 Jess tem uma paixão platônica por sua professora de música, Miss Edmunds, que adora os desenhos que o garoto faz. Um dia ela o leva para um museu museu (ele nunca tinha estado em um antes), mas o desenhista não quis convidar Leslie, que resolve ir a Terabítia sozinha. Quando chega em casa, Jess descobre que sua única e melhor amiga morreu afogada ao atravessar o riacho, pois a corda arrebentou e ela caiu nele - naquela época o riacho estava com as águas muito altas - desmaiando e se afogando ao bater com a cabeça em uma das pedras.
 Jess decide ir a Terabítia sozinho com P.T. para fazer uma cerimônia em memória da garota. Mas o garoto ouve um barulho e descobre que foi seguido por May Belle. A garotinha queria apenas ajudar o irmão, mas ele, ainda extremamente abalado com a morte da amiga, fica irritado e grita muito grosseiramente com ela, que fica muito triste.
 Os pais de Leslie resolvem se mudar, levando P.T., mas deixando os livros de Leslie e um pouco de madeira para Jess. Ele, então, com a madeira constrói uma ponte sobre o riacho, para que ninguém mais se acidente, e tenta se reconciliar com May Belle, coroando-a princesa de Terabítia.


Acabaram-se os Spoilers!!! Pode ler a partir daqui...


 Esse livro tenta passar ao adulto a sensação de imaginar algo totalmente diferente do que vivemos sem esquecer o mundo real. A morte da garota foi o grande motivo para fazer o garoto crescer na vida real, fez com que se aproximasse do pai, e amar a sua irmã mais nova, a ponto de lhe ensinar tudo o que a garota que ele gostava ensinou com a sua mente aberta.
 Então, nem preciso dizer que o livro e o filme são super recomendados, não é mesmo? Leia e veja o filme, você vai se emocionar tanto quanto eu, história fantasiosa mas super real e que é MUITO diferente do que tem no mercado, é algo que tem que ver para crer! Eu recomendo.



Abraços,
Raphael Gama

domingo, janeiro 10, 2010

Dica da Semana: "A Pata do Macaco"

Conto escrito no ano de 1902 (por W.W. Jacobs) e que inspirou a escritora Lauren Myracle a escrever seu próprio conto intitulado "O Buquê" para o livro "Formaturas Infernais" (Escritoras Diversas) e que logo postarei a minha resenha por aqui dizendo o que achei do livro, para quem se interessar em ler o conto "A Pata do Macaco" o conto está abaixo.




A Pata do Macaco (por W.W. Jacobs):

  Lá fora, a noite estava fria e úmida, mas na pequena sala de visitas de Labumum Villa os postigos estavam abaixados e o fogo queimava na lareira. Pai e filho jogavam xadrez: o primeiro tinha idéias sobre o jogo que envolviam mudanças radicais, colocando o rei em perigo tão desnecessário que até provocava comentários da velha senhora de cabelos brancos, que tricotava serenamente perto do fogo.
    - Ouça o vento - disse o Sr. White, que, tendo visto tarde demais um erro fatal, queria evitar que o filho o visse.
    - Estou escutando - disse o último, estudando o tabuleiro ao esticar a mão.
    - Xeque.
    - Eu duvido que ele venha hoje à noite - disse o pai, com a mão parada em cima do tabuleiro.
    - Mate - replicou o filho.
    - Essa é a desvantagem de se viver tão afastado - vociferou o Sr. White, com um a violência súbita e inesperada. - De todos os lugares desertos e lamacentos para se viver, este é o pior. O caminho é um atoleiro, e a estrada uma torrente. Não sei o que as pessoas têm na cabeça. Acho que, como só sobraram duas casas na estrada, elas acham que não faz mal.
    - Não se preocupe, querido - disse a esposa em tom apaziguador. - Talvez você ganhe a próxima partida.
    O Sr. White levantou os olhos bruscamente a tempo de perceber uma troca de olhares entre mãe e filho. As palavras morreram em seus lábios, e ele escondeu um sorriso de culpa atrás da barba fina e grisalha.
    - Aí vem ele - disse Herbert White, quando o portão bateu ruidosamente e passos pesados se aproximaram da porta.
    O velho levantou-se com uma pressa hospitaleira e, ao abrir a porta, foi ouvido cumprimentando o recém chegado. Este também o cumprimentou, e a Sra. White tossiu ligeiramente quando o marido entrou na sala, seguido por um homem alto e corpulento, com olhos pequenos e nariz vermelho.
    - Sargento Morris - disse ele, apresentando-o.
    O sargento apertou as mãos e, sentando-se no lugar que lhe ofereceram perto do fogo, observou satisfeito o anfitrião pegar uísque e copos, e colocar uma pequena chaleira de cobre no fogo.
    Depois do terceiro copo, seus olhos ficaram mais brilhantes, e ele começou a falar, o pequeno círculo familiar olhando com interessante este visitante de lugares distantes, quando ele empertigou os ombros largos na cadeira e falou de cenários selvagens e feitos intrépidos: de guerras, pragas e povos estranhos.
    - Vinte e um anos nessa vida - disse o Sr. White, olhando para a esposa e o filho. - Quando ele foi embora era um rapazinho no armazém. Agora olhem só para ele.
    - Ele não parece ter sofrido muitos reveses - disse a Sra. White amavelmente.
    - Eu gostaria de ir à Índia - disse o velho - só para conhecer, compreende?
    - Você está bem melhor aqui - disse o sargento, sacudindo a cabeça. Pôs o copo vazio na mesa e, suspirando baixinho, sacudiu a cabeça novamente.
    - Eu gostaria de ver aqueles velhos templos, os faquires e os nativos - disse o velho. - O que foi que você começou a me contar outro dia sobre uma pata de macaco ou algo assim Morris?
    - Nada - disse o soldado rapidamente. - Não é nada de importante.
    - Pata de macaco? - perguntou a Sra. White, curiosa.
    - Bem, é só um pouco do que se poderia chamar de magia, talvez - disse o sargento com falso ar distraído.
    Os três ouvintes debruçaram-se nas cadeiras interessados. O visitante levou o copo vazio à boca distraidamente e depois recolocou-o onde estava. O dono da casa tornou a enchê-lo.
    - Aparentemente - disse o sargento, mexendo no bolso - é só uma patinha comum dissecada.
    Tirou uma coisa do bolso e mostrou-a. A Sra. White recuou com uma careta, mas o filho , pegando-a, examinou-a com curiosidade.
    - E o que há de especial nela? - perguntou o Sr. White ao pegá-la da mão do filho e, depois de examiná-la, colocá-la sobre a mesa.
    - Foi encantada por um velho faquir - disse o sargento -, um homem muito santo. Ele queria provar que o destino regia a vida das pessoas, e que aqueles que interferissem nele seriam castigados. Fez um encantamento pelo qual três homens distintos poderiam fazer, cada um, três pedidos a ela.
    A maneira dele ao dizer isso foi tão solene que os ouvintes perceberam que suas risadas estavam um pouco fora e propósito.
    - Bem, por que não faz os seus três pedidos, senhor? - disse Herbert White astutamente.
    O soldado olhou para ele como olham as pessoas de meia-idade para um jovem presunçoso.
    - Eu fiz - disse ele calmamente, e seu rosto marcado empalideceu.
    - E teve mesmo os três desejos satisfeitos? - perguntou a Sra. White.
    - Tive - disse o sargento, e o copo bateu nos dentes fortes.
    - E alguém mais fez os pedidos? - insistiu a senhora.
    - O primeiro homem realizou os três desejos - foi a resposta. - Eu não sei quais foram os dois primeiros, mas o terceiro foi para morrer. Por isso é que consegui a pata.
    Seu tom de voz era tão grave que o grupo ficou em silêncio.
    - Se você conseguiu realizar os três desejos, ela não serve mais para você Morris - disse o velho finalmente. - Para que você guarda essa pata?
    O soldado meneou a cabeça.
    - Por capricho, suponho - disse lentamente. - Cheguei a pensar em vendê-la, mas acho que não o farei. Ela já causou muitas desgraças. Além disso, as pessoas não vão comprar. acham que é um conto de fadas, algumas delas; e as que acreditam querem tentar primeiro para pagar depois.
    - Se você pudesse fazer mais três pedidos - disse o velho, olhando para ele atentamente -, você os faria?
    - Eu não sei - disse o outro. - Eu não sei.
    Pegou a pata e, balançando-a entre os dedos, de repente jogou-a no fogo.
    White, com um ligeiro grito, abaixou-se e tirou-a de lá.
    - É melhor deixar que ela se queime - disse o soldado solenemente.
    - Se você não quer mais, Morris - disse o outro -, me dá.
    - Não - disse o amigo obstinadamente. - Eu a joguei no fogo. Se você ficar com ela, não me culpe pelo que acontecer. Jogue isso no fogo outra vez, como um homem sensato.
    O outro sacudiu a cabeça e examinou sua nova aquisição atentamente.
    - Como você faz para pedir? - perguntou.
    - Segure a pata na mão direita e faça o pedido em voz alta - disse o sargento -, mas eu o advirto sobre as conseqüências.
    - Parece um conto das Mil e uma noites - disse a Sra. White, ao se levantar e começar a pôr o jantar na mesa. - Você não acha que deveria pedir quatro pares de mão para mim?
    - Se quer fazer um pedido - disse ele asperamente -, peça algo sensato. O Sr. White colocou a pata no bolso novamente e, arrumando as cadeiras acenou para que o amigo fosse para a mesa. Durante o jantar o talismã foi parcialmente esquecido, e depois os três ficaram escutando, fascinados, um segundo capítulo das aventuras do soldado na Índia.
    - Se a história sobre a pata de macaco não for mais verdadeira do que as que nos contou - disse Herbert, quando a porta se fechou atrás do convidado, que partiu a tempo de pegar o último trem-, nós não devemos dar muito crédito a ela.
    - Você deu alguma coisa a ele por ela, papai? - perguntou a Sra. White, olhando para o marido atentamente.
    - Pouca coisa - disse ele, corando ligeiramente. - Ele não queria aceitar, mas eu o fiz aceitar. E ele tornou a insistir que eu jogasse fora.
    - É claro - disse Herbert, fingindo estar horrorizado. - Ora, nós vamos ser ricos, famosos e felizes. Peça para ser um imperador, papai, para começar, então você não vai ser mais dominado pela mulher.
    Ele correu em volta da mesa, perseguido pela Sra. White aramada com uma capa de poltrona.
    O Sr. White tirou a pata do bolso e olhou para ela dubiamente.
    - Eu não sei o que pedir, é um fato - disse lentamente. - Eu acho que tenho tudo o que quero.
    - Se você acabasse de pagar a casa ficaria bem feliz, não ficaria? - disse Herbert, com a mão no ombro dele. - Bem, peça 200 libras, então, isso dá.
    O pai, sorrindo envergonhado pela própria ingenuidade, segurou o talismã, quando o filho, com uma cara solene, um tanto franzida por uma piscadela de olhos para a mãe, sentou-se no piano e tocou alguns acordes para fazer fundo.
    - Eu desejo 200 libras - disse o velho distintamente.
    Um rangido do piano seguiu-se às palavras, interrompido por um grito estridente do velho. A mulher e o filho correram até ele.
    - Ela se mexeu - gritou ele, com um olhar de nojo para o objeto caído no chão. - Quando eu fiz o pedido, ela se contorceu na minha mão como uma cobra.
    - Bem, eu não vejo o dinheiro - disse o filho ao pegá-la e colocá-la em cima da mesa - e aposto que nunca vou ver.
    - Deve ter sido imaginação sua, papai - disse a esposa, olhando para ele ansiosamente.
    Ele sacudiu a cabeça.
    - Não faz mal, não aconteceu nada, mas a coisa me deu um susto assim mesmo.
    Eles se sentaram perto do fogo novamente enquanto os dois homens acabavam de fumar cachimbos. Lá fora, o vento zunia mais do que nunca, e o velho teve um sobressalto com o barulho de uma porta batendo no andar de cima. Um silêncio estranho e opressivo abateu-se sobre todos os três, e perdurou até o velho casal se levantar e ir dormir.
    - Eu espero que vocês encontrem o dinheiro dentro de um grande saco no meio da cama - disse Herbert, ao lhes desejar boa noite - e algo terrível agachado em cima do armário observando vocês guardarem seu dinheiro maldito.
    Ficou sentado sozinho na escuridão, olhando para o fogo baixo e vendo caras nele. A última cara foi tão feia e tão simiesca que ele olhou para ela assombrado. A cara ficou tão vivida que, com uma risada inquieta, ele procurou um copo na mesa que tivesse um pouco de água para jogar no fogo. Sua mão pegou na pata de macaco, e com um ligeiro estremecimento ele limpou a mão no casaco e foi dormir.


II

    Na claridade do sol de inverno, na manhã seguinte, quando este banhou a mesa do café, ele riu de seus temores. Havia um ar de naturalidade na sala que não existia na noite anterior, e a pequena pata suja estava jogada na mesa de canto com um descuido que não atribuía grande crença a suas virtudes.
    - Eu creio que todos os velhos soldados são iguais - disse a Sra. White. - Essa idéia de dar ouvidos a tal tolice! Como é que se pode realizar desejos hoje em dia? E se fosse possível, como é que iam aparecer 200 libras, papai?
    - caindo do céu, talvez - disse Herbert, com ar brincalhão.
    - Morris disse que as coisas aconteciam com tanta naturalidade - disse o pai - que a gente podia até achar que era coincidência.
    - Bem, não gaste o dinheiro antes de eu voltar - disse Herbert, ao se levantar da mesa. - Estou com medo de que você se torne um homem mesquinho e avarento, e vamos ter de renegá-lo.
    A mãe riu e, acompanhando-o até a porta, viu-o descer a rua. Voltando à mesa do café, divertiu-se à custa da credulidade do marido. O que não a impediu de correr até a porta com a batida do carteiro, nem de se referir a sargentos da reserva com vício de beber, quando descobriu que o correio trouxera uma conta do alfaiate.
    - Herbert vai dizer uma das suas gracinhas quando chegar em casa - disse ela, quando se sentaram para jantar.
    - Com certeza - disse o Sr. White, servindo-se de cerveja -, mas, apesar de tudo, a coisa se mexeu na minha mão; eu posso jurar.
    - Foi impressão - disse a senhora apaziguadoramente.
    - Estou dizendo que se mexeu - replicou o outro. - Não há dúvida; eu tinha acabado... O que houve?
    A mulher não respondeu. Estava observando os movimentos misteriosos de um homem do lado de fora, que, espiando com indecisão para a casa, parecia estar tentando tomar a decisão de entrar. Lembrando-se das 200 libras, ela reparou que o estranho estava bem-vestido e usava um chapéu de seda novo.
    Por três vezes ele parou no portão, e depois caminhou novamente. Da quarta vez ficou com a mão parada sobre ele, e depois com uma súbita resolução abriu-o e entrou. A Sra. White no mesmo momento desamarrou o avental rapidamente, colocando-o debaixo da almofada da cadeira. Convidou o estranho, que parecia deslocado, a entrar. Ele olhou para ela furtivamente, e ouviu preocupado, a senhora desculpar-se pela aparência da sala, e pelo casaco do marido, uma roupa que ele geralmente reservava para o jardim. Então ela esperou, com paciência, que ele falasse do que se tratava, mas, a princípio, ele ficou estranhamente calado.
    - Eu... pediram-me para vir aqui - disse ele finalmente, e abaixando-se tirou um pedaço de algodão das calças. - Eu venho representando "Maw&Meggins".
    A senhora sobressaltou-se.
    - Aconteceu alguma coisa? - perguntou ela, ofegante - Acontecem alguma coisa a Herbert? O que é? O que é?
    O marido interveio.
    - Calma, calma, mamãe - disse ele rapidamente. - Sente-se e não tire conclusões precipitadas. O senhor certamente não trouxe más notícias, não é, senhor - e olhou para o outro ansiosamente.
    - Eu lamento... - começou o visitante.
    - Ele está ferido? - perguntou a mãe desesperada.
    O visitante assentiu com a cabeça.
    - Muito ferido - disse. - Mas não está sofrendo.
    - Ah, graças a Deus! - disse a senhora, apertando as mãos. - Graças a Deus! Graças...
    Parou de falar de repente quando o significado sinistro da afirmativa se abateu sobre ela, e ela viu a terrível confirmação de seus temores no rosto desviado do outro. Prendeu a respiração e, virando-se para o marido, menos perspicaz, pôs a mão trêmula sobre a dele. Seguiu-se um demorado silêncio.
    - Ele foi apanhado pela máquina - repetiu o Sr. White, estonteado. - Ah!
    Sim.
    Ficou sentado olhando para a janela e, tomando a mão da esposa entra as suas, apertou-a como tinha vontade de fazer nos velhos tempos de namoro há quase 40 anos.
    - Ele era o único que nos restava - disse ele, voltando-se amavelmente para o visitante. - É difícil.
    O outro tossiu e, levantando-se, caminhou lentamente até a janela.
    - A firma me pediu para transmitir os nossos sinceros pêsames a vocês por sua grande perda - disse ele, sem olhar para trás. - Eu peço que compreendam que sou apenas um empregado da firma e estou apenas obedecendo ordens.
    Não houve resposta; o rosto da senhora estava branco, os olhos parados e a respiração inaudível; no rosto do marido havia um olhar que o amigo sargento talvez tivesse na primeira batalha.
    - Devo dizer que "Maw&Meggins" estão isentos de toda responsabilidade - continuou o outro. - Eles não têm nenhuma dívida com a família, mas, em consideração aos serviços de seu filho, desejam presenteá-los com uma certa soma como compensação.
    O Sr. White largou a mão da esposa e, pondo-se de pé, olhou para o visitante horrorizado. Seus lábios secos pronunciaram as palavras:
    - Quanto?
    - Duzentas libras - foi a resposta.
    Indiferente ao grito da esposa, o velho sorriu fracamente, estendeu as mãos como um homem cego e caiu, desfalecido, no chão.


III

    No enorme cemitério novo, a alguns quilômetros de distância, os velhos enterraram seu morto e voltaram para casa mergulhada em sombras e silêncio. Tudo terminara tão rápido que a princípio nem se davam conta do que acontecera, e ficaram num estado de expectativa como se fosse acontecer mais alguma coisa - algo mais que aliviasse esse fardo, pesado demais para corações velhos.
    Mas os dias se passaram, e a expectativa deu lugar à resignação - a resignação desesperançada dos velhos, às vezes chamada erradamente de apatia. Algumas vezes nem trocavam uma palavra, pois agora não tinham nada do que falar e os dias eram compridos e desanimados.
    Foi por volta de uma semana depois que o velho, acordando subitamente de noite, estendeu o braço e viu-se sozinho. O quarto estava no escuro e o ruído de soluços baixinhos vinha da janela. Ele se levantou na cama e ficou ouvindo.
    - Volte para a cama - disse ele ternamente. - Você vai ficar gelada.
    - Está mais frio para ele - disse a senhora, e chorou novamente.
    O som de seus soluços apagou-se nos ouvidos dele. A cama estava quente, e seus olhos pesados de sono. Ele cochilava a todo instante e acabou pegando no sono, quando um súbito grito histérico da esposa o despertou com um sobressalto.
    - A pata! - gritou histericamente. - A pata de macaco!
    Ele se levantou, alarmado.
    - Onde? Onde está? O que houve?
    Ela correu agitada até ele.
    - Eu quero a pata - disse ela calmamente. - Você não a destruiu?
    - Está na sala, em cima da prateleira - replicou ele atônito. - Por quê?
    Ela chorou e riu ao mesmo tempo e, debruçando-se, beijou-o no rosto.
    - Só tive essa idéia agora - disse ela histericamente. - Por que não pensei nisso antes? Por que você não pensou nisso antes?
    - Pensar em quê? - perguntou ele.
    - Nos outros dois desejos - replicou ela rapidamente. - Nós só fizemos um pedido.
    - Não foi suficiente? - perguntou ele, irado.
    - Não - gritou ela, triunfante; - ainda vamos fazer um.
    Desça, apanhe a pata rapidamente, e deseje que o nosso filho viva novamente.
    O homem sentou-se na cama e arrancou as cobertas de cima do corpo trêmulo.
    - Meu bom Deus, você está louca! Gritou ele, horrorizado.
    - Pegue aquela coisa - disse ela, ofegante -, pegue depressa, e faça o pedido... Ah, meu filho, meu filho!
    O Marido riscou um fósforo e acendeu a vela.
    - Volte para a cama - disse ele, incerto. - Você não sabe o que está dizendo.
    - Nós conseguimos satisfazer o primeiro pedido - disse a senhora, febrilmente. - Por que não o segundo?
    - Foi uma coincidência - gaguejou o velho.
    - Vá buscar a pata e faça o pedido - gritou a esposa, tremendo de excitação.
    O velho virou-se, olhou para ela, e sua voz tremeu.
    - Ele já está morto há 10 dias e, além disso, ele... - eu não queria lhe dizer isso, mas... só consegui reconhecê-lo pela roupa. Se já estava tão horrível para você ver, imagine agora?
    - Traga-o de volta - gritou a senhora, e o arrastou para a porta. - Você acha que tenho medo do filho que criei?
    Ele desceu na escuridão, foi tateando até a sala e depois até a lareira. O talismã estava no lugar, e um medo horrível de que o desejo ainda não expresso pudesse trazer o filho mutilado apossou-se dele, e ficou sem ar ao perceber que perdera a direção da porta. Com a testa fria de suor, ele deu volta na mesa, tateando, e foi-se amparando na parede até se achar no corredor com a coisa nociva na mão.
    Até o rosto da esposa parecia mudado quando ele entrou no quarto. Estava branco e ansioso, e para seu temor parecia ter um olhar estranho. Ele sentiu medo dela.
    - Peça! - gritou ela, com voz forte.
    - Isso é loucura - disse ele, com voz trêmula.
    - Peça! - repetiu a esposa.
    Ele levantou a mão.
    - Eu desejo que meu filho viva novamente.
    O talismã caiu no chão, e ele olhou para a coisa com medo.
    Então afundou numa cadeira, trêmulo, quando a esposa, com os olhos ardentes, foi até a janela e levantou a persiana.
    Ficou sentado até ficar arrepiado de frio, olhando ocasionalmente para a figura da velha senhora espiando pela janela.
    O cotoco de vela, que queimara até a beirada do castiçal de porcelana, jogava sombras sobre o teto e as paredes, até que, com um bruxulear maior do que os outros, se apagou. O velho, com uma imensa sensação de alívio pelo fracasso do talismã, voltou para a cama, e um ou dois minutos depois a senhora veio silenciosamente para o seu lado.
    Nenhum dos dois disse nada, mas permaneceram deitados em silêncio, ouvindo o tique-taque do relógio. Um degrau rangeu, e um rato correu guinchando através do muro. A escuridão era opressiva e, depois de ficar deitado por algum tempo, criando coragem, ele pegou a caixa de fósforos e, acendendo um, foi até embaixo para pegar uma vela.
    Nos pés da escada o fósforo se apagou, e ele parou para riscar outro; no mesmo momento ouviu-se uma batida na porta da frente, tão baixa e furtiva que quase não se fazia ouvir.
    Os fósforos caíram-lhe da mão e espalharam-se no corredor. Ele permaneceu imóvel, com a respiração presa até a batida se repetir. Então virou-se e fugiu rapidamente para o quarto, fechando a porta atrás de si.
    Uma terceira batida ressoou pela casa.
    - O que é isso? - gritou a senhora, levantando-se.
    - Um rato - disse o velho com voz trêmula -, um rato.
    Ele passou por mim na escada.
    A esposa sentou-se na cama, escutando. Uma batida alta ressoou pela casa.
    - É Herbert! - gritou. - É Herbert!
    Ela correu até a porta, mas o marido ficou na frente dela e, pegando-a pelo braço, segurou-a com força.
    - O que você vai fazer? - sussurrou ele com voz rouca.
    - É meu filho; é Herbert! - gritou ela, debatendo-se mecanicamente. - Eu esqueci que ele estava a 10 quilômetros daqui. Por que está me segurando? Me solte. Eu tenho de abrir a porta.
    - Pelo amor de Deus não deixe entrar - gritou o velho tremendo.
    - Você está com medo do próprio filho - gritou ela, debatendo-se. - Me solte. Eu já vou, Herbert; eu já vou.
    Ouviu-se mais uma batida, e mais outra. A senhora com um arrancão súbito soltou-se e saiu correndo do quarto. O marido seguiu-a até a escada e chamou-a enquanto ela corria para baixo. Ele ouviu a corrente chocalhar e a tranca do chão ser puxada lenta e firmemente do lugar. Então a voz da senhora soou, nervosa e ofegante.
    - A tranca - gritou ela alto. - Desça que eu não consigo puxar a tranca.
    Mas o marido estava de joelhos no chão, procurando a pata desesperadamente. Se pelo menos conseguisse encontrá-la antes que a coisa entrasse. Uma série de batidas reverberou pela casa, e ele ouviu o arrastar de uma cadeira quando a esposa a colocou no corredor encostada na porta. Ouviu o ranger da tranca quando esta se destravou lentamente, e no mesmo momento encontrou a pata de macaco, e desesperadamente fez o terceiro e último pedido.
    As batidas pararam subitamente, embora ainda ecoassem na casa. Ele ouviu a cadeira ser arrastada de volta, e a porta se abrir. Um vento frio subiu pela escada, e um gemido alto e demorado de decepção e tristeza da esposa lhe deu coragem para correr até ela e depois até o portão. O lampião da rua que tremulava do outro lado brilhava numa estrada silenciosa e deserta.

FIM.

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É isso espero que tenham gostado da Dica de Leitura.

Até mais! Abraços.
Raphael Gama
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