sexta-feira, maio 28, 2010

Lançamento Amanhã 6 - Quem tem medo da noite?

 Foi divulgado no blog da editora Fundamento, que o sexto livro da série "Amanhã" será lançado nos próximos dias, lembrando que o quinto livro foi lançado há pouco mais de dois meses, a capa do sexto está pronta, confira:



 E para os mais assíduos, a editora divulgou um trecho da nova aventura dos cinco jovens que tiveram as vidas viradas de cabeça para baixo depois que uma guerra destruiu o país onde viviam, não sei ao certo se posso publicar aqui, porém, como estou falando a fonte, não vejo problema, confira o trecho:

“Foi o Homer quem pensou em um jeito diferente de nos aproximarmos dos “selvagens”, que era o nome que havíamos dado para os meninos que estavam vivendo nas ruas de Stratton. E chamá-los de selvagens não era exagero. Eles não eram baderneiros comuns. Eram ferozes, perigosos, assustadores. Tinham pegado a gente de surpresa e roubado com mais eficiência que os soldados. Tinham pelo menos duas armas, e um arco e flecha que podia ser tão mortal quanto uma arma de fogo, desde que soubessem como usá-lo. Mas andávamos querendo ajudá-los. Era horrível ver crianças tão pequenas e tão enlouquecidas. O Homer tinha dito uma vez que a gente não iria desistir deles se fossem nossos irmãozinhos ou irmãzinhas. Concordamos com ele, mesmo que de um jeito meio vago. Só que nunca tínhamos chegado a fazer nada a respeito. Já tínhamos problemas demais. Não posso falar pelos outros, mas eu ficava muito nervosa perto daqueles moleques. Com todos os sustos e horrores que a gente havia enfrentado, eu não estava muito a fim de arranjar mais problemas.”

 Em breve o livro "Quem tem medo da noite?" estará nas melhores livrarias e na loja virtual da editora.

 Para quem não conhece a série, ela foi escrita pelo australiano John Mardsen e conta a história de um grupo de jovens durante uma invasão em seu país detalhando uma invasão de alta intensidade e ocupação da Austrália por uma potência estrangeira. O Livro está escrito na perspectiva, e em primeira pessoa, pela personagem principal, Ellie Linton, uma garota que participa de um pequeno grupo de adolescentes que trava uma guerra de guerrilha contra os soldados inimigos em sua cidade natal, ficcional, de Wirrawee. O nome da série é derivado do título do primeiro livro, Amanhã, quando a guerra começou.

Lançamento em outros países:
1993-1999 (Austrália)
1993-1999 (Europa)
1995-2009 (EUA)
2008-???? (BR)

 No total, são 7 livros com aproximadamente 230 páginas cada, no Brasil o sexto livro será lançado nos próximos dias, nomes dos livros:

01- "Amanhã, Quando a Guerra Começou"
02- "O Silêncio da Noite"
03- "No Terceiro Dia, A Geada"
04- "Escuridão, Seja Minha Amiga"
05- "Vingança Em Chamas"
06- "Quem Tem Medo Da Noite?"
07- "O Outro Lado Do Amanhecer" (Tradução Literal)
 
 Em Junho de 2009, a Screen Australia anunciou que irá financiar o desenvolvimento do filme para o livro Amanhã Quando a Guerra Começou que terá o roteiro escrito e será dirigido pelo roteirista Stuart Beattie (Australia, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra), e produzido por Andrew Mason. A produção do filme começou a ser preparada no final do ano de 2009. O filme será lançado em 02/09/10, até agora não há data para o lançamento no Brasil.
 
 Para quem tiver mais interesse sobre a obra, pode acessa o site da editora, clique aqui, ou o do escritor John Mardsen, clique aqui (em inglês), ou o site do livro, clique aqui (em inglês).

quinta-feira, maio 27, 2010

Agora a programação da Flip está completa

8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty será entre os dias 4 e 8 de agosto

 Ainda tem tempo até que os ingressos para a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty comecem a ser vendidos, mas já é bom dar uma olhada cuidadosa na programação que está recheada de bons autores e ir selecionando as melhores mesas. Entre os 35 convidados de 14 países, estão Salman Rushdie, Robert Darton, Robert Crumb, Lou Reed, Collum McCann, Isabel Allende, Antonio Tabucchi, Azar Nafisi, Peter Burke, William Boyd, Benjamin Moser, Wendy Guerra, Alberto da Costa e Silva, Beatriz Bracher, Reinaldo Moraes, Moacyr Scliar, Ronaldo Correia de Brito e tantos outros.



 Os ingressos deste ano, que serão vendidos a partir do dia 5 de julho (ou como mostra a experiência nas primeiras horas do dia 5), estão mais salgados. Assistir aos debates ao vivo vai custar R$ 40. Quem não conseguir ingresso para a tenda dos autores e se contentar em ver do telão paga R$ 10. Mas quem não puder fazer nem um e nem outro vai poder assistir de casa, pela internet, em tempo real.

 São esperadas 20 mil pessoas entre os dias 4 e 8 de agosto, e o investimento total da organização, que conta com leis de incentivo fiscal, é de R$ 6,3 milhões. Esse valor não representa apenas o que será usado para fazer a Flip acontecer, mas engloba todas as ações da Casa Azul durante o ano em Paraty. E, de acordo com Mauro Munhol, presidente da entidade, isso está fazendo a diferença na cidade. “Paraty tinha qualidades fantásticas e tendia a seguir o caminho da decadência de outros destinos turísticos”. Eles perceberam que a cultura podia mudar o rumo das coisas e parece que está dando certo.

 Sobre a programação, o curador Flávio Moura disse que tentou aproveitar ao máximo a presença dos escritores, que em alguns casos participam de diferentes mesas. E a ideia original da Flip de não repetir convidados não existe mais. “Se o autor lança um livro ou se tem alguma coisa interessante a dizer, é mais do que bem-vindo”, disse o curador. “Ter o Salman Rushdie como alguém que quer voltar é a maior honra para a Flip”, comenta. O show de abertura fica por conta de Edu Lobo e foi planejado para compor a programação em homenagem à Gilberto Freyre, que vai tomar boa parte das mesas de debate.


Programação Flip

Quarta, 4/8

19h - abertura - Casa Grande e Senzala: Um Livro Perene
Fernando Henrique Cardoso
Luiz Felipe de Alencastro - debatedor

21h30 - show de abertura
Edu Lobo, Renata Rosa, com Marcelo Jeneci e Quarteto de Cordas da Academia da Osesp com dir. artística de Arthur Nestrovski.

Quinta 5/8

10h - mesa 1 - Ao Correr da Pena
Berthold Zilly
Moacyr Scliar
Ricardo Benzaquen
Edson Nery da Fonseca

12h - mesa 2 - De Frente Pro Crime
Patrícia Melo
Lionel Shriver

15h - mesa 3 - Fábulas Contemporâneas
Reinaldo Moraes
Ronaldo Correia de Brito
Beatriz Bracher

17h15 - mesa 4 - Veias Abertas
Isabel Allende

19h30 - mesa 5 - O Livro: Capítulo 1
Peter Burke
Robert Darnton

Sexta 6/8

10h - mesa 6 - O Livro: Capítulo 2
Robert Darnton
John Makinson

12h - mesa 7 - Além da Casa Grande
Alberto da Costa e Silva
Maria Lucia P. Burke
Angela Alonso

15h - mesa 8 - Chá Pós-Colonial
William Boyd
Pauline Melville

17h15 - mesa 9 - Promessas de um Velho Mundo
A. B. Yehoshua
Azar Nafisi

19h30 - mesa 10 - Em Nome do Filho
Salman Rushdie

Sábado, 7/8

10h - mesa 11 - Andar com Fé
Terry Eagleton

12h - mesa 12 - Albany, Nova York e Outras Aldeias
Colum McCann
William Kennedy

15h - mesa 13 – Tabacaria
Antonio Tabucchi

17h15 - mesa 14 - A Origem do Universo
Robert Crumb
Gilbert Shelton

19h30 - mesa 15 - O Som e o Sentido
Lou Reed

Domingo, 8/8

9h30 - mesa Zé Kléber

11h45 - mesa 16 - Gilberto Freyre e o Século 21
José de Souza Martins
Peter Burke
Hermano Vianna

14h30 - mesa 17 - Cartas, Diários e Outras Subversões
Wendy Guerra
Carola Saavedra

16h30 - mesa 18 - Nacional, Estrangeiro
Benjamin Moser
Berthold Zilly

18h15 - mesa 19 - Livro de Cabeceira
Convidados da Flip leem trechos de seus livros predileto

Conheça os participantes da 8ª Flip

Abraham B. Yehoshua
Abraham B. Yehoshua (1936, Jerusalém, Israel) é formado em literatura e filosofia pela Universidade de Jerusalém e já teve quatro obras publicadas em português: A mulher de Jerusalém (2008), A noiva libertada (2007), Viagem ao fim do milênio (2001) e Shiva (2000). Desde 1972, o escritor, que já foi traduzido para 28 línguas, dá aulas de literatura comparada e literatura hebraica na Universidade de Haifa. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Alterman Prize, de Melhor Romance do Ano (1992), por Mr. Mani, o Viareggio (2005), pelo conjunto da obra, o Brenner Prize e o norte-americano National Jewish Book Award. Em 2007, o romance Five seasons foi considerado um dos dez livros mais importantes desde a criação do Estado de Israel. Yehoshua começou sua carreira como escritor logo depois de completar o serviço militar obrigatório em Israel. Seu primeiro livro, The death of the old man, foi publicado em 1962, quando ele tinha apenas 26 anos. Seu último romance é Friendly Fire, de 2008.


Alberto da Costa e Silva
Ocupante da cadeira nº 9 da Academia Brasileira de Letras, o diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador Alberto da Costa e Silva (1931, São Paulo, Brasil) vai participar de uma das três mesas em homenagem a Gilberto Freyre. Admirador do sociólogo brasileiro, Costa e Silva é reconhecido por seu trabalho como africanólogo – o imortal é o autor de A manilha e o libambo: a África e a escravidão de 1500 a 1700. Além de vários livros de ensaios, publicou ainda poesias, tendo ganhado, inclusive, o Prêmio Jabuti por Ao lado de Vera. Seu último trabalho, de 2009, é O quadrado amarelo, uma reunião de ensaios. Como diplomata, serviu em Lisboa, Caracas, Washington, Madri e Roma, antes de ser embaixador em Portugal, Colômbia e no Paraguai.


Angela Alonso
Angela Alonso (1969, São Paulo, Brasil) é professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Em Joaquim Nabuco – os salões e as ruas, Angela explora o pensamento de Gilberto Freyre na construção de uma sociologia brasileira. A professora escreveu também Ideias em movimento: a geração de 1870 na crise do Brasil-Império.É fellow da Fundação Guggenheim e visiting fellow da Universidade de Yale (2009-10). Suas pesquisas e publicações investigam as relações entre cultura, ação coletiva e os movimentos políticos e intelectuais.


Antonio Tabucchi
Com mais de vinte livros traduzidos em mais de quarenta línguas, Antonio Tabucchi (1943, Pisa, Itália) irá lançar, durante a Flip, O tempo envelhece depressa – uma reunião de nove contos cujo fio condutor é a relação dos personagens com o tempo. A editora Cosac Naify irá republicar ainda Noturno indiano, Afirma Pereira e Réquiem. Com onze títulos publicados no Brasil, entre eles Tristano morre (2007), Está ficando tarde demais (2004) e Os voláteis do beato Angélico (2003), Tabucchi mantém uma relação muito próxima com a literatura brasileira. Além de ser professor do Departamento de Língua Portuguesa da Universidade de Pisa, já traduziu Sentimento do mundo, a coletânea poética de Carlos Drummond de Andrade. Responsável pela edição em língua italiana da obra de Fernando Pessoa e pela difusão da literatura portuguesa em seu país, Tabucchi coleciona premiações. Recebeu o Médicis étranger por Noturno indiano (1991), os prêmios Campiello, Scanno e Jean Monnet de Literatura Europeia por Afirma Pereira (1995).


Azar Nafisi
Azar Nafisi (1955, Teerã, Irã) é autora de Lendo Lolita em Teerã. Traduzido para 32 línguas, o livro ficou por 117 semanas na lista de best-sellers do The New York Times e rendeu a Nafisi os prêmios de Livro do Ano de Não Ficção do Booksense, em 2004, e o Frederic W. Ness. Nafisi foi embora do Irã com 13 anos para estudar na Inglaterra e nos Estados Unidos. Voltou ao país natal em 1979, onde ficou por 18 anos. Ensinou literatura na Universidade de Teerã (de onde foi expulsa em 1981 por se recusar a usar véu, tendo retomado suas aulas apenas em 1987), na Universidade Livre Islâmica e na Universidade Allameh Tabatai. Atualmente, é professora visitante de estética, cultura e literatura do Foreign Policy Institute, da Universidade norte-americana de Johns Hopkins. Em seu livro mais recente, O que eu não contei, lançado este ano no Brasil, a autora investiga as ligações entre o passado de sua família e a conturbada história do Irã.


Beatriz Bracher
Formada em Letras, Beatriz Bracher (1961, São Paulo, Brasil) foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras e cofundadora da Editora 34, onde trabalhou por oito anos. Beatriz, que já esteve na Flip em 2005, publicou em 2002 seu primeiro romance, Azul e dura, seguido de Não falei (2004), Antonio (2007) e Meu amor, seu livro mais recente, pelo qual recebeu, da Fundação Biblioteca Nacional, o Prêmio Clarice Lispector como melhor livro de contos de 2009. Além de escritora, é roteirista de cinema. Em 1994, escreveu com Sérgio Bianchi o argumento do filme Cronicamente inviável e, mais recentemente, com o mesmo diretor, o roteiro do longa-metragem Os inquilinos, com o qual conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009.


Benjamin Moser

Tudo começou quando Benjamin Moser (1976, Houston, Estados Unidos), ainda na faculdade, fez um curso sobre literatura brasileira em que estudou A hora da estrela. A paixão por Clarice Lispector foi arrebatadora. Alguns anos depois, já vivendo na Holanda, soube que a escritora seria homenageada pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2005). Pegou o primeiro avião para o Brasil e desde então dedicou-se à biografia Clarice. Foram cinco anos “batendo em portas do mundo inteiro”, como ele mesmo explicou. Resenhada com destaque pela imprensa estrangeira, como o jornal The New York Times e a revista The Economist, a obra revela, pela primeira vez, aspectos fundamentais na trajetória da escritora, desde a origem miserável e violenta na Ucrânia – para onde o autor viajou – ao reconhecimento crítico. Moser tece relações entre a vida e a obra da brasileira numa narrativa envolvente. O sucesso do livro tem ampliado o interesse pela escritora no exterior. Formado em história, Moser é também tradutor e colunista da Harper’s Magazine e colaborador do The New York Review of Books


Berthold Zilly
Professor do Instituto Latino-Americano da Universidade Livre de Berlim, Berthold Zilly (1945, Danndorf/ Helmstedt, Alemanha) veio para o Brasil pela primeira vez em 1968. Poucos anos depois, entrou em contato com Os sertões, obra que se tornaria símbolo da sua atuação profissional dali para a frente. Grande interessado na construção sociológica do povo nordestino e brasileiro, Zilly credita o mergulho em Euclides da Cunha e no Brasil o fato de ter se tornado um grande pesquisador e conhecedor da formação do país como Estado. Além disso, é um dos principais tradutores alemães da atualidade. Em 1995 recebeu o mais importante prêmio de tradução da Alemanha, o Christoph-Martin-Wieland-Preis, por sua tradução de A guerra no sertão, de Euclides da Cunha, e em 2001 recebeu a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Verteu várias obras de escritores brasileiros para o alemão, entre eles Machado de Assis e Lima Barreto.


Carola Saavedra
Naturalizada brasileira, Carola Saavedra (1973, Santiago do Chile, Chile) publicou seu primeiro livro em 2005, Do lado de fora. Mais recentemente, lançou Toda terça (2007) e Flores azuis (2008), pelo qual recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (Apca) de melhor romance. Em Paisagem com dromedário, sua última obra, Carola conta, por meio de 22 mensagens, a história de um casal de artistas plásticos. Nesse livro, a autora atualiza radicalmente o gênero epistolar, aproximando-o do cinema e do radioteatro.


Colum McCann
Autor de dois livros de contos e seis romances, como Zoli, Dancer e This side of brightness, Colum McCann (1965, Dublin, Irlanda) foi traduzido para mais de 30 línguas e teve seus textos publicados em revistas como New Yorker, New York Times Magazine e Paris Review. Começou a carreira como jornalista do Irish Press e já contribuiu com The Guardian, The Independent, La Republicca, Paris Match e The New York Times, entre outros. Seu último trabalho, Let the great world spin, lhe rendeu, em 2009, o National Book Award e foi considerado pela revista Esquire “o primeiro grande romance sobre 11 de setembro”. O livro parte da famosa travessia do equilibrista francês Philippe Petit entre as torres do World Trade Center de Nova York, em 1974, para narrar histórias fictícias de anônimos que o observavam no momento.


Edson Nery da Fonseca
Apenas um ano depois, Edson Nery da Fonseca (1921, Recife, Brasil) está de volta à Flip. O biblioteconomista, que quase foi militar e monge, é um dos maiores especialistas do país na obra do sociólogo Gilberto Freyre. Professor emérito da Universidade de Brasília, também é pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco. Nery da Fonseca e Freyre cultivaram uma amizade de mais de quarenta anos. Os longos anos de estudo das obras de Freyre e a aproximação e convivência entre ambos renderam a Nery da Fonseca o título de Gilbertólogo, ou Gilbertófilo como ele prefere ser denominado. Organizou reedições de vários livros de Gilberto Freyre e, sobre ele, escreveu Novas perspectivas em Casa-grande & senzala (1985) e Em torno de Gilberto Freyre (2007), entre outros. Vive em Olinda, com muitos gatos e 12 mil volumes de livros.


Fernando Henrique Cardoso
Autor do prefácio da edição mais recente de Casa-grande & senzala e de diversos textos sobre a obra do homenageado Gilberto Freyre, o sociólogo e ex-presidente do Brasil (1931, Rio de Janeiro, Brasil) analisa na conferência de abertura da Flip a complexidade e as contradições do pensamento de Freyre. FHC viveu exilado no Chile e na França depois do golpe de 1964. Voltou ao Brasil em 1968 e assumiu, por concurso público, a cátedra de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP). No ano seguinte, foi aposentado compulsoriamente e teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 5. Fundou então, com outros professores e pesquisadores cassados, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Foi presidente do Brasil entre 1995 e 2002 e hoje coordena o Instituto Fernando Henrique Cardoso. Entre os seus livros publicados no Brasil estão: A arte da política: a história que vivi (2006); O presidente segundo o sociólogo, entrevista a Roberto Pompeu (1998); O mundo em português, um diálogo com Mário Soares (1998); A construção da democracia (1993); Dependência e desenvolvimento na América Latina, com Enzo Faletto (1969, reeditado em 2004) e Capitalismo e escravidão no Brasil meridional: o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul (1962, reeditado em 2003).


Gilbert Shelton
Gilbert Shelton (1940, Houston, Texas) é um dos expoentes dos quadrinhos underground. Seus primeiros desenhos foram publicados na Texas Ranger, revista de humor editada pela Universidade do Texas, onde, em 1961 Shelton se graduou em Ciências Sociais. Residente em Paris, já publicou no Brasil Aventuras do gato do Fat Freddy, The fabulous Furry Freak Brothers e The Freak Brothers. O trio de maconheiros – Freewheelin' Franklin, Phineas T. Freakears e Fat Freddy Freekowtski –, sempre acompanhado do gato Fat Freddy, que vivia imerso em sexo, drogas e rock’n’roll, ajudou a estampar a cara da contracultura dos anos1960-70. Apesar de aposentados desde meados da década de 1980, quando Shelton se mudou para Paris com sua mulher, a agente literária Lora Fountain, são os Freak Brothers e suas inúmeras reedições em língua estrangeira que ainda sustentam o autor, atualmente envolvido na produção de um longa-metragem animado estrelado por eles.


Hermano Vianna
A grande missão de Hermano Vianna (1960, João Pessoa, Brasil) é dar voz e espaço à diversidade das manifestações culturais. Por isso, o antropólogo é cocriador do site cultural Overmundo (www.overmundo. com.br), ambiente virtual colaborativo voltado para a cultura brasileira e a cultura produzida por brasileiros em todo o mundo, em especial as práticas, manifestações e a produção cultural que não têm a devida expressão nos meios de comunicação tradicionais. É autor de O mistério do samba, em que investiga como o samba, música de morro discriminada pelo resto da população e reprimida pela polícia, transformou-se em símbolo da identidade nacional brasileira, e O mundo funk carioca, que vê nos bailes funks, fenômeno relativamente recente, o caminho para lidar com o modo de vida das camadas de baixa renda que habitam os subúrbios ou as favelas do Grande Rio.


Isabel Allende
A peruana naturalizada chilena Isabel Allende (1942, Lima, Peru) lançará na Flip seu mais novo livro, A ilha sob o mar. Depois de três anos sem publicar – seu último trabalho, A soma dos dias, foi lançado em 2007 –, Isabel volta à ficção com a história da escrava Zarifé. Jornalista desde os dezessete anos, estreou na literatura com A casa dos espíritos, em que utilizou os manuscritos das cartas que escreveu para seu avô, enquanto ele se convalescia no leito de morte, para retratar os fantasmas da ditadura de Augusto Pinochet. A escritora se transformou em um verdadeiro best-seller mundial, com dezoito livros publicados em mais de trinta idiomas.


José de Souza Martins
O escritor e sociólogo José de Souza Martins (1938, São Caetano do Sul, Brasil) é professor emérito e professor titular de sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, instituição na qual obteve o bacharelado, a licenciatura, o mestrado, o doutorado e a livre-docência. Na Universidade de Cambridge (Inglaterra), foi pesquisador visitante do Centro de Estudos Latino-Americanos (1976) e, em 1993-94, professor titular da Cátedra Simón Bolívar e fellow do Trinity Hall. Foi professor visitante da Universidade da Flórida (Estados Unidos), em 1983, e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Portugal), em 2000. Autor de diversos livros de destaque, ganhou o Prêmio Jabuti de Ciências Humanas, em 1993 – com a obra Subúrbio – e em 1994 – com A chegada do estranho. Recebeu o Prêmio Érico Vannucci Mendes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1993, pelo conjunto de sua obra, e o Prêmio Florestan Fernandes da Sociedade Brasileira de Sociologia, em 2007. Em 2008, lançou A aparição do demônio na fábrica. Publicou dezoito livros, entre eles A sociabilidade do homem simples, Sociologia da fotografia e da imagem e Fronteira.


John Makinson
Formado em inglês e história pela Universidade de Cambridge, Jonh Makinson (1955, Inglaterra) começou sua vida profissional como jornalista da agência de notícia Reuters e do jornal The Financial Times. Depois de fundar uma empresa de consultoria financeira, Makinson volta ao Financial Times, desta vez como diretor administrativo do jornal. Torna-se, então, diretor financeiro do Pearson Group, do qual o Penguin Group é subsidiário. Em 2002, Makinson é nomeado CEO da tradicional editora britânica. Na Flip, Makinson debaterá com o historiador Robert Darnton sobre o futuro do livro frente ao grande processo de transformação por que passa o mercado editorial


Lionel Shriver
Lionel Shriver nasceu Margaret Ann Shriver (1957, Carolina do Norte, Estados Unidos) e aos 15 anos mudou de nome. Formada e pós-graduada pela Universidade de Columbia e pelo Barnard College, nos Estados Unidos, viveu em Nairóbi (Quênia), Bangkok (Tailândia) e Belfast (Irlanda). Precisamos falar sobre o Kevin, seu oitavo romance, foi recusado por agentes literários e mais de 30 editoras, mas em 2005 ganhou o prêmio Orange, na Grã-Bretanha. Publicou ainda The female of the species, Checker and the Derailleurs, Ordinary decent criminals, Game control, A perfectly good family e O mundo pós-aniversário. Seu mais recente livro, So much for that, foi lançado em março deste ano. Vive em Londres e contribui para os jornais The Guardian, New York Times, Wall Street Journal, Financial Times e para o semanário Economist.


Lou Reed
Tudo começou com um piano clássico. Só foi pegar numa guitarra quando tinha dez anos. Aprendeu a tocá-la ouvindo rádio. Nos anos 1960, sua carreira atingiria o boom, quando a então desconhecida banda The Velvet Underground chamou a atenção do líder da pop art Andy Warhol. Roqueiro, letrista, vocalista, guitarrista e fotógrafo, o americano Lou Reed (1942, Freeport, Estados Unidos) é autor de livros de fotografia e, em julho, lança no Brasil Atravessar o fogo, obra que reúne 310 canções. No começo dos anos 1970, Reed iniciou sua carreira solo, emplacando o sucesso “Walk on the wild side”. Além de fazer música, o americano também contribuiu para publicações de prestígio. Em 1996, escreveu um diário para a revista americana The New Yorker sob o título “The aches and pains of Touring”.No fim de 2001 escreveu, especialmente para o The New York Times, por ocasião do 11 de setembro, o poema “Laurie, if you’re sadly listening”, em que tenta humanizar a tragédia. Faz uma ponte entre literatura e música ao lançar, em 2003, o álbum The Raven, inspirado na obra do escritor Edgar Allan Poe.


Luiz Felipe de Alencastro
Luiz Felipe de Alencastro (1946, Itajaí, Brasil) formou-se em história e ciências políticas na Universidade de Aix-en-Provence (França) e doutorou-se em história na Universidade de Paris-Nanterre. Ensinou nas universidades de Rouen e Paris-Vincennes. Desde 1986, é professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Atualmente, é professor visitante da cátedra de História do Brasil da Universidade de Paris-Sorbonne. Organizador do volume 2, Império - A corte e a modernidade nacional, da História da vida privada no Brasil, é também colunista de vários jornais e revistas.


Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke
Professora aposentada da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke (1946, São Paulo, Brasil) vive atualmente em Cambridge, Inglaterra, onde é pesquisadora associada do Centre of Latin American Studies da Universidade de Cambridge. É dela um dos mais importantes estudos sobre o autor de Casa-grande & senzala: Gilberto Freyre: um vitoriano dos trópicos. A narrativa, que rendeu à autora o Prêmio Jabuti de 2006 e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras, descortina o mundo cultural no qual Freyre estava inserido. O que se revela na obra é a construção de um novo paradigma que, de imediato, toma conta do imaginário nacional e contribui de modo decisivo para a “formação das almas brasileiras”. Em parceria com seu marido, o inglês Peter Burke, escreveu Repensando os trópicos: um retrato intelectual de Gilberto Freyre, obra que se apoia em ampla pesquisa para construir uma narrativa substancial sobre a vida e trabalho do sociólogo. Maria Lúcia publicou ainda As muitas faces da história, entre outros.


Moacyr Scliar
Moacyr Scliar (1937, Porto Alegre, Brasil) publicou seu primeiro livro, Histórias de um médico em formação, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de setenta livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil e o ensaio. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o da Associação Paulista de Críticos de Arte - Apca (1989) e o Casa de las Americas (1989). O autor já teve seus livros traduzidos para doze idiomas. Entre suas obras mais importantes estão os contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim, este último incluído na lista dos cem melhores livros de temática judaica dos últimos duzentos anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.


Patrícia Melo
Patrícia Melo (1963, Assis, Brasil), que esteve na primeira Flip em 2003, agora volta para falar sobre a arte de escrever thrillers psicológicos. Ganhadora do Prêmio Jabuti de Literatura em 2001 por Inferno, Patrícia também escreve textos para o teatro, como Duas mulheres e um cadáver e A caixa. Discípula de Rubem Fonseca, adaptou para o cinema Bufo & Spallanzani. No prelo, Ladrão de cadáveres, seu mais novo romance, que conta a aventura diabólica de um ex-gerente de telemarketing, despedido depois do suicídio de sua funcionária, que ele agredira dias antes num momento de descontrole. Abatido e sem rumo, ele troca São Paulo por Corumbá em busca de uma rotina menos estressante. A escritora, roteirista e dramaturga escreve obras policiais e é conhecida por esmiuçar o funcionamento do raciocínio criminoso.


Pauline Melville
Primeiro veio a fama como atriz. Pauline Melville (1948, Guiana) participou de diversos filmes e séries de televisão. Depois, veio o reconhecimento como escitora. Logo seu primeiro livro, Shape-Shifter (1990), uma coletânea de contos que trata da vida pós-colonial no Caribe, lhe rendeu o Prêmio Commonwealth Writers. Sua escrita incisiva, engraçada e original foi elogiada por Salman Rushdie, que também estará na Flip deste ano. Seu conhecimento sobre o novo e o velho mundos e suas experiências multiculturais - filosofia ocidental de braços dados com mitos de criação ameríndios - resultam numa mistura marcada por uma perspicácia iconoclasta. A história do ventríloquo (1997) é seu primeiro romance. Por ele recebeu o Prêmio Whitbread e o Prêmio Orange. Publicou também The Migration of Ghosts. Seu último livro é Eating Air (2009).


Peter Burke
Peter Burke (1937, Stanmore, Inglaterra) foi professor de História das Ideias na School of European Studies, da Universidade de Essex, e deu aulas por dezesseis anos na Universidade de Sussex. Atualmente é professor emérito da Universidade de Cambridge. Especialista em Idade Moderna europeia, enfatiza em suas análises a relevância dos aspectos socioculturais. Foi professor-visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA–USP) de setembro de 1994 a setembro de 1995, período em que desenvolveu o projeto de pesquisa "Duas crises de consciência histórica". É autor de mais de trinta livros, muitos deles publicados no Brasil, como O que é história cultural?, A fabricação do rei, Hibridismo cultural e Uma história social do conhecimento. Em parceria com sua mulher, a brasileira Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, escreveu Repensando os trópicos: um retrato intelectual de Gilberto Freyre, obra que se apoia em ampla pesquisa para construir uma narrativa substancial sobre a vida e o trabalho do sociólogo. Seu último livro publicado no Brasil é O historiador como colunista (2009), uma coleção das suas colunas para o jornal Folha de São Paulo.


Reinaldo Moraes
Pela segunda vez na Flip, o escritor Reinaldo Moraes (1950, São Paulo, Brasil) é autor de Pornopopeia (2009), um dos grandes livros da safra mais recente da ficção brasileira. Publicou aindaTanto faz (1981), Abacaxi (1985), Órbitas dos caracóis (2003), um romance para jovens, e Umidade (2005), uma antologia de contos. Além disso, escreveu diversos roteiros para a TV.


Ricardo Augusto Benzaquen de Araújo
Pensamento social brasileiro, teoria social e sociologia da cultura são os principais objetos de estudo de Ricardo Augusto Benzaquen de Araújo (1952, XX, Brasil). Graduou-se em história pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- RJ) em 1974, e concluiu o mestrado (1980) e o doutorado (1993) em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É professor titular e pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e professor assistente do Departamento de História da PUC-RJ. É autor de Totalitarismo e revolução: o integralismo de Plínio Salgado (1988) e Guerra e paz: Casa-grande e senzala e a obra de Gilberto Freyre nos anos 30 (1994), título pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Ensaio em 1995.


Robert Crumb
Símbolo da contracultura nos anos 1960, Robert Crumb (1943, Filadélfia, Estados Unidos) lançou, no fim de 2009, Gênesis – uma versão em quadrinhos do mais antigo livro da Bíblia. Para produzir a obra de 210 páginas, o cartunista se dedicou, por mais de quatros anos, aos estudos religiosos. Agnóstico declarado, antes de adaptar o livro do Gênesis para os quadrinhos Crumb já havia transposto obras de Franz Kafka, Charles Bukowski e Philip K. Dick. Entre os títulos publicados no Brasil, estão Kafka de Crumb, Fritz, the cat, Mr. Natural, Mr. Natural vai para o hospício e Minha vida. Crumb já vendeu quadrinhos com a mulher, na época grávida, pelas ruas de São Francisco, colaborou com o roteirista Harvey Pekar nos anos 1970 e foi tema do documentário Crumb, lançado em 1994 pelo diretor Terry Zwigoff. Em parceria com a esposa Aline Kominsky, produziu quadrinhos autobiográficos publicados pela New Yorker e reproduzidos no Brasil pela revista Piauí. Vive com a família no Sul da França desde 1991.


Robert Darnton
Robert Darnton (1939, Nova York) é historiador, formado em Harvard, Estados Unidos, e com doutorado em história na universidade inglesa de Oxford. Especialista em história da França do século XVIII, seus estudos estão voltados para o IluminismoeaRevolução Francesa. No Brasil, tem publicados os seguintes livros: O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa, Boemia literária e revolução, O beijo de Lamourette, Edição e sedição, O Iluminismo como negócio e Os dentes falsos de George Washington. A obra Best-sellers proibidos da França pré-revolucionária ganhou, em 1995, o prêmio National Book Critics Circle na categoria de crítica. Em 2007, Darnton assumiu a direção da Biblioteca da Universidade Harvard. Abraçou a missão de digitalizar e tornar acessível gratuitamente pela internet o conjunto da produção intelectual da universidade norte-americana. Seu último trabalho é The Case for Books: Past, Present and Future, de 2009.


Ronaldo Correia de Brito
Não é a primeira vez de Ronaldo Correia de Brito (1950, Saboeiro, Brasil) na Flip. O autor, que esteve na Festa em 2006, constrói sua obra a partir do cruzamento do imaginário sertanejo e da cultura popular nordestina com a modernidade. Foi nesse contexto que desenvolveu seu último romance, Galileia, título vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009. Médico de formação, o cearense já publicou As noites e os dias (1996), Faca (2003), Pavão misterioso (2004) e Livro dos homens (2005). Por Pavão misterioso, escrito com Assis Lima, ganhou o Prêmio Zilka Salaberry 2007 de teatro infantil.


Salman Rushdie
Pela segunda vez o escritor indiano/britânico Salman Rushdie (1947, Mumbai, Índia) marca presença na Flip. De família muçulmana liberal e abastada, aos 13 anos foi estudar na Inglaterra e lá permaneceu, tendo se tornado súdito britânico. Em 1968, formou-se em história no King's College, em Cambridge. Depois de uma breve carreira como ator, passou a dedicar-se à literatura em 1971. Seu romance Os filhos da meia-noite ganhou o prestigioso Booker Prize (1981), o Booker of Bookers (1993) e o Best of the Booker (2008). Já Os versos satânicos (1988) valeu-lhe o Whitbread Prize e uma sentença de morte, promulgada pelo aiatolá Khomeini. Neste ano, Rushdie fala sobre seu novo romance, Luka e o fogo da vida. O livro é uma continuação de Haroun e o mar de histórias (1990), em que o irmão de Haroun se junta à missão de devolver ao pai, um contador de histórias, o dom de narrar.


Terry Eagleton
O crítico cultural Terry Eagleton (1943, Salford, Inglaterra) transita entre a crítica e a criação literária e já publicou mais de uma dezena de livros e inúmeras resenhas e artigos. Sua obra de maior destaque é Teoria da literatura: uma introdução, que traça a história do estudo de textos contemporâneos, desde os românticos do século XIX até os autores pós-modernos. Em seu último trabalho, Reason, faith, and revolution: reflections on the God debate, Eagleton reúne uma série de aulas ministradas na Universidade de Yale, em 2008. Neste livro, o crítico britânico põe em xeque o racionalismo defendido pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins e pelo jornalista Christopher Hitchens e propõe uma reflexão de cunho materialista acerca dos conceitos de razão, fé e revolução.


Wendy Guerra
Correspondência vigiada, fotos nuas, prêmio aos 17 anos e diários. Tudo isso faz parte do universo de Wendy Guerra (1970, Havana, Cuba). A escritora não apenas vai lançar no Brasil Nunca fui primeira-dama, como virá pessoalmente ao país falar sobre sua vida e obra na Flip. A troca de correspondências com seu editor brasileiro fez com que ela fosse chamada pelo governo de Cuba para prestar esclarecimentos. Formada em Cinema, Wendy já posou nua para fotos mais de uma vez – sempre alegando que se despiu pela arte e não pelo dinheiro. Em 2006, recebeu o prêmio Bruguera por seu primeiro romance, Todos se van (escrito a partir dos seus diários). Publicou três livros de poesia: Platea a oscuras (pelo qual ganhou seu primeiro prêmio, da Universidade de Havana), Cabeza rapada e Ropa interior. É colaboradora de diversas publicações, como o jornal espanhol El Mundo e a revista Encuentro. Toda sua obra, apesar de publicada em oito países, permanece inédita em Cuba.


William Boyd
Multifacetado, William Boyd (1952, Acra, Gana) já foi crítico de televisão, professor de literatura inglesa na Universidade de Oxford e escreveu diversos roteiros de cinema, entre eles o do filme A trincheira, de 1999, do qual também foi diretor. Foram seus livros, entretanto, que lhe renderam reconhecimento. Seu primeiro romance, A good man in Africa (1981), lhe garantiu dois prêmios, o Whitbread e o Somerset Maugham. Em 1983, Boyd tornou-se membro da Royal Society of Literature. Ao todo, o escritor já publicou dez romances, três coletâneas de contos e uma coletânea de textos de não-ficção. Seu mais recente romance, Ordinary thunderstorms, publicado no final de 2009, narra a experiência de um jovem que, sem explicação, perde tudo o que outrora definia sua identidade.


William Kennedy
Jogadores, políticos, gângsteres e jornalistas, quase todos de origem irlandesa, se misturam e às vezes se confundem na obra do escritor William Kennedy (1928, Albany, Estados Unidos). Eles estão em O grande jogo de Billy Phelan, de 1978, relançado no Brasil neste ano. E, de alguma forma, estão em Kennedy, escritor de ascendência irlandesa admirador de jogos que já cobriu os métodos de gângster dos políticos quando trabalhava como jornalista investigativo do jornal de sua cidade natal, Times Union. Autor de mais de dez romances, Kennedy também escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club (1984), de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. Tem publicado no Brasil os seguintes títulos: O livro de Daniel Quinn, Ossos antigos e O ramalhete em chamas. Ironweed (1983) está no prelo e Velhos esqueletos, uma reedição de Ossos antigos, será lançada na primeira semana de agosto.

Fonte: PublishNews

Flipinha e FlipZona já começam a agitar Paraty

Alunos já estão lendo os livros dos autores; foram confirmados Ziraldo, Roger Mello, Eva Furnari, Luiz Zerbini e outros  

 Desde fevereiro a criançada de Paraty tem lido os livros dos autores que estarão na cidade em agosto para a Flipinha. A ideia é, de acordo com Cristina Maseda, coordenadora geral da programação infantil e juvenil, transformar Paraty em uma cidade de leitores e não apenas na cidade da Flip. É por isso que o trabalho começa cedo... Eles leem, discutem, fazem trabalhos sobre as obras e depois têm a oportunidade de encontrar com os autores, fazer perguntas, ouvir histórias, pedir um autógrafo.
 Na programação deste ano estão 20 escritores e ilustradores entre os quais Ziraldo, Eva Furnari, Roger Mello, Lalau, Laurabeatriz, Gabriella Hetzel e muitos outros. Luis Perequê, músico paratiense, senta à mesa como autor e apresenta seu primeiro livro. Perequê, aliás, fez uma música para a Flipinha e pela primeira vez a festa terá uma trilha sonora.

 A programação para os adolescentes, que pelo segundo ano têm um espaço especial com a FlipZona, também está interessante. Pedro Luis, Luiz Zerbini e Adriana Falcão são alguns dos convidados.

FLIPINHA
Ciranda dos Autores

Quarta-feira, 4/8

9h30 às 10h30
Imagens e palavras
Marcelo Xavier
Michelle Iacocca

13h30 às 14h30
Parlendas, textos e imagem
Sandra Pina
Anielizabeth

15h às 16h
A ecologia na Literatura Infantil e Juvenil
Lalau
Laurabeatriz

Quinta-feira, 5/8

8h30 às 9h30
A literatura infantil e juvenil e a TV
João Alegria
Adriana Falcão

10h às 11h
Navegando pela poesia e desenhos
Gláucia de Souza
Maurício Negro

13h30 às 14h30
A poesia das palavras
Ieda de Oliveira
Stella Maris Rezende

15h30 às 16h30
A multiplicidade dos temas
Edson Gabriel Garcia
Regina Drummond


Sexta-feira, 6/8

9h às 10h
Quando imagem e texto contam a historia
Eva Furnari
Roger Mello

10h30 às 11h30
Algo a mais para os pré adolescentes
Márcia Kupstas
Toni Brandão

Sábado, 7/8

14h30 às 15h30
A delicadeza das palavras
Alina Perlman
Graziella Hetzel

16h30 às 17h30
Roger Mello Entrevista Ziraldo

18h
Mesão dos autores
Alina Perlman
Anielizabeth
Edson Gabriel Garcia
Eva Furnari
Gláucia de Souza
Graziella Hetzel
Ieda Oliveira
Lalau
Laurabeatriz
Luis Perequê
Marcelo Xavier
Marcia Kupstas
Mauricio Negro
Michelle Iacocca
Sandra Pina
Stella Maris Rezende
Regina Drummond
Roger Mello
Toni Brandão
Zé Zuca
Ziraldo

19h
Apresentação musical
Luís Perequê

Domingo, 8/8

14h às 15h30
Letras e sons
Zé Zuca
Luis Perequê


FLIPZONA

Quarta-feira, 4/8

8h30 às 10h
O amor, os jovens e a literatura
Marcia Kupstas
Anna Cláudia Ramos

Quinta-feira, 5/8

8h30 às 10h
A literatura e o cinema
Toni Brandão
Verônica Lessa

18h às 20h
Pedro Luis e as palavras
Pedro Luis
Fernando de Oliveira Souza
Verônica Lessa

Sexta-feira, 6/8

8h30 às 10h
As histórias, a mídia e os jovens
João Alegria
Adriana Falcão
Bia Hetzel

10h30 às 11h30
Alice e o mundo das imagens
Luiz Zerbini
Marcos Maffei
Indalécia

15h30 às 17h
Carbono neutro, literatura e imagens
Lalau
Laurabetriz

18h às 20h
O processo criativo no graphic novel Homem Gravidade Zero
Leo Slezynger
Filippo Croso
Kriss Zullo
Pedro Correa do Lago

Sábado, 7/8

17h às 18h
Filhas de peixe, peixinho são...
Tamara, Laura e Marina Klink contam suas viagens pelo mundo


Fonte: PublishNews

Atlas Shrugged: Adaptação de clássico de Ayn Rand ao cinema vai sair à força

Dono dos direitos cansou de esperar e financia produção mesmo sem estrelas no elenco

Capa Original do livro

 Há anos Hollywood tenta tirar do papel Atlas Shrugged (Atlas resignado), filme baseado no romance homônimo da escritora e filósofa russa Ayn Rand (1905-1982), publicado em 1957 e que no Brasil ganhou o título Quem é John Galt?. Angelina Jolie estava envolvida no projeto com o diretor Vadim Perelman, mas desde 2008 não havia notícias.

 Segundo o Deadline, John Aglialoro, o empresário que há 17 anos pagou US$ 1 milhão pelos direitos do livro, cansou de esperar. Aglialoro avisa que financiará o começo das filmagens, em Los Angeles, no dia 11 de janeiro, mesmo que não tenha estrela nenhuma no elenco. A direção ficará nas mãos do novato Stephen Polk, que dirigiu o filme indie Baggage em 2008.

 A ideia de Aglialoro é dividir o romance de 1.100 páginas em quatro filmes. Quem é John Galt? trata de maneira filosófica de questões cruciais do século 20, como iniciativa individual e intervencionismo estatal. Dagny Taggart, heroína do livro, é uma poderosa executiva de ferrovias que tenta manter seu negócio enquanto o mundo à volta desmorona. John Galt é outro dos empreendedores, que acredita piamente no livre mercado como meio de vida.

 Aglialoro coassina o roteiro com Brian O'Tool. O produtor ainda sonda atrizes conhecidas para viver Dagny - o blog diz que ele conversa com os representantes de Charlize Theron e Maggie Gyllenhaal - mas a pressa para filmar pode forçar mesmo o filme a seguir com uma protagonista de menos expressão. "Todo mundo pergunta como a gente pode filmar sem astros... Nós vamos filmar por que é um bom filme com ótimos personagens. Já estamos em pré-produção há meses", disse Polk.

 Vamos ver se os envolvidos honram as ideias de Ayn Rand e abraçam o risco da iniciativa individual. Para saber mais sobre o livro acesse aqui ou aqui (em inglês) ou sobre a escritora russa clique aqui (em português).

quarta-feira, maio 26, 2010

Meu amor secreto

Calma, é apenas um texto que escrevi, que a minha Professora (Cláudia) do cursinho me pediu, com as seguintes caracteristicas:

Romantismo mas com Irônia
E utilizando o "Por que" e o "Por quê"

Obs.: Eu tive como base a música do "Ari Toledo - Linda Meu Bem", veja o video no youtube.

Eu escrevi, gostei do que li, e resolvi postar aqui.


Meu amor secreto

Meu amor secreto,
você não sabe mas meu coração está aberto,
porém, tenho medo de assumir esse amor
pois acho que lhe falta algum bom odor
Eu rezo todos os dias
para que você me olhe um dia
mesmo seus olhos sendo muito grandes
mas tu sabes que nem por isso você deixa de ser importante
Eu gosto de ver você sempre sorridente
mesmo que esteja lhe faltando alguns dentes
Por que a vida é assim?
A gente parece morrer antes do fim
Meu amor secreto,
Eu sei que todos saem quando você está por perto,
mas não ligue, não fique assim e confie em mim
você quer saber o por quê?
Porque eu amo você.


Bom, é isso, espero que tenham curtido tanto quanto eu.  =)
Obs.: Amanhã, talvez, eu publicarei aqui um outro texto que estou desenvolvendo esta noite, utilizando mais Figuras de Linguagens do que este acima, vou entregar pra corrigir amanhã, posto aqui o resultado. ^^

terça-feira, maio 25, 2010

Lost Acabou!

Enfim, depois de seis anos a série acaba... fiquei chocado, não tenho palavras para descrever o que sinto, porém, vendo o que outras pessoas sentiram e se manifestando pela internet, acabei por esbarrar nesse video abaixo, que faço minha as palavras do rapaz que está no video, vejam:



Não pensei que iria editar este post, porém, o mesmo rapaz do primeiro vídeo, faz um segundo, dessa vez, sem lágrimas e sim mais racional, vejam:


Para quem tiver intersse em saber mais sobre o trabalho desse rapaz, clique aqui..

Sem comentários... mas e ai? O Que acharama do final de LOST?

The Switch: Prelúdio de Jackie Brown está sendo adaptado

Romance de Elmore Leonard apresenta os personagens Louis e Ordell



 Jackie Brown, filme que Quentin Tarantino dirigiu em 1997, foi inspirado no romance Ponche de Rum, de Elmore Leonard. O escritor, porém, havia criado dois dos personagens do livro, Louis e Ordell, 14 anos antes, em The Switch.


 Agora, os criminosos vividos por Robert De Niro e Samuel L. Jackson no filme de Tarantino devem voltar ao cinema. O roteirista Daniel Schechter e o produtor Michael Siegel, que já adaptou Elmore Leonard antes em O Nome do Jogo, estão trabalhando na adaptação de The Switch.

 O filme busca atualmente um diretor e dois atores para as versões jovens de Louis e Ordell. A ideia é começar a filmar no meio do ano que vem.



 Na trama, Ordell Robbie e Louis Gara se conhecem na prisão. Nas ruas, juntam-se para um plano ambicioso: sequestrar a esposa de um milionário de Detroit. O que eles não esperavam é que o sujeito não tivesse qualquer intenção de pagar resgate pela mulher, que ele não quer de volta...

Quentin Tarantino, que cita The Switch como uma das maiores influências de sua carreira (ele foi pego roubando um exemplar aos 14 anos de idade de um mercadinho), não está envolvido.

segunda-feira, maio 24, 2010

Revista Fantástica

 Nos últimos dias, a primeira edição da Revista Fatástica voltada exclusivamente para Literatura Fantástica Nacional foi lançada e a grande motivação da FANTÁSTICA é criar um meio forte que consiga unir todos os públicos deste gênero, que ainda nos parecem um pouco dispersos.

 A FANTÁSTICA é feita por autores e idealizada para todos os apreciadores deste gênero, tão adorado por tantos. Todos os envolvidos de alguma forma na ficção nacional, sejam leitores ou autores, terão seu espaço dentro da revista, que é GRATUITA, e está aí justamente para dar o suporte a todos que estiverem na batalha e acreditam em seu talento.

Capa Oficial da Primeira Edição da Revista

Conteúdo desta edição:

- FALANDO NO ASSUNTO: escritores expõem suas opiniões sobre a falta de autores brasileiros na lista de livros de ficção mais vendidos.

- RESENHANDO: Resenhas de Os Guardiões do Tempo, obrade Nelson Magrini, e Bento, livro de André Vianco.

- TROCA-TROCA: Felipe Pierantoni, autor de O Diário Rubro, e Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, resenham cada um a obra do outro.

- MATÉRIA DE CAPA: Cobrimos tudo sobre O Senhor das Sombras, a aguardada sequência da saga Legado Goldshine, de Leandro Reis.

- REPÓRTER MIRIM: Questionamos o jovem escritor e leitor Hugo Fox: Por que a saga Crepúsculo deu tão certo?

- E SE FOSSE FILME?: Como seria se o livro Filhos de Galagah, de Leandro Reis, se tornasse uma mega-produção cinematográfica?

- EM FOCO: Cobrimos o lançamento de No Mundo dos Cavaleiros e Dragões, o Concurso de Mini-contos Estronho, e falamos de vampiros.

- LIDO & ENTREVISTADO: Entrevista com Victor Maduro, autor de Além da Terra do Gelo: A Jornada de Elohim

- NOVIDADES: Conheça O Desejo de Lilith (Ademir Pascale), Ethernyt - Sob o Domínio das Sombras (Márson Alquati) e Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi (Rafael Lima)

- TRÍADE DOS IMORTAIS: O trio Celly Borges, Nana B. Poetisa e Nelson Magrini disserta sobre os principais expoentes do terror nacional.

- CONEXÃO SKOOB: O que há de mais interessante na melhor rede social para aficcionados por livros.

- CONEXÃO CT: Criando Testrálios, um dos mais famosos blogs sobre fantasia, aborda as principais influências dos escritores brasileiros.

- CONEXÃO PSYCHOBOOKS: Com um texto alegre e descontraído, a divertida equipe Psychobooks se apresenta e traz o melhor de suas promoções.

- CORREIO FANTÁSTICA: Respondemos os e-mails e mensagens de nossos leitores

- ÚLTIMA PÁGINA: O escritor Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, discorre sobre sete dicas para se aprimorar a escrita.
 
 
 Os Envolvidos neste projeto são os autores: Luiz Ehlers (Divindade das Chamas Gêmeas), Dhyan Shanasa (O Livro de Tunes); Felipe Pierantoni (O Diário Rubro); Vincent Law (O Mundo de Avalon) e Leandro Schulai ( O Vale dos Anjos). Todos têm se empenhado bastante de modo a garantir uma revista com qualidade e profissionalismo.
 
 Eu ainda não li a revista inteira, porém, já quero deixar meus parabéns aos envolvidos por este magnífico presente, a qualidade da revista é ótima e desejo que tenha muito tempo de vida, o mercado nacional estava realmente precisando de algo do gênero.
 
 Se você se interessou, para ler a primeira edição, clique aqui, e leia na íntegra.

domingo, maio 23, 2010

Editor de si mesmo

Novas formas de publicar um livro passam o controle para o autor


PUBLICADO
O hobby de Bernardo Salcedo virou livro e vendeu centenas de exemplares


 Este artigo foi retirado do site da Isto é, para ler diretamente lá, clique aqui, ou prossiga abaixo:


Para um autor desconhecido, publicar um livro é uma epopeia. São dezenas de tentativas perdidas em meio a uma pilha de originais, disputando espaço com outros iniciantes até, finalmente, ser lido por alguma editora. Uma vez aceito, começa um longo processo, que passa por uma detalhada negociação contratual, revisão, escolha da tipografia e design da capa, entre outras etapas. Mas os autores nem costumam reclamar, pois o funil editorial, a maior prova, já foi ultrapassado. Só que outras formas de se publicar um livro estão surgindo nesse mercado. Cada vez mais, autores lançam mão da publicação independente, onde podem controlar desde a capa e o formato do livro até quanto querem ganhar por exemplar.

A publicação independente é uma onda que não para de crescer nos principais mercados editoriais. Nos Estados Unidos, foram publicados 764.448 títulos dessa forma no ano passado, um crescimento de 181% em relação ao ano anterior. Nas editoras tradicionais, foram 288.355 títulos publicados. No Brasil, a tendência está em franca expansão e com muito espaço para crescer. Apenas 0,87% dos livros no País são vendidos pela internet, de acordo com dados de 2008 da Câmara Brasileira do Livro. E as redes sociais e vendas online são, junto com o boca a boca dos autores, o principal canal de divulgação e distribuição dos livros autopublicados.

Essa foi a alternativa utilizada pelo consultor de marketing Bernardo Salcedo, 36 anos. No ano passado, ele lançou um blog com crônicas sobre os amigos. A receptividade foi tão grande, que resolveu publicá-los. “Procurei várias editoras, que não se interessaram”, diz. Acabou publicando “Doze Homens e Nenhum Segredo” pela Ag.Book, que pedia apenas o arquivo pronto, com o livro diagramado. O autor não tem custos e cada livro é impresso apenas quando a compra é efetivada. “A principal vantagem é a liberdade de fazer do jeito que eu quero. Vendi algumas centenas, sem nenhum evento de lançamento, só pelos contatos em redes sociais e pelo próprio blog”, afirma.



Desde 2009, a AgBook cadastrou 800 escritores, publicou 2 mil títulos e vendeu 7 mil livros, de acordo com Rodrigo Abreu, vice presidente internacional da AlphaGraphics, que controla a AgBook. “Somos uma alternativa para autores que querem relançar obras ou edições que não justificam a impressão de grandes quantidades, ou segmentos que necessitam de atualização rápida de conteúdo, como tecnologia, direito e medicina”, afirma Abreu. Há outros modelos para autores mais ambiciosos, como o da editora All Print, que também distribui as obras. “O autor manda o livro para nós e fazemos a produção, com revisão ortográfica, diagramação, capa e registro”, diz a diretora Luciane de Araújo. Um sem-fim de chances para que cada livro encontre seu leitor.

sábado, maio 22, 2010

Até onde vai sua cultura?

 Bom, achei a imagem abaixo em uma comunidade no orkut, pesquisando o titulo deste tópico no site de relacionamento citado anteriormente, vi que há diversas comunidades que postaram com o mesmo intuito, saber até onde vai a cultura da pessoa, vejamos, olhe a imagem abaixo atentamente e veja qual ou quais personalidades famosas de época ou atual, você consegue encontrar.

Veja:

Para melhor vizualição e localização, clique sobre a imagem para amplia-la

Eu localizei algumas, não reconheci muitas porém suas vestes me fez lembrar a origem/época mas não os nomes destes indivíduos, mas e você? conseguiu localizar quantos e quais?

Obs.: Em breve (não sei ao certo quando) faço uma lista numerada e com um circulo nas personalidades que reconheci para desvendar este mistério, fiquei curioso com alguns que estão - estranhamente - ali.

sexta-feira, maio 21, 2010

A Política de um bom escritor

 Eu estava passando em uma das comunidades em que frequento no orkut, e vi um post indicando um blog que falava sobre o assunto, achei super interessante pra quem pretende ser um escritor ou é um escritor iniciante, é como se fosse "dez coisas que você deve ou não fazer" que contém dicas valiosas, escritor por Adriano Siqueira  que é escritor e escreve desde a década de 90, então, de uma lida e veja por si só.

A Política de um bom escritor
por Adriano Siqueira

1 - Participe de todas as formas de comunicação possíveis!
 Um escritor tem que ser fácil de achar. Nunca se sabe quando a mídia vai te procurar, mas quando faz, você deve estar disponível na comunicação.

 Então tenha blogs, sites, e-mails, participe de grupos de comunicação interativa, e disponibilize os seus contatos para cada e-mail que mandar. Deixe claro que é fácil de se localizar.


2 - Participe dos eventos.
Você já percebeu alguns dos seus amigos comentarem que um certo escritor nunca apareceu?

 Pois é. Um escritor deve participar de eventos, bate-papos, encontros e, se possível, até em eventos que não sejam relacionados diretamente com a literatura, mas que tenha um apoio cultural como mostra de curtas, encontros no cinema, teatro, etc.

 Os relacionamentos são sempre bem-vindos. É importante dar atenção e falar. Se alguma pessoa não te conhece, não seja rude e nem faça ironias gritando para todos - Esse cara não me conhece!

Seja gentil com todos. É educado e sempre fará com que a pessoa tenha uma boa imagem sobre você.

 Fazer uma boa amizade é que é realmente importante. Troque e-mails, faça um cartão de visitas com todos os seus dados e deixe com as pessoas que querem te conhecer melhor. Nunca dê uma de afobado mostrando a sua obra, falando dos seus projetos e livros. Tudo é apenas um evento e, para se conhecerem, comente rapidamente apenas sobre os seus planos e depois continue o assunto por e-mail.

3 - Saiba a diferença entre Interessado e interesseiros.
 Se você é o tipo de pessoa que sorri para um editor e logo já diz: "- Prazer meu nome é tal, sou escritor e tenho um projeto aqui que você precisa ver agora", é bem provável que ele olhe para você e diga: "- Não pode ser para depois? Eu estou ocupado e cansado, pois este evento foi complicado de fazer."

Certamente você, além de interesseiro, ainda se passou por chato.

O certo a fazer é respeitar o momento. Assistir o evento com calma. Você está lá para conhecimento, para saber mais sobre o que tentam passar.

Principalmente se é um evento sobre um livro. Seja interessado. Escute com atenção e se achar um erro pode até falar discretamente depois, como uma forma de opinião. Lembre-se que você está lá como público e não como escritor. Mas não esqueça que a sua divulgação pode vir de uma forma simples, como presentear os Organizadores daquele evento com um livro seu. É uma forma de mostrar o seu trabalho sem atrapalhar ninguém.

4 - Meu nome no Google.
 Muitos escritores querem aparecem no Google. Ferramenta de procura da internet. Se você é um frequentador do Orkut e escreve mais de mil mensagens por mês, esqueça. Nada que você escreve no Orkut vai aparecer no Google. Por isso, crie um blog. Não custa nada e seu nome vai aparecer. Existem vários blog's diferentes. Wordpress, Blogspot entre outros. O cadastro é simples e é fácil de inserir notícias e textos. Com as ferramentas destes dispositivos você pode colocar numerador, ter seguidores, indicar outros sites que gosta ou participa.

 É importante entender que não é só por ser um escritor que você deve apenas colocar nos seus links dos amigos escritores. Lembre-se que a possibilidade de um escritor trocar link com o seu blog é difícil. Principalmente se ele nunca leu nada sobre você. A não ser que você seja muito conhecido. Lembre-se que quem te lê quer saber mais sobre o que está acontecendo no mundo literário. Coloque links dos divulgadores desta área. Links que falem da literatura e não se esqueça de indicar quem te indica. Pois é bom para as pessoas conhecerem os trabalhos de quem te indica e assim o seu visitante tem uma ideia de como são as pessoas que te seguem, que te indicam e também é uma forma de ter mais amigos e se divulgar.

Lembre-se que quem tem mais indicação em outros blogs, são os que mais aparecem nos sites de procura.


5 - Quero divulgar meu livro.
 Não espere que fazer um blog apenas para colocar notícias só sobre seu livro trará visitas. Mostrar assuntos variados sobre um tema ou falar do que acontece no meio literário ajuda muito. Não só na procura de informações como também na divulgação do seu blog, da sua ferramenta de informação. Mostrar os lançamentos que acontecem e os eventos que vai participar é uma forma de você mostrar que é ligado ao setor literário e é um escritor sempre informado. Não seja limitado mostrando apenas sobre seu livro. Isso só vai fazer com que os visitantes apareçam de vez em quando.

 Torne-se um comentarista. Uma pessoa que indica livros e bons programas de TV, comente sobre um filme, coloque um trailer. Fale de um autor que gosta ou que vai ler o livro de um escritor nacional e diga um pouco sobre a obra. Mostre que você tem personalidade.


6 - Criticar pode ser negativo.
 Não tenha o hábito de criticar demais, dizer que o seu livro é melhor do que todos que ja escreveram sobre aquele assunto, ou que aquele certo autor não sabe nada e que você vai provar isso na sua obra. Pelo contrário. Indique os livros que falam sobre o assunto que está escrevendo para que seu público saiba mais sobre o assunto.


7 - Pesquisar muito.
 Conheça tudo que acontece no campo literário. Assista programas específicos sobre o assunto, leia os debates que estão nos grupos. Conheça as pessoas que fazem os sites de divulgação.

 Mantenha sempre contato. Cadastre-se nos boletins dos portais referente à literatura. Veja se tem algum novo meio literário da internet como Fanzines, Revistas, e-books, etc. Veja como colocar um anúncio do seu livro neles. Mostre seu trabalho para os que podem divulgar mais ainda a sua obra.

 Presenteie alguns sites ou blogs para sortear o seu livro ou mesmo para divulgá-lo.

 Mantenha a sua obra sempre comentada. É importante para o autor mostrar que a sua obra está nos melhores sites de divulgação e de pesquisas sobre literatura e os divulgadores vão ajudá-lo, pois você vai se mostrar uma boa pessoa que reconhece o trabalho dos divulgadores e sabe que eles merecem e têm uma obra sua como agradecimento por todo o trabalho que eles têm. Todo mundo sabe que certos sites pagam para ficar no ar. O reconhecimento por este trabalho deve ser muito bem respeitado e o escritor depende deste meio para aparecer. Por isso é importante que o escritor agradeça o apoio de forma justa e correta ou o escritor pode ficar com fama de mesquinho e isso influencia muito entre os divulgadores.


 8 - Tenha sempre em mãos nos seus arquivos a capa em alta resolução e o release da sua obra.
 Nem sempre os meios de comunicação procuram diretamente a editora sobre os livros e podem ir diretamente ao escritor, principalmente se ele se destaca mais que a editora. Por isso tenha sempre tudo sobre o seu livro para que, rapidamente, você passe tudo sem demora. Quando houver oportunidade, procure os e-mails dos grandes divulgadores de livros e envie seu release com seus dados e a capa do seu livro. As vezes você não aparece nestes sites por não terem dados sobre a sua obra.


9 - Configure o seu e-mail para que em todas as suas respostas tenham o endereço do seu site, blog, twitter, facebok, etc. Assim o pessoal pode saber mais sobre o seu trabalho sem ficar perguntando se você tem site ou Blog ou twitter.


10 - As vantagens de um e-book.
 Quando você acha que tudo que escreve pode e deve ser guardado para uma futura publicação, lembre-se que o seu público merece ter em mãos uma obra sua como presente. Um e-book pode não só deixar o público mais perto das suas atividades como também pode se divulgar para os que ainda não conhecem tudo o que faz. Em um e-book você pode colocar uma relação de todas as suas obras, todos os seus sites, links de matérias e contar mais sobre você. Depedendo do formato em que o seu e-book vai estar, a obra entra nos sites de procura.

quinta-feira, maio 20, 2010

Coleção Goosebumps Horrorland ganha mais um livro!

 Foi publicado no dia 13 de maio, no blog da Editora Fundamento, que o novo livro da coleção "Goosebumps Horrorland" vai ganhar mais um livro, o segundo publicado pela editora, chamado "Rastejando das Profundezas", claro, em português, o lançamento dele será até o inicio de junho, e a editora promete lançar o livro 3 (Sangue de Monstro para o café da manhã!) e o 4 (O Grito da Máscara Assombrada) no segundo semestre deste ano ainda.


Capa do Segundo Livro: Rastejando das Profundezas

 Sobre o livro:
 Em Rastejando das profundezas, os irmãos Billy e Sheena vão navegar no barco do tio George, mais conhecido como dr. Deep, em busca de um antigo navio pirata afundado. Só que esse passeio fica ainda mais radical (e aterrorizante) quando eles encontram não apenas o navio, mas o fantasma do pirata maligno que ronda pela embarcação, protegendo um tesouro…


 Depois de tantos perigos, Billy e Sheena ganham um convite para visitar o Parque do Terror, cheio de brinquedos e atrações de arrepiar. Eles estão superdispostos a relaxar e se divertir – o problema é que os sustos parecem verdadeiros demais para serem apenas inocentes brincadeiras. Será que os dois se meteram em uma confusão ainda pior, sem a menor chance de escapar?

 O livro ainda traz os Arquivos do Medo, páginas especiais com pistas para serem usadas no site da coleção (http://www.enterhorrorland.com/ – em inglês). Você vai desvendar mistérios sobre o Parque do Terror e aproveitar os vários jogos disponiveis.

 Sobre a Série:
 Série de livros de terror ficção para crianças de autoria de R.L. Stine. Sessenta e dois livros foram publicados sob o título de Goosebumps de 1992 a 1997. Muitos dos títulos foram levados à vida e se tornaram filmes; a série também inspirou uma série de televisão que durou de 1995 a 1998. Goosebumps: A Máscara Assombrada rendeu dois vídeos. Alguns o consideram o Harry Potter do início da década de 1990.
 
Para mais informações sobre a série, acesse aqui,ou se tiver interesse para saber quais os titulos e sobre o que são os 62 livros lançados, acesse aqui.
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