domingo, janeiro 17, 2010
Teoria: A Terra está parando
Como todos sabem, a cada dia que passa surgem dezenas de teorias espalhadas por aí, hoje é a vez da teoria "A Terra está parando", não entendo muito do assunto, mas um geofísico chamado Joseph Jankowski que declarou, no Alaska, que a rotação do planeta está desacelerando rapidamente, e que ela vai parar daqui a três anos. Verdade ou mito? Mas, verdade seja dita, dá um bom conto esta teoria (ou estudo?)!
Confiram a reportagem completa neste link:
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/poptrash/306568.html
Vou colar e copiar a reportagem aqui caso ela venha a desaparecer do site, segue:
A cada dia que passa, alguém descobre mais uma evidência de que o mundo vai acabar. Dessa vez foi o geofísico Joseph Jankowski, que declarou, no Alaska, que a rotação do planeta está desacelerando rapidamente, e que ela vai parar daqui a três anos.
Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita fome.
“É de longe o maior problema imediato da humanidade”, disse o pesquisador.
Os cientistas desconfiam há tempos que a rotação da Terra está ficando mais lenta. Estima-se que há três bilhões de anos, o dia durava 13 horas. Hoje, uma rotação completa em seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4, 091 segundos.
As teorias mais antigas apontavam que os dias estavam ficando apenas 0,002 segundos mais longos a cada século. Mas agora, sistemas de medição mais sofisticados mostram um cenário muito mais dramático.
“No verão de 2011, um dia vai durar 38,6 horas”, disse Jankowski. Segundo seus cálculos, o mundo vai parar no dia 16 de Janeiro de 2013. Isso é, se não tiver acabado dia 21 de Dezembro de 2012, como preveem profecias e filmes ruins.
Com o fim da rotação, teremos um dia permanente num lado do planeta, e uma noite eterna no outro. “Os azarados que acabarem no lado escuro da Terra estarão num mundo cinzento e gelado. Todas as plantas morrerão em semanas, e a fome será inigualável”.
Mas quem acabar no lado ensolarado também não terá sorte. As placas continentais vão se mexer, e terremotos e tsunamis de proporções catastróficas matarão bilhões. O ciclo de vida de animais e plantas também será totalmente afetado pelo dia incessante, criando uma bola de neve de descontrole do ecosistema.
A maioria dos cientistas diz que não há motivos para pânico até que o fenômeno seja estudado com profundidade, mas Jankowski avisa: os governos deviam começar a pensar em como reagir diante dessa catástrofe inevitável o quanto antes.
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Até mais!
Dica da Semana: "Ponte para Terabítia"
Ponte para Terabítia conta a história de Jesse Aarons, um garoto do interior dos Estados Unidos muito tímido e solitário, rejeitado pelo pai e o único garoto de uma família pobre de cinco filhos. May Belle, sua segunda irmã mais nova, parece ser a única pessoa que gosta dele.
Acabaram-se os Spoilers!!! Pode ler a partir daqui...
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Resenha: Formaturas Infernais (Autoras Diversas)
Como o livro são de cinco escritoras diferentes e cada um contribuiu com um conto, então, acho melhor falar um pouco de cada um deles separadamente, segue:
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Este conto fala sobre A Filha da Exterminadora (como o prório título já diz) onde ela tem a árdua tarefa de exterminar vampiros e outros espiritos do mal. Já era de se esperar que o estilo de escrita (em primeira pessoa, alternando entre dois personagens), acontecimentos decorrenters e alguns outros pequenos detalhes aparecessem neste conto.
O que não gostei muito foi do final, durante o texto, achava estranho e queria ver se iria aparecer tudo o que o conto estava se propondo a fazer, mas me decepcionei. A tal formatura não tinha nada de infernal, eu confesso que esperava mais dessa escritora.
Conto inspirado em "A Pata do Macaco" por W.W.Jacbos (que por sinal é um bom conto, quem se interessar em ler, tem uma cópia dele no meu Blog: http://tocasombria.blogspot.com/ ) que foi publicado no ano de 1902, como a prória autora faz menção a ele em uma página antes do texto. O Conto dela conta a história de um buquê almadiçoado e que uma garota o consegue. Apesar da idéia passar um pouco batida (quem leu sabe do que to falando), o conto consegue nos prender do inicio ao fim (apesar das falas idênticas ao conto original). No entanto seu final, foi indolor, ou seja, quando vimos já acabou, poderia ter sido melhor.
Escrito em primeira pessoa, através apenas de uma personagem. Sem sombras de dúvidas, este é um dos melhores contos do livro, como já de se esperar, pois o próprio titulo diz, fala sobre "A Morte" como uma personagem importante do livro. Gostei bastante, me mostrou um lado da morte que até então nunca tinha lido algo parecido. Mas não sei o que acontece com os contos até agora, todos os seus finais são indolores, poderiam ter escrito mais algumas páginas e nos contar um final decente ao invés de deixar a idéia apenas como um tira-gosto.
Bom, acho que de longe é o conto mais inapropriado para este livro, acho que a autora não entendeu quando recebeu o convite para participar deste livro intitulado "FORMATURAS INFERNAIS", de infernal não tem nada. Este conto fala sobre uma garota com super poderes que ainda mal compreende mas que já anda por aí salvando vidas, e neste conto ela tenta salvar uma menina, que aparentemente tem um dom. Enfim, não curti, queria algo mais pesado, algo infernal. Mas...
Meyer me surpreendeu com este conto. Narrativa em terceira pessoa (completamente diferente de crepúsculo e afins), e claro, foi o que mais se aproximou do tema do livro: Formaturas Infernais, o conto se passa o tempo inteiro numa formatura e que fala da presença de um "diabo" na festa que atormenta (de leve apenas) a vida da garotada e que no fim acaba se apaixonando por um meio-anjo, mesmo a contra gosto. Um bom conto, só acho que poderia ter pego um pouco mais pesado, acho que ninguém se importaria.
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No geral, o livro não é o que DEVERIA ser, são apenas histórias leves, fracas e que não metem medo algum (ou a proposta era dormir durante os contos?), então, se tem medo e tinha dúvidas em comprar, sinta-se a vontade, mas se você espera algo realmente assustador e que faça você perder o sono, você não vai gostar, CERTEZA! O Livro é bom para escritores iniciantes, pois nele você encontra diversas narrativas na qual você pode treinar depois com uma história de autoria sua.
Abraços, até a próxima!
domingo, janeiro 10, 2010
Nova Coletânea: "Brinquedos Mortais"
Ataíde Tartari, Braulio Tavares, Carlos Orsi Martinho, Lúcio Manfredi, Luis Brás (heterônimo de Nelson de Oliveira), Roberto de Sousa Causo, Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz.
Essa coletânea será exclusivamente de ficção científica, tanto hard quanto soft, e ainda em qualquer um de seus subgêneros. O tema será “Brinquedos do futuro” e o título do livro Brinquedos mortais. Excessão feita a quem quiser escrever uma história no subgênero Steampunk ou dieselpunk. Nesse caso, eles aceitam qualquer coisa passada em época vitoriana.
O tamanho dos contos não poderá exceder 12 páginas formato A4, tabulação padrão do Word, fonte Times New Roman, corpo 12, com entrelinhas de 1,5. Eles deverão ser enviados até o dia 28 de fevereiro de 2010 para o e-mail: brinquedosmortais@gmail.com
Para mais detalhes visite:
http://esooutroblogue.wordpress.com/2009/12/02/procuram-se-autores-para-nova-coletanea/
Ou no tópico oficial da Editora Draco no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=94448366&tid=5413846202624249734&start=1
Sucesso a todos!
Dica da Semana: "A Pata do Macaco"
A Pata do Macaco (por W.W. Jacobs):
Lá fora, a noite estava fria e úmida, mas na pequena sala de visitas de Labumum Villa os postigos estavam abaixados e o fogo queimava na lareira. Pai e filho jogavam xadrez: o primeiro tinha idéias sobre o jogo que envolviam mudanças radicais, colocando o rei em perigo tão desnecessário que até provocava comentários da velha senhora de cabelos brancos, que tricotava serenamente perto do fogo.
- Ouça o vento - disse o Sr. White, que, tendo visto tarde demais um erro fatal, queria evitar que o filho o visse.
- Estou escutando - disse o último, estudando o tabuleiro ao esticar a mão.
- Xeque.
- Eu duvido que ele venha hoje à noite - disse o pai, com a mão parada em cima do tabuleiro.
- Mate - replicou o filho.
- Essa é a desvantagem de se viver tão afastado - vociferou o Sr. White, com um a violência súbita e inesperada. - De todos os lugares desertos e lamacentos para se viver, este é o pior. O caminho é um atoleiro, e a estrada uma torrente. Não sei o que as pessoas têm na cabeça. Acho que, como só sobraram duas casas na estrada, elas acham que não faz mal.
- Não se preocupe, querido - disse a esposa em tom apaziguador. - Talvez você ganhe a próxima partida.
O Sr. White levantou os olhos bruscamente a tempo de perceber uma troca de olhares entre mãe e filho. As palavras morreram em seus lábios, e ele escondeu um sorriso de culpa atrás da barba fina e grisalha.
- Aí vem ele - disse Herbert White, quando o portão bateu ruidosamente e passos pesados se aproximaram da porta.
O velho levantou-se com uma pressa hospitaleira e, ao abrir a porta, foi ouvido cumprimentando o recém chegado. Este também o cumprimentou, e a Sra. White tossiu ligeiramente quando o marido entrou na sala, seguido por um homem alto e corpulento, com olhos pequenos e nariz vermelho.
- Sargento Morris - disse ele, apresentando-o.
O sargento apertou as mãos e, sentando-se no lugar que lhe ofereceram perto do fogo, observou satisfeito o anfitrião pegar uísque e copos, e colocar uma pequena chaleira de cobre no fogo.
Depois do terceiro copo, seus olhos ficaram mais brilhantes, e ele começou a falar, o pequeno círculo familiar olhando com interessante este visitante de lugares distantes, quando ele empertigou os ombros largos na cadeira e falou de cenários selvagens e feitos intrépidos: de guerras, pragas e povos estranhos.
- Vinte e um anos nessa vida - disse o Sr. White, olhando para a esposa e o filho. - Quando ele foi embora era um rapazinho no armazém. Agora olhem só para ele.
- Ele não parece ter sofrido muitos reveses - disse a Sra. White amavelmente.
- Eu gostaria de ir à Índia - disse o velho - só para conhecer, compreende?
- Você está bem melhor aqui - disse o sargento, sacudindo a cabeça. Pôs o copo vazio na mesa e, suspirando baixinho, sacudiu a cabeça novamente.
- Eu gostaria de ver aqueles velhos templos, os faquires e os nativos - disse o velho. - O que foi que você começou a me contar outro dia sobre uma pata de macaco ou algo assim Morris?
- Nada - disse o soldado rapidamente. - Não é nada de importante.
- Pata de macaco? - perguntou a Sra. White, curiosa.
- Bem, é só um pouco do que se poderia chamar de magia, talvez - disse o sargento com falso ar distraído.
Os três ouvintes debruçaram-se nas cadeiras interessados. O visitante levou o copo vazio à boca distraidamente e depois recolocou-o onde estava. O dono da casa tornou a enchê-lo.
- Aparentemente - disse o sargento, mexendo no bolso - é só uma patinha comum dissecada.
Tirou uma coisa do bolso e mostrou-a. A Sra. White recuou com uma careta, mas o filho , pegando-a, examinou-a com curiosidade.
- E o que há de especial nela? - perguntou o Sr. White ao pegá-la da mão do filho e, depois de examiná-la, colocá-la sobre a mesa.
- Foi encantada por um velho faquir - disse o sargento -, um homem muito santo. Ele queria provar que o destino regia a vida das pessoas, e que aqueles que interferissem nele seriam castigados. Fez um encantamento pelo qual três homens distintos poderiam fazer, cada um, três pedidos a ela.
A maneira dele ao dizer isso foi tão solene que os ouvintes perceberam que suas risadas estavam um pouco fora e propósito.
- Bem, por que não faz os seus três pedidos, senhor? - disse Herbert White astutamente.
O soldado olhou para ele como olham as pessoas de meia-idade para um jovem presunçoso.
- Eu fiz - disse ele calmamente, e seu rosto marcado empalideceu.
- E teve mesmo os três desejos satisfeitos? - perguntou a Sra. White.
- Tive - disse o sargento, e o copo bateu nos dentes fortes.
- E alguém mais fez os pedidos? - insistiu a senhora.
- O primeiro homem realizou os três desejos - foi a resposta. - Eu não sei quais foram os dois primeiros, mas o terceiro foi para morrer. Por isso é que consegui a pata.
Seu tom de voz era tão grave que o grupo ficou em silêncio.
- Se você conseguiu realizar os três desejos, ela não serve mais para você Morris - disse o velho finalmente. - Para que você guarda essa pata?
O soldado meneou a cabeça.
- Por capricho, suponho - disse lentamente. - Cheguei a pensar em vendê-la, mas acho que não o farei. Ela já causou muitas desgraças. Além disso, as pessoas não vão comprar. acham que é um conto de fadas, algumas delas; e as que acreditam querem tentar primeiro para pagar depois.
- Se você pudesse fazer mais três pedidos - disse o velho, olhando para ele atentamente -, você os faria?
- Eu não sei - disse o outro. - Eu não sei.
Pegou a pata e, balançando-a entre os dedos, de repente jogou-a no fogo.
White, com um ligeiro grito, abaixou-se e tirou-a de lá.
- É melhor deixar que ela se queime - disse o soldado solenemente.
- Se você não quer mais, Morris - disse o outro -, me dá.
- Não - disse o amigo obstinadamente. - Eu a joguei no fogo. Se você ficar com ela, não me culpe pelo que acontecer. Jogue isso no fogo outra vez, como um homem sensato.
O outro sacudiu a cabeça e examinou sua nova aquisição atentamente.
- Como você faz para pedir? - perguntou.
- Segure a pata na mão direita e faça o pedido em voz alta - disse o sargento -, mas eu o advirto sobre as conseqüências.
- Parece um conto das Mil e uma noites - disse a Sra. White, ao se levantar e começar a pôr o jantar na mesa. - Você não acha que deveria pedir quatro pares de mão para mim?
- Se quer fazer um pedido - disse ele asperamente -, peça algo sensato. O Sr. White colocou a pata no bolso novamente e, arrumando as cadeiras acenou para que o amigo fosse para a mesa. Durante o jantar o talismã foi parcialmente esquecido, e depois os três ficaram escutando, fascinados, um segundo capítulo das aventuras do soldado na Índia.
- Se a história sobre a pata de macaco não for mais verdadeira do que as que nos contou - disse Herbert, quando a porta se fechou atrás do convidado, que partiu a tempo de pegar o último trem-, nós não devemos dar muito crédito a ela.
- Você deu alguma coisa a ele por ela, papai? - perguntou a Sra. White, olhando para o marido atentamente.
- Pouca coisa - disse ele, corando ligeiramente. - Ele não queria aceitar, mas eu o fiz aceitar. E ele tornou a insistir que eu jogasse fora.
- É claro - disse Herbert, fingindo estar horrorizado. - Ora, nós vamos ser ricos, famosos e felizes. Peça para ser um imperador, papai, para começar, então você não vai ser mais dominado pela mulher.
Ele correu em volta da mesa, perseguido pela Sra. White aramada com uma capa de poltrona.
O Sr. White tirou a pata do bolso e olhou para ela dubiamente.
- Eu não sei o que pedir, é um fato - disse lentamente. - Eu acho que tenho tudo o que quero.
- Se você acabasse de pagar a casa ficaria bem feliz, não ficaria? - disse Herbert, com a mão no ombro dele. - Bem, peça 200 libras, então, isso dá.
O pai, sorrindo envergonhado pela própria ingenuidade, segurou o talismã, quando o filho, com uma cara solene, um tanto franzida por uma piscadela de olhos para a mãe, sentou-se no piano e tocou alguns acordes para fazer fundo.
- Eu desejo 200 libras - disse o velho distintamente.
Um rangido do piano seguiu-se às palavras, interrompido por um grito estridente do velho. A mulher e o filho correram até ele.
- Ela se mexeu - gritou ele, com um olhar de nojo para o objeto caído no chão. - Quando eu fiz o pedido, ela se contorceu na minha mão como uma cobra.
- Bem, eu não vejo o dinheiro - disse o filho ao pegá-la e colocá-la em cima da mesa - e aposto que nunca vou ver.
- Deve ter sido imaginação sua, papai - disse a esposa, olhando para ele ansiosamente.
Ele sacudiu a cabeça.
- Não faz mal, não aconteceu nada, mas a coisa me deu um susto assim mesmo.
Eles se sentaram perto do fogo novamente enquanto os dois homens acabavam de fumar cachimbos. Lá fora, o vento zunia mais do que nunca, e o velho teve um sobressalto com o barulho de uma porta batendo no andar de cima. Um silêncio estranho e opressivo abateu-se sobre todos os três, e perdurou até o velho casal se levantar e ir dormir.
- Eu espero que vocês encontrem o dinheiro dentro de um grande saco no meio da cama - disse Herbert, ao lhes desejar boa noite - e algo terrível agachado em cima do armário observando vocês guardarem seu dinheiro maldito.
Ficou sentado sozinho na escuridão, olhando para o fogo baixo e vendo caras nele. A última cara foi tão feia e tão simiesca que ele olhou para ela assombrado. A cara ficou tão vivida que, com uma risada inquieta, ele procurou um copo na mesa que tivesse um pouco de água para jogar no fogo. Sua mão pegou na pata de macaco, e com um ligeiro estremecimento ele limpou a mão no casaco e foi dormir.
II
Na claridade do sol de inverno, na manhã seguinte, quando este banhou a mesa do café, ele riu de seus temores. Havia um ar de naturalidade na sala que não existia na noite anterior, e a pequena pata suja estava jogada na mesa de canto com um descuido que não atribuía grande crença a suas virtudes.
- Eu creio que todos os velhos soldados são iguais - disse a Sra. White. - Essa idéia de dar ouvidos a tal tolice! Como é que se pode realizar desejos hoje em dia? E se fosse possível, como é que iam aparecer 200 libras, papai?
- caindo do céu, talvez - disse Herbert, com ar brincalhão.
- Morris disse que as coisas aconteciam com tanta naturalidade - disse o pai - que a gente podia até achar que era coincidência.
- Bem, não gaste o dinheiro antes de eu voltar - disse Herbert, ao se levantar da mesa. - Estou com medo de que você se torne um homem mesquinho e avarento, e vamos ter de renegá-lo.
A mãe riu e, acompanhando-o até a porta, viu-o descer a rua. Voltando à mesa do café, divertiu-se à custa da credulidade do marido. O que não a impediu de correr até a porta com a batida do carteiro, nem de se referir a sargentos da reserva com vício de beber, quando descobriu que o correio trouxera uma conta do alfaiate.
- Herbert vai dizer uma das suas gracinhas quando chegar em casa - disse ela, quando se sentaram para jantar.
- Com certeza - disse o Sr. White, servindo-se de cerveja -, mas, apesar de tudo, a coisa se mexeu na minha mão; eu posso jurar.
- Foi impressão - disse a senhora apaziguadoramente.
- Estou dizendo que se mexeu - replicou o outro. - Não há dúvida; eu tinha acabado... O que houve?
A mulher não respondeu. Estava observando os movimentos misteriosos de um homem do lado de fora, que, espiando com indecisão para a casa, parecia estar tentando tomar a decisão de entrar. Lembrando-se das 200 libras, ela reparou que o estranho estava bem-vestido e usava um chapéu de seda novo.
Por três vezes ele parou no portão, e depois caminhou novamente. Da quarta vez ficou com a mão parada sobre ele, e depois com uma súbita resolução abriu-o e entrou. A Sra. White no mesmo momento desamarrou o avental rapidamente, colocando-o debaixo da almofada da cadeira. Convidou o estranho, que parecia deslocado, a entrar. Ele olhou para ela furtivamente, e ouviu preocupado, a senhora desculpar-se pela aparência da sala, e pelo casaco do marido, uma roupa que ele geralmente reservava para o jardim. Então ela esperou, com paciência, que ele falasse do que se tratava, mas, a princípio, ele ficou estranhamente calado.
- Eu... pediram-me para vir aqui - disse ele finalmente, e abaixando-se tirou um pedaço de algodão das calças. - Eu venho representando "Maw&Meggins".
A senhora sobressaltou-se.
- Aconteceu alguma coisa? - perguntou ela, ofegante - Acontecem alguma coisa a Herbert? O que é? O que é?
O marido interveio.
- Calma, calma, mamãe - disse ele rapidamente. - Sente-se e não tire conclusões precipitadas. O senhor certamente não trouxe más notícias, não é, senhor - e olhou para o outro ansiosamente.
- Eu lamento... - começou o visitante.
- Ele está ferido? - perguntou a mãe desesperada.
O visitante assentiu com a cabeça.
- Muito ferido - disse. - Mas não está sofrendo.
- Ah, graças a Deus! - disse a senhora, apertando as mãos. - Graças a Deus! Graças...
Parou de falar de repente quando o significado sinistro da afirmativa se abateu sobre ela, e ela viu a terrível confirmação de seus temores no rosto desviado do outro. Prendeu a respiração e, virando-se para o marido, menos perspicaz, pôs a mão trêmula sobre a dele. Seguiu-se um demorado silêncio.
- Ele foi apanhado pela máquina - repetiu o Sr. White, estonteado. - Ah!
Sim.
Ficou sentado olhando para a janela e, tomando a mão da esposa entra as suas, apertou-a como tinha vontade de fazer nos velhos tempos de namoro há quase 40 anos.
- Ele era o único que nos restava - disse ele, voltando-se amavelmente para o visitante. - É difícil.
O outro tossiu e, levantando-se, caminhou lentamente até a janela.
- A firma me pediu para transmitir os nossos sinceros pêsames a vocês por sua grande perda - disse ele, sem olhar para trás. - Eu peço que compreendam que sou apenas um empregado da firma e estou apenas obedecendo ordens.
Não houve resposta; o rosto da senhora estava branco, os olhos parados e a respiração inaudível; no rosto do marido havia um olhar que o amigo sargento talvez tivesse na primeira batalha.
- Devo dizer que "Maw&Meggins" estão isentos de toda responsabilidade - continuou o outro. - Eles não têm nenhuma dívida com a família, mas, em consideração aos serviços de seu filho, desejam presenteá-los com uma certa soma como compensação.
O Sr. White largou a mão da esposa e, pondo-se de pé, olhou para o visitante horrorizado. Seus lábios secos pronunciaram as palavras:
- Quanto?
- Duzentas libras - foi a resposta.
Indiferente ao grito da esposa, o velho sorriu fracamente, estendeu as mãos como um homem cego e caiu, desfalecido, no chão.
III
No enorme cemitério novo, a alguns quilômetros de distância, os velhos enterraram seu morto e voltaram para casa mergulhada em sombras e silêncio. Tudo terminara tão rápido que a princípio nem se davam conta do que acontecera, e ficaram num estado de expectativa como se fosse acontecer mais alguma coisa - algo mais que aliviasse esse fardo, pesado demais para corações velhos.
Mas os dias se passaram, e a expectativa deu lugar à resignação - a resignação desesperançada dos velhos, às vezes chamada erradamente de apatia. Algumas vezes nem trocavam uma palavra, pois agora não tinham nada do que falar e os dias eram compridos e desanimados.
Foi por volta de uma semana depois que o velho, acordando subitamente de noite, estendeu o braço e viu-se sozinho. O quarto estava no escuro e o ruído de soluços baixinhos vinha da janela. Ele se levantou na cama e ficou ouvindo.
- Volte para a cama - disse ele ternamente. - Você vai ficar gelada.
- Está mais frio para ele - disse a senhora, e chorou novamente.
O som de seus soluços apagou-se nos ouvidos dele. A cama estava quente, e seus olhos pesados de sono. Ele cochilava a todo instante e acabou pegando no sono, quando um súbito grito histérico da esposa o despertou com um sobressalto.
- A pata! - gritou histericamente. - A pata de macaco!
Ele se levantou, alarmado.
- Onde? Onde está? O que houve?
Ela correu agitada até ele.
- Eu quero a pata - disse ela calmamente. - Você não a destruiu?
- Está na sala, em cima da prateleira - replicou ele atônito. - Por quê?
Ela chorou e riu ao mesmo tempo e, debruçando-se, beijou-o no rosto.
- Só tive essa idéia agora - disse ela histericamente. - Por que não pensei nisso antes? Por que você não pensou nisso antes?
- Pensar em quê? - perguntou ele.
- Nos outros dois desejos - replicou ela rapidamente. - Nós só fizemos um pedido.
- Não foi suficiente? - perguntou ele, irado.
- Não - gritou ela, triunfante; - ainda vamos fazer um.
Desça, apanhe a pata rapidamente, e deseje que o nosso filho viva novamente.
O homem sentou-se na cama e arrancou as cobertas de cima do corpo trêmulo.
- Meu bom Deus, você está louca! Gritou ele, horrorizado.
- Pegue aquela coisa - disse ela, ofegante -, pegue depressa, e faça o pedido... Ah, meu filho, meu filho!
O Marido riscou um fósforo e acendeu a vela.
- Volte para a cama - disse ele, incerto. - Você não sabe o que está dizendo.
- Nós conseguimos satisfazer o primeiro pedido - disse a senhora, febrilmente. - Por que não o segundo?
- Foi uma coincidência - gaguejou o velho.
- Vá buscar a pata e faça o pedido - gritou a esposa, tremendo de excitação.
O velho virou-se, olhou para ela, e sua voz tremeu.
- Ele já está morto há 10 dias e, além disso, ele... - eu não queria lhe dizer isso, mas... só consegui reconhecê-lo pela roupa. Se já estava tão horrível para você ver, imagine agora?
- Traga-o de volta - gritou a senhora, e o arrastou para a porta. - Você acha que tenho medo do filho que criei?
Ele desceu na escuridão, foi tateando até a sala e depois até a lareira. O talismã estava no lugar, e um medo horrível de que o desejo ainda não expresso pudesse trazer o filho mutilado apossou-se dele, e ficou sem ar ao perceber que perdera a direção da porta. Com a testa fria de suor, ele deu volta na mesa, tateando, e foi-se amparando na parede até se achar no corredor com a coisa nociva na mão.
Até o rosto da esposa parecia mudado quando ele entrou no quarto. Estava branco e ansioso, e para seu temor parecia ter um olhar estranho. Ele sentiu medo dela.
- Peça! - gritou ela, com voz forte.
- Isso é loucura - disse ele, com voz trêmula.
- Peça! - repetiu a esposa.
Ele levantou a mão.
- Eu desejo que meu filho viva novamente.
O talismã caiu no chão, e ele olhou para a coisa com medo.
Então afundou numa cadeira, trêmulo, quando a esposa, com os olhos ardentes, foi até a janela e levantou a persiana.
Ficou sentado até ficar arrepiado de frio, olhando ocasionalmente para a figura da velha senhora espiando pela janela.
O cotoco de vela, que queimara até a beirada do castiçal de porcelana, jogava sombras sobre o teto e as paredes, até que, com um bruxulear maior do que os outros, se apagou. O velho, com uma imensa sensação de alívio pelo fracasso do talismã, voltou para a cama, e um ou dois minutos depois a senhora veio silenciosamente para o seu lado.
Nenhum dos dois disse nada, mas permaneceram deitados em silêncio, ouvindo o tique-taque do relógio. Um degrau rangeu, e um rato correu guinchando através do muro. A escuridão era opressiva e, depois de ficar deitado por algum tempo, criando coragem, ele pegou a caixa de fósforos e, acendendo um, foi até embaixo para pegar uma vela.
Nos pés da escada o fósforo se apagou, e ele parou para riscar outro; no mesmo momento ouviu-se uma batida na porta da frente, tão baixa e furtiva que quase não se fazia ouvir.
Os fósforos caíram-lhe da mão e espalharam-se no corredor. Ele permaneceu imóvel, com a respiração presa até a batida se repetir. Então virou-se e fugiu rapidamente para o quarto, fechando a porta atrás de si.
Uma terceira batida ressoou pela casa.
- O que é isso? - gritou a senhora, levantando-se.
- Um rato - disse o velho com voz trêmula -, um rato.
Ele passou por mim na escada.
A esposa sentou-se na cama, escutando. Uma batida alta ressoou pela casa.
- É Herbert! - gritou. - É Herbert!
Ela correu até a porta, mas o marido ficou na frente dela e, pegando-a pelo braço, segurou-a com força.
- O que você vai fazer? - sussurrou ele com voz rouca.
- É meu filho; é Herbert! - gritou ela, debatendo-se mecanicamente. - Eu esqueci que ele estava a 10 quilômetros daqui. Por que está me segurando? Me solte. Eu tenho de abrir a porta.
- Pelo amor de Deus não deixe entrar - gritou o velho tremendo.
- Você está com medo do próprio filho - gritou ela, debatendo-se. - Me solte. Eu já vou, Herbert; eu já vou.
Ouviu-se mais uma batida, e mais outra. A senhora com um arrancão súbito soltou-se e saiu correndo do quarto. O marido seguiu-a até a escada e chamou-a enquanto ela corria para baixo. Ele ouviu a corrente chocalhar e a tranca do chão ser puxada lenta e firmemente do lugar. Então a voz da senhora soou, nervosa e ofegante.
- A tranca - gritou ela alto. - Desça que eu não consigo puxar a tranca.
Mas o marido estava de joelhos no chão, procurando a pata desesperadamente. Se pelo menos conseguisse encontrá-la antes que a coisa entrasse. Uma série de batidas reverberou pela casa, e ele ouviu o arrastar de uma cadeira quando a esposa a colocou no corredor encostada na porta. Ouviu o ranger da tranca quando esta se destravou lentamente, e no mesmo momento encontrou a pata de macaco, e desesperadamente fez o terceiro e último pedido.
As batidas pararam subitamente, embora ainda ecoassem na casa. Ele ouviu a cadeira ser arrastada de volta, e a porta se abrir. Um vento frio subiu pela escada, e um gemido alto e demorado de decepção e tristeza da esposa lhe deu coragem para correr até ela e depois até o portão. O lampião da rua que tremulava do outro lado brilhava numa estrada silenciosa e deserta.
FIM.
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É isso espero que tenham gostado da Dica de Leitura.
Até mais! Abraços.
Raphael Gama
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Sobre Caroline Figueiredo em "4 de dezembro"
...o que você acha sobre ele?
Bem, algumas pessoas acham que esta moça de 20 e poucos anos, atriz, podemos dizer "bem sucedida", as más linguas disseram que ela estava drogada durante o video. Eu creio que não, afinal, só por que uma pessoa acorda inspirada em um certo dia, e no meio de uma caminhada decide gravar um video com uma mensagem libertadora de si própria e postar no youtube pra mostrar para o mundo o que muita gente não quer ver ou entender, já dizem que ela está drogada? Me poupe!
A Cada dia que se passa eu me decepciono mais com a humanidade, ao invés de ficar falando que ela é drogada por que não vão cuidar de suas vidas e fazer algo que lhe transforme e os ajude a ver a vida de uma maneira diferente? Por que ofender (chamaram ela de muitos nomes de baixo calão também) alguém que se quer fez isso primeiro? Por que as pessoas tem essa mania de querer pré-julgar alguém por alguma coisa que ela faz ou deixa de fazer? Mesmo se ela estivesse drogada, isso seria um problema pessoal dela e deveriamos respeitar e nos unir para que ela pudesse melhorar, mas como, claramente, não é o caso, alguns dizem que ela está louca. Eu pergunto a você: O que é ser louca? O que é loucura? Uma pessoa é louca por não gostar de chocolate e você sim? uma pessoa é louca por querer fazer algo que você não faria? Precisam rever seus conceitos!
Uma pessoa não pode ser julgada por que faz um trabalho em um lugar, o tal trabalho é ruim para muitos? Pode ser, mas tem quem goste e esse é o sustento dela, ela ta ganhando a vida honestamente e pagando suas contas como qualquer outro cidadão brasileiro.
Sinceramente? Não sei o que essas pessoas aprendem em casa, o que suas mães lhe ensinam, será que eles ofendem os pais ou os avós dessa maneira também? É uma falta de respeito! Devemos tratar o próximo como gostaríamos de ser tratados.
Cada um deve viver a vida da maneira mais feliz possivel, se ela se sentiu feliz ao fazer o vídeo, eu me sinto também, eu admiro o trabalho dela, e esse vídeo confirmou o que eu achava dela, uma garota inteligente, que sabe o que quer, e que não vai ficar parada e muito menos se calar! Aplausos para ti moça, eu te admiro muito apesar não ter essa corajem de me expor (sou timido, quase ao extremo), continue atuando e fazendo seus trabalhos na tv que eu estarei sempre acopanhando.
Enfim, fico por aqui, e reflitam sobre o que ela diz, garanto que vai te fazer muito bem, e vai até te inspirar em várias obras, sejam elas contos, livros ou poesias, de alguma maneira a mensagem vai te tocar.
Até mais!
Raphael Gama
P.S.: Você não é gorda, acho você linda, e mesmo se fosse gorda, isso não deveria ser da conta de ninguém.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Resenha: Os Contos de Beedle, o Bardo (J. K. Rowling)

Eu acho que todos já ouviram falar desse pequeno livro, da mesma autora de Harry Potter, os contos se passam no mesmo universo e são contos de fada de bruxos. Quem espera algo mais elaborado, tipo a saga HP, vai se decepcionar, porém vai se surpreender pois além dos contos, no final de cada um, encontramos breves anotações do A. Dumbledore, explicando o reboliço que tal conto causou e falando da época dele citando ano, pessoas, lugares e fazendo referências a coisas acontecidas no passado e obras escritas por Bruxos de gabarito, se por algum acaso tal observação contiver algum termo que por ventura você não venha a entender, no rodapé de cada página o Dumbledore explica o seu significado e no mesmo espaço a Rowling faz referência a outra obras como "Animais fantásticos & Onde habitam" o que me deixou curioso para ler tal obra.
Sem esquecer de mencionar, quando alguém compra esse livro o valor é revertido para uma instituição criada pela própria Rowling, então, acho válido adquirir esse livro, pois você estará ajudando crianças e fica sabendo um pouco mais do universo de HP.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Livros ou Filmes? Qual sua preferência?
Será que é benéfico para um livro ter uma adaptação para o cinema? A resposta é: Sim! Desde que as adaptações sejam no minimo aceitável. No Cinema, hoje em dia, virou moda buscar nos livros histórias para fazer filmes, não sei se é falta de inspiração dos roteiristas para criar algo inédito ou não muito batido ou se é preguiça mesmo, mas creio que as respostas não são essas, e sim, por que o livro virou um best-seller e seria (muito) mais lucrativo fazer um filme já que nem todo mundo gosta de ler (apesar de ter interesse mas nunca pegam um livro na mão para tal) e também á aquelas pessoas que gostariam de ver em imagens aquilo que leu, e assim, resumindo um livro de quase (ou mais de) 400 páginas em no máximo 2 horas (com raras exceções, ex.: Senhor dos Anéis [1, 2 e 3]) e que no fim, para leitores assíduos e fãnaticos dos livros acabam sempre deixando a desejar, mas para quem não conhece a obra a fundo, acham bom. Claro que também sempre tem a questão do dinheiro que conta muito, se investir bem, o filme se sai bem e terá um bom retorno financeiro, caso contrario não vai sair aquelas coisas toda e será fadado ao fracasso.
Mas, convenhamos, tem adaptações que não da para engolir, vou citar algumas que eu li o livro e vi o filme, segue:
Marley & Eu - Vida e amor ao lado do pior cão do mundo
O Menino do Pijama Listrado
O Caçador de Pipas
Eragon
Harry Potter
Saga Crepusculo
A Bussola de Ouro
O Guia do Mochileiro das Galáxias
Não necessariamente nessa ordem, mas ficaram bem ruins as adaptações, não passou a emoção do livro, mas tem alguns que se saíram bem, entre elas estão:
O Senhor dos Anéis (Todos)
As Crônicas de Nárnia (Só o primeiro ficou bom, o "Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa")
A Cidade das Sombras (Uma pena que só tenha o primeiro livro em BR lançado aqui)
Morto até o Anoitecer (Virou série, se chama "True Blood", ficou ótima por sinal)
E Estou no aguardo das futuras adaptações, para saber se foram boas ou ruins de algumas outras obras, como:
O Ladrão de Raios
Irmão lobo - Crônicas das Trevas Antigas
Eclipse
Harry Potter
Túneis
Coração de Pedra
Avatar - A Lenda de Aang (Super ansioso, adoro e achei incrivel o desenho!)
Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada
Os Smurfs (Na década de 80, eram famosos por desenhos e quadrinhos)
Enfim, é isso, não quis comentar muito sobre os quadrinhos pois pouco vi sobre eles, prefiro comentar sobre o que eu li e vi, então é isso, e você o que acha? qual foi a melhor adaptação na sua opnião? e a pior? e o que você mais aguarda das próximas que certamente virão?
Até breve!
Resenha: A Montanha e o Rio (Da Chen)

Livro que faz inveja a muitos escritores, por se tratar de uma obra grande e detalhada que durou 8 anos para ser concluída. O Autor "Da Chen" nos brinda com um ótimo livro que se passa no auge da Revolução Cultural na China onde o comunismo impera. Cenas fortes e emocionantes, somos convidados a viajar no tempo e mergulhar fundo nesse mundo até então desconhecido por muitos.
Com diálogos decentes, descrições na medida certa e o enredo envolvente o livro se supera a cada página que lemos, mas, nem tudo são flores, gostaria de destacar uma parte do livro que não gostei muito, quando um dos irmãos descobre que o outro é seu meio-irmão, achei MUITO forçada essa parte, me fez lembrar uma novela mexicana de tão fraco que ficou, acho que o autor poderia ter trabalhado mais nesse pedaço, mas fora isso, impossível não embarcar nessa incrível jornada e com final surpreendente (ou nem tanto; dependendo do ponto de vista).
Como sempre digo, na dúvida, leia o livro, se gostar... ótimo, se não gostar, paciência... ao menos você conhece um pouco mais da China (costumes, politica, regiões, etc...).
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Resenha: A Cabana (William P. Young)

Livro de sucesso boca-a-boca e que fala do amor de Deus por seus filhos. Com uma história forte e que poderia ser envolvente mas que deixou a desejar em muitos aspectos, primeiro na escrita, livro muito fraco e com dialogos e descrições simples, quem espera um classico nem leia, vai se arrepender, segundo que no começo o livro é um pouco confuso, não sei ao certo se foi a intenção do autor deixar o livro soar apenas como mais um relato ou como uma fraca história de amor entre Pai e filho, terceiro por que acho que o livro ficou faltando alguma coisa, um "quê" a mais.
Enfim, tirando os prós e contras, o livro nos surpreende na forma como o autor descreve Deus e seu amor pelos seus filhos, creio eu que muitos O vê da mesma maneira ou ao menos bem parecido, por isso que muitas pessoas se identificam com ele e encontram algum conforto imaginando Ele dessa maneira, pois na pratica nenhuma religião é assim.
Bom, se tiver na dúvida, leia o livro, se não gostar, paciência, ao menos você descobre mais uma visão de Deus (fora da Biblia), não sei se é a melhor mas é uma boa visão, mas se gostar, bom pra você e mantenha as palavras perto do seu coração.
terça-feira, dezembro 29, 2009
Natal Macabro
A Noite já tinha caído, fogos de artificios eram ouvidos ao longe, pessoas felizes em todo o mundo brindavam a data, sempre transmitindo paz aos seus próximos, as pessoas trocavam presentes e davam votos de felicidades aos seus entes queridos e amigos. A mulher que agora organizava a zona que tinha ficado em sua cozinha, estava contagiada com o espirito de natal. Um homem de pele morena escura, cabelos raspados e vestido com uma roupa esporte abraça a mulher por trás e sussura algo em seu ouvido.
- Vamos deitar querida, e vamos comemorar á moda. - abrindo um sorriso malicioso só de imaginar a comemoração.
- Claro, eu adoraria, vamos sim! Só deixa eu terminar de organizar isso aqui e botar as crianças na cama, aí eu serei todinha sua - retribuindo o sorriso.
- Não demore, estarei lhe esperando pelado embaixo das cobertas. - dando nela um longo beijo.
Depois do trabalho árduo de uma boa dona de casa que trabalha fora e tem os deveres do lar, ela coloca as crianças na cama e se despede dando um beijo na testa em cada um de seus filhos, um casal de gêmeos de aproximadamente 6 anos.
- Boa noite meus anjos! Mamãe ama vocês! nunca se esqueçam disso.
- Boa noite mamãe! - ambos disseram juntos.
Depois de algumas horas de prazer e luxuria com seu marido, a mulher está dormindo na beirada da cama, coberta apenas com um lençol que dava mais beleza as suas formas. Ao lado de fora, apesar da época, o silêncio era amedrontador, o vento corria levemente numa noite fresca e fazia com que a cortina do quarto da tal mulher balançasse em resposta ao toque suave do ar, e então a mulher abre os olhos e levanta da cama num salto.
De pé, nua, com seu longo cabelo caindo pelas costas e chegando na cintura e com duas partes dos cabelos cobrindo parte dos seios, ela vira e observa seu marido dormindo tranquilamente, depois de alguns instantes ela dá a volta na cama e se aproxima do seu adorável e amado marido e pega o travesseiro e coloca na cabeça dele impedindo que o coitado respire, ele acorda e mexe seus braços em vão, fazendo força para se livrar da pessoa que o sufocava, sem saber que essa pessoa era sua própria mulher.
Depois de que o marido para de se debater, e o corpo fica inerte na cama, ela se levanta, olha um instante para a janela, e segue em direção a porta, para sair do quarto. A escuridão dominava o corredor, ela ia caminhando confiante como se já soubesse para onde ia, ela parou em frente a uma porta do correrdor e iria tocar a maçaneta para abrir a porta mas algo a impediu no meio do caminho, um barulho, alguém apertando a descarga do vaso sanitário, ela apenas vira a cabeça um pouco e percebe uma brecha de luz saindo por debaixo de uma porta, ela segue até lá e abre a porta, sua filha estava lavando as mãos, a criança a olhou e sorriu, a mulher pegou a menina pelos cabelos com força e arrastou para o vaso sanitário e mergulhou a cabeça de sua filha lá dentro. Ela se debatia debilmente, a água agitada espirrava ora no chão ora na mulher.
Quando a criança desistiu de lutar e cedeu seu lugar a morte, a mulher, mãe da menina, ainda a segurava pelos cabelos se certificando de que o trabalho estava feito, por fim, apertou a descarga e se levantou, quando se virou para sair, o seu outro filho, o menino, a olhava de olhos arregalados e saiu correndo, a mulher seguiu atras dele.
Desesperado, o menino gritava e tentava sair do andar de cima da casa e ir para a rua para pedir ajuda e por isso ao invés de seguir para seu quarto e trancar a porta, ele seguiu para a escada quando uma mão o empurra e ele desce a escada rolando, durante a descida são ouvidos vários estalidos, quando chegou ao chão o corpo ficou imóvel, a mulher desceu lentamente as escadas, se aproximou do garoto e checou os pulsos do garoto, não encontrou nenhum sinal de vida nele.
Subindo as escadas, ela para pois um outro barulho é ouvido escada abaixo, ela desce de mansinho, para no hall de entrada tentando ouvir mais barulhos para segui-los e saber de onde estavam vindo. Ela escuta mais um barulho e segue para a sala, para passar ela pisa no filho caído no chão. A Sala estava escura, apenas uma pequena árvore de natal com seus pisca-piscas mal iluminava o ambiente, então, ela acende a luz.
Com um barque surdo, alguém que tentava entrar pela janela, cai no chão do lado de dentro da casa. Era um homem baixo, gordo, pele branca e com barba da mesma cor, vestido de vermelho com detalhes em branco, usando uma toca das mesmas tonalidades e segurava um grande saco vermelho cheio de coisas, assustado, rapidamente o senhor se levanta.
- Ho! Ho! Ho! - dando um risinho sem graça - Que susto filha, ainda bem que é você! Que tal?! Como estou? Deixa eu por os presentes das crianças aqui...
Ele se abaixa, abre o saco e coloca os pacotes de presentes em volta da árvore sem esperar alguma resposta de sua filha. A mulher o olha sem expressão no rosto, e o fita por uns instantes até que decide ir na direção dele.
Ela tira sutilmente da árvore de natal algumas bolas decorativas e olha para elas fixamente, que emitia seu reflexo de volta.
- Você poderia tirar umas fotos, - falando sem olhar para ela - para as crianças achar que o papai noel passou por aqui de verdade, não acha? - como não tem resposta, ele procura a filha com o olhar.
Ele a olha e se levanta devagar. Ela levanta a mão como se fosse lançar uma das bolas natalinas.
- Filha, o que você vai...
Um barulho de vidro se espatifando contra algo é ouvido, um barulho atras do outro. A mulher estava lançando as bolas decorativas de vidro em seu pai, na cabeça dele. Um cachorro começa a latir ao fundo. O velho imitando papai noel cai no chão um pouco aturdido e resmungando alguma coisa. Ela se aproxima da árvore de natal e arranca alguns anjinhos e a estrela que fica na ponta da árvore.
Sem pressa, ela enfia um anjinho de cada vez na boca dele, que sem força, é obrigado a engolir cada um, por último, ela pega a estrela, que era um pouco maior que os anjinhos, e enfia também na boca dele, com muita vontade, uma lágrima escorre dos olhos do senhor, o nariz sangra e a garganta rasga, depois de tanto gemido de dor, veio o silêncio, que logo em seguida é interrompido pelos latidos do cachorro ao lado de fora da casa.
Decidida, ela levanta-se e segue em direção a cozinha deixando para trás o corpo do seu pai ali mesmo. A Cozinha é clara, eletrodomésticos de última geração. A Porta da geladeira além de vários imãs tinham diversos recadinhos de familia, o balcão do armario era de mármore, poucas coisas haviam em cima dele. A Mulher abre a primeira gaveta do balcão, e tira de dentro uma faca de cortar peixe de cabo branco, ela passa a lâmina entre os dedos abrindo um superficial e simples corte neles, ela coloca os dedos na boca, um por um, e chupa o pouco sangue que saiu dali.
Seguindo em direção a porta de saída carregando a faca, ela vai para o quintal da frente, o cachorro encara a mulher nua e rosna, ela deu um primeiro passo na direção dele que começa a latir raivosamente e forçando-se na direção dela, tentando arrebentar a corrente.
Com um só golpe, firme, forte e fatal, a mulher nua degola o cachorro que solta um grunhido de dor e cai no chão que se afoga no próprio sangue e cala-se para sempre, e a mulher observa a cena deixando a faca cair no chão.
Um leve sopro do vento deixa os cabelos da mulher esvoaçando, ela olha na direção do vento e vê o boneco de neve inflável olhando fixamente para ela, a mulher se aproxima dele, derruba-o no chão com um só golpe, que cai com o rosto virado para cima, ela o observa atentamente, se abaixa e passa a mão no boneco sentindo sua consistência, o boneco estava cheio com gás hélio, subindo a mão para o rosto do boneco e tateando ele, ela se levanta e se senta no rosto dele, deixando o nariz do boneco penetrar-lhe no seu íntimo, começou com movimentos lentos de cima para baixo até aumentar a velocidade, gostando do que ta fazendo ela solta gemidos prazerosos, suas mãos ficam no corpo no boneco e ela estava fazendo movimentos frenéticos, duas coisas acontece ao mesmo tempo, ela tem um orgasmo com o boneco de neve inflável no meio da rua e numa noite de natal e a outra é que a força liberada por ela foi tanta que ela acabou furando o boneco com as unhas, assim, terminando a brincadeira.
A Noite fria, céu sem estrelas cobertos por nuvens escuras que começa a derramar uma fina chuva sobre a cidade, lavando o corpo da mulher e lhe tirando as manchas de sangue, suor e terra. Ela entra na sua casa, sobe as escadas lentamente, deixando portas e janelas do jeito em que se encontravam, abertas. Passando pelos corpos sem se importar em olha-los, mas sempre, pisando em quem estivesse em seu caminho. Seguiu em direção ao seu quarto, deita em sua cama macia e volta a dormir como se nada tivesse acontecido, depois de segundos deitada em silêncio, ela começa a resmungar.
- Feliz Natal meus amores, amo todos vocês! - dormindo, sorri.
FIM.
segunda-feira, outubro 19, 2009
Festa do Pijama
Todos os humanos tem medo de alguma coisa, todos, sem exceção, alguns medos podem ser insignificantes para algumas pessoas mas que para certas pessoas podem parecer o fim do mundo, literalmente, o encontro com o diabo, onde sua coragem já foi testada e perdeu dezenas de vezes, o medo, nada mais é que, uma forte emoção onde algo nos supera, onde algo é indescritivelmente muito mais forte e maior do que nós em tudo, algo que nos impressiona e nos deixa sem chão, isso, é o medo.
Nas crianças, esse medo pode se tornar pânico, a maioria delas não tem medo algum do Bicho Papão, porém, há aquelas que morrem de medo só de ouvirem essas palavras, e tem outros que se borram todinho quando acontece alguma coisa parecida.
Davi, é uma criança calma e muito dependente dos seus pais, mimado até demais, com seus 6 anos de idade ele tinha muitos amigos da escola, certa noite, ele deu uma “festa do pijama” e convidou diversos amiguinhos para sua festa, o problema é que justo essa noite, era uma sexta-feira 13, ele não sabia ao certo o que isso significava até por que nessa idade, poucas (ou quase nenhuma) criança sabe realmente o significado desta data.
Depois da chegada dos convidados, todos de pijamas, o céu desabou lá fora, choveu como nunca havia chovido antes, como a chuva estava forte, a TV a Cabo estava com problema na recepção do sinal assim como a internet e o telefone residencial e diversas operadores de celulares enfrentavam dificuldades, o que dificultava para as crianças que iriam assistir desenhos a noite inteira até pegarem no sono.
Então, como era relativamente cedo, Davi, entrou no quarto de seus pais e pegou um DVD escondido e colocou para ele e as outras crianças assistirem, só que mal sabiam elas que o filme era de terror, quando perceberam, algumas crianças protestaram pedindo para retirar o filme enquanto as outras, a maioria, pediram pra deixar rolar.
Em certa parte do filme, as pessoas se encontravam na mesma situação que as crianças, em casa, ilhados, devido a tempestade, e estavam sem TV, celular e internet, a diferença é que os atores do filme estavam se preparando para dormir quando o telefone no filme começou a tocar, e as crianças deram saltinhos assustadas, e de repente o telefone na casa do Davi tocou em alto e bom som ecoando pela casa inteira deixando as crianças histéricas, no filme e na casa de Davi, o telefone, depois de atendido ficava mudo, deixando a noite mais sinistra ainda.
O Filme estava pausado, uma das crianças quebrou o silêncio que dominava o ambiente.
Davi, cadê sua mãe?! - morrendo de medo, mas disfarçando a voz.
Não sei, eu vou lá em cima dar uma olhada no quarto dela, alguém que ir comigo? - olhando ao redor tentando encontrar apoio.
Por que você não vai sozinho, está com medo? - disse um menino com pijama branco de bolinhas pretas.
Vocês que sabem... mas tomem cuidado com o bicho papão. - subindo as escadas decidido.
Espere aí, que bicho papão? - perguntou um outro menino que usava óculos.
Vocês não sabem?
Todos fizeram sinal de negativo com a cabeça, mas ainda esperando uma resposta.
Diz a lenda que um bicho papão saí em noite chuvosa pra caçar criancinhas pra comer... mas é só uma lenda. - voltando sua atenção para a escada.
Mas como ele é? - perguntou uma menina loira usando um pijama cor-de-rosa
Ah, varia muito... uns dizem que ele é alto, dentes afiados e cabeludos e um pouco corcunda, mas outros dizem que ele tem três olhos, e com o olho a mais ele enxerga o medo das crianças indefesas de longe, e quando ele vai entrar em alguma casa, ele dá uma arranhada na porta.
As crianças pareciam apavoradas ainda mais quando o Davi terminou de falar, pois em seguida eles ouviram um barulho estranho de alguém arranhando alguma coisa em algum canto da casa, assim que ouviram, todos, deram gritinhos abafados.
Vocês ouviram isso? - perguntou o mais medroso de todos, o menino que usa um óculos.
Não foi nada, deve ter sido um gato, ou mesmo um rato fugindo da tempestade. - Tranquilizou Davi.
Tem ratos aqui? Que nojo! - disse a loira de cor-de-rosa.
Bom, eu vou lá em cima, alguém quer vir ou não?
Todos se colocaram prontamente ao lado de Davi, e juntos, subiram a escada devagar como se estivessem com medo de fazer algum barulho e não queriam chamar atenção, a casa foi iluminada e um barulho ensurdecedor veio em seguida, um trovão, acabando ainda com a energia que restava, e deixou tudo escuro, eles ouviram um grito, de uma mulher.
O que foi isso? É sua mãe? Será que ela foi atacada por um bicho papão? - deduziu uma das crianças.
Eu to com medo. - disse a loura de cor-de-rosa.
Calma gente, não é nada demais. - retrucou Davi. - Vamos continuar a subir e vocês vão ver.
Mas e o... - o de óculos iria falar, mas foi impedido pelo menino de pijama branco com bolinhas pretas.
Fique quieto e vamos em frente seu medroso
Vocês ficam nesse lenga lenga... - abrindo espaço entre os meninos, uma menina morena tomou a frente de todos. - ...eu espero por vocês lá em cima.
Davi logo seguiu atrás dela, e os outros sem ter uma opção ou por não saber o que fazer, seguiram atrás dos dois, conforme subiam os degraus a tensão aumentava cada vez mais, a casa estava ainda mergulhada no breu, o vento sibilando do lado de fora, a escada rangendo e o som ao longe de algo batendo contra alguma coisa, tudo isso deixava as garotas e os garotos apreensivos e com muita expectativa.
Falta muito? - perguntando a loira de cor-de-rosa.
Não, o quarto da minha mãe é no fim do corredor. - respondeu Davi sem paciência.
Assim continuaram a percorrer o enorme corredor, devagar, apesar de escuro, eles, ou apenas alguns deles pois os outros estavam preocupado demais com o que poderia acontecer a seguir para perceber que o corredor era todo coberto por um carpete, mais um deles percebeu algo a mais e disse:
É impressão minha ou o carpete está molhado? - sussurrou o menino de pijama branco e bolinhas pretas.
Todos pararam imediatamente para olhar e tentar entender o por quê disso, mas não puderam encontrar uma razão lógica para tal e continuaram a seguir em frente, agora, estavam próximos o quarto da mãe e finalmente iriam saber o que tinha acontecido, com sorte, nada demais e estariam bem e a salvo com ela de todo e qualquer intruso.
Enfim, chegaram a porta do quarto da Mãe do Davi, ele, colocou a mão na maçaneta e girou, a porta se abriu e o quarto se apesentou imerso na escuridão, nenhum som veio de lá de dentro, eles adentraram o recinto receosos, se encostaram na parede enquanto o Davi fechava a porta sem fazer um ruído.
E agora, o que faremos? - se sentindo sem saída, o de óculos questionou.
Fica quieto seu medrosos. - rebateu o menino de pijama branco com bolinhas pretas.
Davi se virou e rodeou o quarto em busca de alguma coisa, mexeu no interruptor para ver se a luz tinha voltado e nada aconteceu.
O que é aquilo? - perguntou a loira de cor-de-rosa aos prantos.
Todos olharam na direção em que ela apontava, era um sombra de alguma coisa se mexendo, houve um reboliço entre eles, pois não sabiam do que se tratava aquilo.
Calma gente... - andando até aquilo, e desmitificando o que parecia ser um monstro. - ...isso é apenas a sombra de um casaco... deste aqui. - apontando.
Ouviu-se um suspiro de alivio por parte dos meninos, e o Davi, volta para o lugar onde estão seus amigos.
Davi... se aquilo ali é um casaco, o que é aquilo que está atrás da cortina? - perguntou o menino de óculos, falando sobre um par de sapatos embaixo da cortina que fazia um leve e gracioso movimento.
Deve ser o vento que está dando este efeito... não seja bobo.
Novamente, o silêncio se instaurou entre a criançada, para quebrar o gelo e reassumir o comando, Davi disse:
Vamos esperar na cama, venham...
Não foi preciso dizer mais nada, todos se enfiaram embaixo do lençol.
Sua mãe sumiu!
Não sumiu não, ela deve estar aí pela casa...
Passos surdo são ouvidos que pareciam estar se aproximando cada vez mais do quarto onde eles estavam.
Quem será dessa vez? - perguntou curioso o menino de pijama de bolinhas pretas.
Quando todos estavam apreensivos sobre quem seria que estava se aproximando do quarto, uma outra pessoa surge de um canto do quarto, todas as crianças gritam apavoradas, com a visão daquele ser cabeçudo de corpo fino e com garras afiadas, tudo isso deduzido no escuro, quando a porta do quarto se abriu as crianças gritaram mais ainda, com uma outra visão, de um assassino encapuzado que parecia que iria ataca-los a qualquer momento, aos gritos e choradeira da criançada, a luz voltou e um dos seres diz:
O que aconteceu crianças? - o ser cabeçudo, na verdade era uma mulher, a mãe do Davi, que estava com a toalha na cabeça e uma outra enrolada no corpo, o que deixava seu corpo fino.
Isso, por que essa gritaria toda? - perguntou um homem tirando o capuz da cabeça.
Papai, papai! - Davi correu até ele e lhe deu um abraço apertado.
A criançada explicou em detalhes o ocorrido, talvez dando uma exagerada aqui e ali para os pais do Davi, que riram muito do que aconteceu, fizeram pipoca e terminaram a noite assistindo um desenho na televisão, e na hora de dormir, foram colocados colchões no quarto dos pais do Davi, para que nenhuma das crianças sentisse medo durante a noite, e assim, terminou mais uma noite da festa do pijama de Davi.
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